China: Exportações têxteis invertem tendência

Durante os primeiros meses do ano, as exportações chinesas de produtos têxteis com destino à União Europeia (UE) e aos Estados Unidos (EUA) registaram uma diminuição em quantidade e uma subida em termos de valor. De acordo com a análise publicada por um jornal chinês, esta evolução surge em seguimento da implementação dos acordos que limitam as exportações chinesas em diversas categorias de artigos têxteis e de vestuário. Como resultado destes limites foi registada uma subida nos preços e a quebra ao nível do volume exportado. De acordo com os peritos, influenciados por alguns produtos de exportação destinados ao mercado comunitário e norte-americano, os comerciantes na UE e nos EUA deslocaram a sua atenção da China para outros países que não estão sujeitos aos limites quantitativos, como é o caso da Índia, Paquistão e Vietname, resultando que as taxas de crescimento das exportações de produtos têxteis destes países foram superiores às registadas na China. Apesar da quebra das exportações em alguns produtos têxteis, os produtos chineses que não estão limitados pelas quotas alfandegárias registaram uma evolução positiva, atraindo a atenção dos responsáveis chineses. As empresas têxteis chinesas vocacionadas para a exportação são incentivadas a não fomentar o aumento do volume das exportações, com o objectivo de evitar os conflitos comerciais com outros países. De acordo com as declarações do ministro indiano para os têxteis, Sankarsinh Vaghela, os limites estabelecidos sobre as exportações têxteis chinesas, que deverão manter-se até 2008, representam uma oportunidade significativa para que a Índia se estabeleça no mercado de exportação. O ministério têxtil planeia criar 25 parques têxteis no país, já se encontrando nove parques aprovados.