A empresa especialista em laminados mostrou na feira de têxteis técnicos e não-tecidos Techtextil os novos produtos feitos com a linha de extrusão que adquiriu mais recentemente e que permite fazer a extrusão direta sobre tecidos e malhas. «Estamos muito empenhados na área da impressão digital, que é uma área em que se fabrica muitos metros e temos produtos interessantes que substituem o PVC», revela Paulo Neves, CEO da Coltec.

Este novo material, composto por polipropileno revestido com TPO (poliolefina termoplástica), é totalmente livre de solventes e reciclável no final do seu ciclo de vida, destacando-se pelo seu carácter ecológico. «Evitamos o PVC, que é nocivo para a saúde e deixou de ser tão procurado como era e, ao mesmo tempo, é mais barato que o poliuretano. Portanto, arranjámos aqui uma solução intermédia que me parece ser muito útil para a área digital», afirma, acrescentando que «já estamos a começar a fazer este artigo para alguns clientes».
Um alargar da oferta para a impressão digital de publicidade, como outdoors, com foco na sustentabilidade, que se vem juntar a uma variedade de soluções, multifuncionais, desde impermeabilidade a respirabilidade, que a Coltec oferece para áreas como têxteis-lar, desporto, saúde, construção, calçado, automóvel e confeção.
A empresa, que contabiliza mais de 40 anos de experiência tem um novo projeto de investigação a decorrer no momento para «novos materiais e novas tecnologias», desvenda Paulo Neves. Além disso, tem feito parcerias na área da inovação com entidades como o PIEP, da Universidade do Minho, para o desenvolvimento de novos projetos.

Nos últimos quatro anos, de resto, a Coltec, que emprega 52 pessoas, triplicou a sua capacidade de produção, resultante de um investimento «de mais de 5 milhões de euros» aplicado em melhorias na eficiência produtiva e na aquisição de novos equipamentos, como a linha de extrusão.
Com um volume de negócios de 8 milhões de euros em 2023, representando um aumento de 15% face a 2022, a empresa exporta diretamente 40% da sua produção, sendo a Bélgica, Espanha e França os principais mercados. «Indiretamente exportamos 90%», salienta o CEO.
Para este ano, apesar de assumir que «a situação não está muito boa a nível nacional e internacional», dando conta de uma «falta de encomendas que se nota em toda a Europa», Paulo Neves confessa que o objetivo é «continuar a crescer».










