Com o futuro nas mãos

A Polo Ralph Lauren vai continuar a desenvolver esforços para controlar as operações da marca no Japão e sudeste asiático, segundo revelou na conferência relativa aos resultados do segundo trimestre do ano fiscal de 2010. A casa de moda americana registou um aumento de 10% no lucro do trimestre, que se eleva agora a 178 milhões de dólares (118,79 milhões de euros), em comparação com os 161 milhões de dólares registados no mesmo período do ano transacto. Apesar disso, o volume de negócios dos três meses desceu 4%, para os 1,4 mil milhões de dólares, e o lucro do primeiro semestre baixou 1%, para os 254 milhões de dólares. «Os resultados excederam as nossas expectativas para o primeiro semestre do ano, reflectindo ganhos de quota de mercado em produtos e regiões e uma gestão operacional disciplinada», revelou Roger Farah, presidente e COO da Polo Ralph Lauren, acrescentando que «na segunda metade do ano fiscal de 2010 vamos continuar a investir em mercados internacionais com forte crescimento e em novas categorias de produtos, ambos componentes críticos para os nossos objectivos estratégicos a longo prazo». Uma das estratégias do grupo passa por assumir o controlo das operações no sudeste asiático em Janeiro de 2010. A empresa anunciou, em Fevereiro passado, que vai tomar o controlo directo da distribuição no retalho e nas vendas por grosso nesta região do Globo e revela agora que um terço dos custos da empresa previstos para o terceiro trimestre serão investidos nesta iniciativa. A transição inclui 100 pontos de venda, 500 funcionários de lojas, 250 funcionários de escritório e logística e 150 milhões de dólares em valor de retalho na China, Hong Kong, Malásia, Indonésia, Filipinas, Singapura, Taiwan e Tailândia. A Polo Ralph Lauren espera que esta aposta não só sirva melhor os consumidores nessa região, mas permita também a expansão para os mercados vizinhos. «À medida que elevamos a marca e expandimos as categorias de merchandising que não estão devidamente representadas no sudeste asiático, consideramos que há um enorme potencial de negócio», afirmou Roger Farah aos analistas. «Por isso, embora queiramos ser prudentes, queremos mesmo ir atrás disso». Entretanto, Farah descreve a sua organização no Japão como «uma organização unificada com uma forte gestão local». A Polo Ralph Lauren investiu em tecnologias de informação, produção e cadeia de aprovisionamento do seu negócio japonês e espera também crescer aí através de categorias pouco desenvolvidas, segundo Farah. «Estamos confiantes que o consumidor japonês irá responder favoravelmente à nossa oferta, da mesma forma que os consumidores europeus o fizeram desde que tomamos controlo desta região», explicou o presidente e COO da Polo Ralph Lauren. Entretanto, a empresa beneficiou, no segundo trimestre, da contribuição das vendas por grosso do vestuário de criança e de golfe no Japão, um negócio anteriormente licenciado. «As medidas tácticas necessárias para assumir o controlo das nossas operações japonesas são muito diferentes das que estão em curso para a transição, em Janeiro, dos nossos direitos de distribuição em oito outros países asiáticos», prosseguiu Farah. «Com esta transição não estamos a herdar qualquer infra-estrutura ou plataforma de serviços. Mais tarde vamos construir uma infra-estrutura de classe mundial em termos de pessoas e processos», concluiu. Para já, o bom trabalho da empresa foi reconhecido pela National Retail Federation (NRF), que lhe atribuiu o galardão Gold Medal Award em retalho. «Apesar da economia, os retalhistas estão a encontrar meios para ouvir as necessidades dos seus consumidores e providenciar formas únicas e inovadoras de se manterem à frente dos seus concorrentes», explicou a presidente e CEO da NRF, Tracy Mullin. «Os distintos vencedores deste prémio inspiraram a indústria através da sua liderança e visão», completou. A NRF distinguiu ainda a Zappos.com com o prémio Retail Innovator of the Year e a Fast Retailing com o galardão International Retailer of the Year.