China imparável

As exportações de têxteis e vestuÁrio chinesas atingiram os 160,7 mil milhões de dólares nos primeiros 11 meses de 2007, o que representa um aumento de 20% em relação ao ano anterior e 15% do total de exportações do país, revelou a China International Textile and Apparel Council. Este aumento levou a uma balança comercial positiva de 143,5 mil milhões de dólares neste sector, para o período compreendido entre Janeiro e Novembro de 2007, o que representa 60% do balanço positivo das trocas comerciais do país no mesmo período. Os EUA e o Japão permanecem como os principais destinos das exportações chinesas de têxtil e vestuÁrio. As exportações para os EUA subiram cerca de 20%, para os 24,6 mil milhões de dólares, enquanto que o Japão viu aumentar em 3%, para os 18,7 mil milhões de dólares, as exportações destes artigos por parte do “gigante vizinho”. As exportações para a União Europeia, contudo, caíram 0,5% para os 26,5 mil milhões, em parte devido a algumas restrições ainda em vigor. O valor total da balança comercial de têxteis e vestuÁrio aumentou 18% em termos anuais para os 177,8 mil milhões de dólares, representando 9% do volume total de negócios para o mesmo período. A balança comercial positiva da China subiu, em comparação com o ano transacto, 52,2% nos primeiros 11 meses de 2007, para os 238,13 mil milhões de dólares, de acordo com os dados revelados pelas autoridades alfandegÁrias do país. Este balanço positivo das trocas comerciais colocou o país sob muita pressão num momento em que os principais parceiros de negócio atacam a moeda chinesa, que acreditam estar subvalorizada, o que dÁ aos exportadores chineses uma vantagem injusta, resultando, por isso, numa grande discrepância comercial. No primeiro dia de negociação de 2008, o yuan atingiu um novo mÁximo contra o dólar americano, saindo da marca dos 7,30 para chegar a uma taxa de paridade de 7,2996 yuan para um dólar. A moeda chinesa apreciou 12% em relação ao dólar desde que o novo regime monetÁrio foi imposto em Julho de 2005, para revalorizar e retirar a indexação do yuan ao dólar. Em 2007, a moeda chinesa subiu 6,9%. O SecretÁrio de Estado do Tesouro americano, Henry Paulson, reconheceu no mês passado na reunião para estratégia económica bilateral em Pequim que o ritmo de apreciação aumentou no último ano».