China: Exportações de têxteis e vestuário crescem 23,7%

As exportações chinesas de têxteis e de vestuário atingiram os 10,18 mil milhões de dólares durante o mês de Janeiro, reflectindo uma subida de 23,7% em relação a igual período de 2005. As exportações de vestuário cifraram-se nos 6,62 mil milhões de dólares, reflectindo uma subida de 24,8%, enquanto que as exportações de têxteis evoluíram 21,8% cifrando-se nos 3,56 mil milhões de dólares. Segundo alguns analistas o significativo aumento registado durante o mês de Janeiro foi o resultado de diversos factores, nomeadamente: maior estabilidade no ambiente de negócios, diminuição do impacto da reavaliação da moeda, e o acumular de encomendas antes da comemoração do novo ano chinês. As exportações chinesas de têxteis vão manter-se estáveis na generalidade ao longo de 2006, mas as negociações comerciais regionais vão continuar, de acordo com o noticiado pela agência noticiosa chinesa Xinhua. De acordo com a opinião do Vice-director da Câmara de Comércio para a Importação e Exportação de Têxteis, Cao Xinyu, na sequência dos acordos estabelecidos com a UE e os EUA, o mercado deverá estabilizar em relação à questão das quotas aplicadas sobre o comércio de têxteis e de vestuário. Cao refere que as exportações para a Europa e para os EUA vão continuar a crescer a uma taxa de cerca de 15%, mas o crescimento nas exportações para o Japão deverão registar um crescimento estimado nos 5%. China anuncia maior investimento em I&D As autoridades da China anunciaram a intenção de reforçar o seu investimento em investigação e desenvolvimento (I&D) para 2,5% do seu PIB no espaço dos próximos 15 anos. O Governo de Pequim, segundo a agência oficial Xinhua, define como objectivo tornar a China num dos cinco países mais avançados no desenvolvimento tecnológico e científico até 2020. Este «plano tecnológico» à chinesa pretende reduzir para menos de 30% a «dependência de tecnologia estrangeira da China» e colocar o país mais populoso do mundo no top 5 da produção de patentes e trabalhos académicos em áreas científicas e tecnológicas. Ainda de acordo com a Xinhua, a China gastou 0,83% do seu PIB m I&D em 1999, e 1,23% do PIB em 2002. Este «plano tecnológico» visa estimular a inovação não apenas no sector estatal mas sobretudo no sector privado, através essencialmente de incentivos fiscais. A economia chinesa tem crescido a ritmos anuais próximos dos 10% essencialmente graças à exportação de produtos manufacturados de reduzido valor acrescentado, Pequim quer agora que a sua indústria suba na cadeia de valor. Outro dos objectivos do Governo chinês é que o crescimento da sua economia seja mais fomentado pelo consumo interno que pelas exportações, no entanto, segundo um relatório do Banco Mundial divulgado no início de Fevereiro, continuará a ser o comércio externo e não o mercado doméstico a impulsionar a economia chinesa em 2006.