
Boas notícias para o retalho: as mulheres continuam a interessar-se por moda e a maioria delas, quase três quartos, gosta de ir às compras. Quase cerca de metade destas está atenta às novas tendências. Este é o resultado do estudo da revista alemã Brigitte, intitulado “Kommunikationsanalyse (KA) 2006″, que inquiriu 5.000 mulheres alemãs com idades compreendidas entre os 14 e os 64 anos. Quase 40 por cento das mulheres afirmam que a moda é importante, uma vez que ajuda a criar e cuidar a imagem.Para as inquiridas entre 14 e 29 anos, esta opinião ultrapassa os 50 por cento, confessando que se informam regularmente sobre moda e que este é um tema frequente nas suas conversas. Os “trapinhos” não são o único tema de conversa, estes são acompanhados pelos acessórios. Na realidade, 35 por cento das senhoras reconhecemgostar de comprar acessórios de marcas. E os sapatos continuam a ocupar um lugar de eleição no coração das consumidoras. Cerca de 70 por cento das mulheres afirmam «posso perder a cabeça por uns sapatos bonitos». No caso das jovens, esta fatia eleva-se para mais de três quartos. Caçadoras de pechinchas A acreditarnas mulheres, não se pode dizer que a situação do sector da moda seja muito desfavorável, contudo é preciso ter em consideração a tendência para poupar. Quando compram vestuário, as mulheres consultam muitas vezes o seu porta-moedas. Quase 80 por cento das inquiridas se descrevem como poupadas. Muitas das senhoras são verdadeiras caçadoras de pechinchas. Mais de três quartos procuram, quando compram moda, saldos ou preços especiais. Mais de dois terços admitem comprar moda frequentemente nos saldos. Mais de metade das inquiridas apenas gasta dinheiro com vestuário na medida do que é absolutamente necessário. Esta poupança também se reflecte na compra de artigos de marca. As mulheres gostariam de comprar mais artigos de marca, mas 70 por cento das inquiridas afirmam que só os compra quando os encontra a um preço que considera aceitável. A marca, no caso do vestuário, é muito importante apenas para um terço das senhoras. Apesar destas revelações, os produtos de marca são bem acolhidos, sobretudo a longo prazo. Quase 60 por cento concordam com a ideia que a compra de artigos mais caros acaba por compensar. Cerca de um quarto das inquiridas admitiu também que não gosta de comprar o mais barato. Uma das marcas de vestuário preferidas na Alemanha continua a ser a Esprit. Quarenta e cinco por cento das mulheres afirma gostar desta marca.À Espritseguem-se a H&M (48 por cento) e a Adidas (49 por cento). São poucas as consumidoras que distinguem produtores de retalhistas. O grau de empatia com a marca varia com as idades. No caso da H&M, mais de dois terços das mulheres entre os 14 e 29 anos de idade afirmam simpatizar com a marca e a percentagem das mulheres entre os 50 e 64 anos que faz a mesma afirmação é de apenas de um terço. No que diz respeito ao conhecimento das 108 marcas sobre as quais as mulheres foram questionadas, a Adidas (93 por cento), H&M (89 por cento) e Esprit (85 por cento) mantêm a liderança. Também entre as mais familiares estão as marcas desportivas Nike (84 por cento) e Puma (80 por cento). Nomes como Betty Barclay e Gerry Weber são uma referência para as mulheres entre os 30 e 49 anos (cerca de dois terços). Na escala de reconhecimento estão no meio da tabela,tal como as marcas mais jovens Benetton (73 por cento), Mexx (64 por cento) e TCM da Tchibo (66 por cento). Esta marca é uma referência para o grupo etário dos 30 a 49 anos, sendo reconhecida por quase três quartos das inquiridas. Mais distante, entre outras, está a marca de jeans Mavi (7 por cento) e as marca Turnover e Feesoul, também com 7 por cento. Mas nem tudo o que as mulheres gostam ou conhecem está no seu guarda-roupa. Por exemplo, apenas um terço das mulheres afirma que compraria Adidas, fatia muito similarà da Esprit. A diferença é menos acentuada no caso da H&M, em que a vontade de comprar é de 45 por cento. Quem parece ter perdido adeptas é a Levi’s. Em 2002, quarenta e oito por cento das mulheres mostravam vontade de comprar esta marca de jeans, mas em 2006 a fatia baixou para 37 por cento. Coragem para compras espontâneas «Quando me apaixono por uma peça de vestuário compro-a sem sequer olhar para o preço», afirma um terço das mulheres, quer jovens ou mais velhas. Uma declaração de amor que ajuda a compra espontânea. Quase três terços das inquiridas compram vestuário de forma espontânea. Num inquérito Brigitte do início dos anos 80, esta afirmação correspondia a menos de metade das inquiridas. Esta mudança de atitude pode ser atribuída aos discounters que alargaram a sua oferta de vestuário de forma extraordinária. É muito frequente as mulheres comprarem algo que não estava nos seus planos. O “Kommunikationsanalyse 2006″ demonstra que, entretanto, quase uma em cada cinco mulheres compra vestuário exterior em discounters têxteis como Kik ou Takko. Os locais de eleição para comprar vestuário de senhora são cadeias como a H&M, Zara ou C&A, frequentados por 44 por cento do total das mulheres que participaram no estudo. No caso do grupo etário dos 14 aos 20 anos, a fatia aumenta para 56 por cento. Armazéns como Karstadt e Kaufhof são preferidos por mulheres mais velhas, entre os 50 e 60 anos (40 por cento). Neste caso, as consumidoras mais jovens constituem apenas 21 por cento dos seus clientes. O comérciopor correspondênciatem igualmente mais adeptos entre as mulheres mais velhas (20 por cento) que oscilam entre os 50 e 64 anos. As jovens consumidoras totalizam uma percentagem de apenas 15 por cento. Casas de vestuário com uma oferta mais alargada, como o P&C, são frequentadas por 18 por cento das inquiridas. Cadeias que têm uma marca própria, como a Orsay ou Pimkie, conquistam apenas 9 por cento. Paralelamente ao triunfo dos discounters, a necessidade de aconselhamento no momento de compra tem vindo a decrescer. Há quatro anos atrás, 54 por cento das mulheres davam muita importância à existência de aconselhamento quando compravam vestuário; há dois anos atrás o valor diminuiu para 49 por cento e actualmente situa-se nos 46 por cento. A Brigitte também perguntou como é que as mulheres se informavam sobre a moda. Um papel importante é desempenhado pela apresentação no local de venda e nas montras. Para mais de 80 por cento das mulheres, a inspiração vem da visita às lojas e, para quase três quartos, a fonte de inspiração é a montra. A publicidade na televisão ou revistas é menos inspiradora, já que apenas cerca de um quarto das inquiridas diz deixar-se influenciar por estes meios. Para as mulheres, os factores mais importantes são o aspecto, corte e conforto conferidos pelo próprio produto. Quase dois terços das inquiridas partilham a opinião que uma peça de vestuário deve assentar na perfeição. Apenas mais de um quarto quer que a peça seja moderna e 40 por cento das mulheres valorizam que calça, camisa, pullover e casaco combinem entre si.