Confiança volta a recuperar

Os primeiros meses de 2006 continuaram a reflectir a instabilidade do indicador de confiança da Indústria Têxtil e do Vestuário (ITV) que caracterizou 2005. Neste contexto, após dois meses de aumento do pessimismo, Abril ficou marcado por uma recuperação dosníveis de confiança, atingindo o valor mais elevado desde o início da série em Abril do ano transacto. À semelhança dos meses anteriores, é o vestuário que continua a condicionar a variação do índice de confiança da ITV, uma vez que, o sector têxtil se mantém praticamente inalterado desde o início do ano. De acordo com os dados do inquérito mensal de conjuntura à Indústria Transformadora, os empresários do vestuário mostraram-se mais optimistas em Abril com o índice de confiança a registar um aumento de 9 pontos (Saldo de Respostas Extremas). Este resultado beneficiou da evolução favorável de todas as variáveis que concorrem para a determinação do indicador, em particular, a carteira de encomendas interna e externa, a produção prevista e os stocks de produtos acabados. Destaca-se ainda a evolução positiva das expectativas relativas ao preço de venda do vestuário e da produção actual. No que respeita ao sector têxtil, os dados recolhidos pelo inquérito de conjuntura indicam uma ligeira desvalorização do índice (-) 1 ponto. Todavia, os empresários têxteis mostraram muito optimistas relativamente à evolução da produção actual assim como da carteira de encomendas interna e externa (com aumento de 16 pontos atingiu o nível máximo da série). A contrabalançar este efeito positivo estiveram a produção prevista com uma redução de um ponto acompanhada pelo aumento do stock de produtos acabados em 4 pontos. Por fim, comparando o primeiro quadrimestre de 2006 com o último quadrimestre de 2005, verifica-se que apesar da volatilidade registada neste ano, os empresários da ITV estão mais optimistas que no ano passado reflectindo no indicador as avaliações mais favoráveis da carteira de encomendas e dos preços no vestuário e dos stocks e da produção prevista no sector têxtil. Fonte: Observatório Têxtil do Cenestap