China: Sector têxtil chinês reduz postos de trabalho

Segundo informou o Ministério de Comércio chinês, muitas pequenas e médias empresas da província meridional de Cantão, um dos centros nevrálgicos dos sectores têxtil e vestuáriona China, cortaram postos de trabalho ou, em alguns casos, suspenderam por tempo indeterminado os seus funcionários por causa do Ano Novo chinês (29 de Janeiro). Em 2005, a China assinou acordos com a UE e os EUA através dos quais aceitou restrições sobre as suas exportações em determinadas categorias de artigos têxteis e de vestuário que, segundo Pequim, ameaçam os postos de trabalho de 19 milhões de trabalhadores do sector. Na cidade de Foshan, por exemplo, apenas 76 das 6.200 empresas têxteis existentes conseguiram cotas de exportação para este ano e os empresários falam de um «grande contraste com a atmosfera de prosperidade do ano passado». Os analistas consideram que as consequências imediatas destas limitações serão a dura concorrência no mercado nacional devido ao aumento da oferta, assim como uma redução do crescimento sectorial para os 3,5%, contra os 20% registados em 2005. Investimento estrangeiro inverte tendência em 2005 O investimento estrangeiro directo na China desceu ligeiramente na ordem dos 0,5% em 2005, invertendo a tendência dos anos anteriores e situando-se nos 60,3 mil milhões de dólares (49,8 mil milhões de euros), informou a imprensa local. Apesar desta evolução do valor, o número de empresas estrangeiras com operações na China aumentou 0,7%, com 44.001 novas companhias. Em 2004, o investimento directo tinha subido 13% face ao ano anterior. A queda dos investimentos de empresas dos EUA e da Ásia foi o principal motivo da descida, que não foi compensada pelo acréscimo dos montantes vindos da União Europeia (UE), segundo os dados do Ministério do Comércio chinês. No entanto, a descida do investimento também pode ter sido causada pela política de contenção em sectores como siderurgia, produção automóvel ou construção, considerados pelo governo como tendo um crescimento de actividade excessivamente acima da média nacional. Cerca de 30% do investimento estrangeiro na China vem de Hong Kong, enquanto a União Europeia é responsável por 22,3% do total. As verbas estrangeiras destinam-se principalmente aos sectores da alta tecnologia, como as telecomunicações, a informática e a electrónica.