China ganha terreno nas categorias liberalizadas em 2002

O mercado de importação de vestuário para bebé de malha tem apresentado uma tendência descendente apesar do dinamismo das entradas com origem na China. De acordo com os dados do Observatório Têxtil do CENESTAP, a França importou 282,0 milhões de euros em 2004 resultando numa redução de 3,6% face ao ano anterior e de 17,1% face a 2000. Todavia, quando avaliadas em volume, as importações apresentam uma tendência ascendente com um aumento de 4,3% face a 2003 e 9,2% face a 2000. Neste contexto, os preços de importação têm caído significativamente situando-se em 2004 nos 15,86€ por kg que compara com os 17,15€ de 2003 e 20,91€ de 2000. A lista dos principais mercados de origem é liderada pela China tendo exportado, em 2004, 98,3 milhões de euros (82,0 milhões em 2003) representando 34,9% do mercado de importação gaulês. Refira-se, no entanto, que as entradas da China têm apresentado um dinamismo superior à média das importações reflectindo-se num forte crescimento da quota deste mercado. Comparando com 2002, data de liberalização do comércio internacional de vestuário de bebé, as importações com origem no gigante asiático cresceram 19,7% em valor e 55,6% em volume. As variações descritas reflectiram-se numa queda do preço médio dos artigos com origem chinesa na ordem dos 3,96 € por kg passando de um preço médio de 17,16 € por kg para 13,20 €. Portugal surge na terceira posição a seguir à Bélgica detendo actualmente uma quota de 7,5% a que correspondeu um total importado de 22,1 milhões de euros, menos 29,6% que no ano anterior mantendo assim a tendência descendente dos fluxos registada nos últimos anos, em particular após a liberalização dos mercados. De facto, entre 2002 e 2004 as importações de vestuário de bebé com etiqueta portuguesa caíram 43,3% e volume e 47,6% em valor. A análise do período compreendido entre 1998 e 2004 evidencia o aumento da importância da China em detrimento dos demais parceiros comerciais. Deste modo, a subida da quota Chinesa de 12,1% para 34,9% foi acompanhada por uma redução da quota nacional de 21,6% para 7,8% e da quota marroquina de 14,8% também para 7,8%. Por fim, refira-se que as exportações nacionais desta categoria de produtos, vestuário de bebé e seus acessórios de malha (NC: 6111),totalizaram 87,1 milhões de euros em 2004, sendo que34,1% teve como destino o mercado gaulês. Esta análise poderá ser consultada em ficha de mercado, disponível no PortugalTêxtil.com