O Governo colombiano decidiu no dia 19 de Agosto aumentar as taxas aduaneiras para valores entre 61% e 87% às importações de alguns produtos têxteis provenientes da República Popular da China.
Esta medida aplica-se a tecidos com matéria plástica, forros de poliéster, telas para cortinas e toalhas, tela de fibra sintética, tela para calças, algodão, têxteis para o lar e linha exército, entre outros. Até ao momento, estas importações estavam sujeitas a uma taxa de 20%. O Ministro do Comércio, Indústria e Turismo, Jorge Humberto Botero, afirmou que depois de adoptada esta medida, tenciona falar com as autoridades chinesas para lhes explicar o fundamento “legal” desta decisão. Segundo Botero, apesar de «haver um aumento considerável de taxas», este «não obedece à vontade do Governo, mas a uma medição exacta daquele que deve ser o nível compensatório indispensável para romper ou atenuar» o impacto das importações provenientes da China. O impacto destas importações «é muito significativo na produção nacional», acentuou. O Comité dos Assuntos Aduaneiros, Alfandegários e de Comércio Externo colombiano pediu recentemente a aplicação de medidas proteccionistas perante o pedido de uma investigação, por irregularidade dos produtos chineses, apresentada pelas empresas têxteis Protela, Lafayette, Coltejer e Fabricato. Por enquanto a medida refere-se somente a produtos têxteis, disse Botero, lembrando que há ainda uma petição por resolver referente aos sectores de “media”, meias e trabalhos em pele. O ministro não afastou a possibilidade de outros pedidos semelhantes por parte de outros sectores industriais, nomeadamente o de confecção.









