China: Exportações de têxteis beneficiam consumidores

As exportações têxteis da China beneficiam a União Europeia, os Estados Unidos e os outros países desenvolvidos, que poupam dinheiro com os baixos preços das importações, defendeu em Pequim, o ministro do Comércio chinês, de acordo com o divulgado pelo Diário Económico. Bo Xilai, ministro do comércio chinês, que falava perante um fórum de representantes do sector têxtil, calculou que os consumidores dos Estados Unidos poupam anualmente quase 100 mil milhões de dólares americanos (83,11 mil milhões de euros) com a importação de produtos têxteis da China. O desenvolvimento do sector tem também como consequência a importação de matérias-primas e maquinaria, disse ainda o ministro, referindo que o mercado chinês representa 30% do total mundial para a venda de máquinas de produção industrial, ou 30 mil milhões de dólares (24,93 mil milhões de euros). Bo Xilai manifestou também confiança no crescimento do sector têxtil chinês, apesar das disputas comerciais, do aumento do petróleo e das matérias-primas. «A capacidade de produção chinesa soltou-se com a globalização da indústria têxtil», considerou o ministro, que adiantou que os acordos assinados em 2005 com a União Europeia e os Estados Unidos «criam um ambiente positivo para as exportações do sector». «As exportações têxteis deverão crescer de forma estável, e a China manterá o lugar cimeiros nos exportadores este ano», disse. Macau entre as cidades chinesas mais competitivas Macau, Hong Kong e cinco cidades de Taiwan surgem no topo na lista das cidades chinesas mais competitivas em termos globais, segundo um estudo anual da Academia Chinesa de Ciências Sociais. De acordo com este estudo, Macau é a oitava cidade mais competitiva da China ficando apenas atrás das principais metrópoles económicas do país. O estudo abrangeu um total de 200 cidades e incluiu pela primeira vez Taiwan. A capital chinesa, Pequim ficou em quarto lugar, atrás de Hong Kong, Taipé e Xangai. Contudo, no que se refere a cidades do continente chinês, a capital conseguiu o segundo lugar, superando os centros económicos do Sul do país como Shenzhen e Guangzhou. Os resultados do estudo foram divulgados pelo economista Ni Pengfei, que liderou a equipa de 100 peritos na preparação de um estudo profundo sobre desenvolvimento urbano para o relatório anual sobre competitividade das cidades chinesas publicado pela Academia Chinesa de Ciências Sociais. De acordo com este relatório, as cidades fora do regime de economia socialista de mercado são mais competitivas do que as cidades do continente chinês, excepto no que se refere ao crescimento económico. Os investigadores verificaram a existência de um nítido padrão geográfico no nível de competitividade, com as ilhas e a costa marítima a Leste a revelarem-se mais fortes, seguidas das áreas centrais e regiões mais a Oeste. À excepção de Pequim, Dalian e Shenyang, as cidades mais competitivas do Continente situam-se na costa Leste, enquanto as cidades do centro e Oeste chinês tiveram as classificações mais baixas na lista.