Confiança empresarial mais moderada em Fevereiro

Os empresários da indústria textil e do vestuário nacional mostraram-se ligeiramente mais apreensivos em Fevereiro. De facto, o optimismo que marcou o início do ano com o indicador de confiança a atingir o nível máximo desde o início da série teve um ligeiro recuo em reflexo da avaliação menos favorável dos empresários do vestuário. Por outro lado, a confiança empresarial do sector têxtil manteve-se tal como em Janeiro no valor mais elevado da série. Todavia esta estabilidade oculta fortes variações ao nível das variáveis que concorrem para a determinação do índice de confiança. Pela positiva destacam-se as avaliações relativas a produção actual com base na evolução dos três últimos meses que se fixou nos (-) 16 pontos (Saldo de Respostas Extremas), mais 10 pontos face ao mês precedente. Contribuíram também positivamente as expectativas empresariais face à produção prevista com um aumento de 12 pontos assim como os preços de venda com um aumento de 3 pontos, atingindo o máximo da série iniciada em Abril de 2005. Pela negativa merecem referência a carteira de encomendas interna e externa com uma queda de 12 pontos a que se somou a evolução desfavorável dos stocks de produtos acabados com um aumento de 8 pontos. No vestuário o optimismo do início do ano foi breve. De facto, de acordo com os dados do inquérito de conjuntura à indústria transformadora, o indicador de confiança caiu ligeiramente em Fevereiro. Na base desta contracção estiveram as expectativas relativas à produção prevista com uma redução de 3 pontos. À semelhança do sector têxtil, no vestuário, as avaliações da carteira de encomendas interna e externa também contribuíram para a contracção do índice de confiança empresarial. Todavia, o início de 2006 revelou-se favorável relativamente aos preços do vestuário mantendo a tendência ascendente iniciada em Outubro do ano transacto. Com uma variação positiva de 4 pontos, os preços atingiram o valor mais elevado desde Abril de 2005.