China entre os principais fornecedores nacionais

De acordo com o noticiado pelo Expresso, a China já ultrapassou o Japão no ranking dos nossos principais fornecedores e está agora na 11ª posição, logo a seguir aos Estados Unidos e ao Brasil. Ao ritmo actual de crescimento, os chineses demorarão cinco anos para ultrapassarem os Estados Unidos e mais cinco para se nivelarem com o Brasil. A Portugal chegam agora mais artigos chineses do que oriundos de 18 dos nossos parceiros da União Europeia. Desde 2000, as importações anuais provenientes da China subiram 200 milhões de euros. E, embora os dados definitivos sobre o comércio extra-comunitário em 2005 só sejam divulgados a 9 de Fevereiro, as estimativas apontam para um défice nas contas bilaterais acima dos 400 milhões de euros. 1,5 milhões por dia Nos primeiros 11 meses do ano importámos 525 milhões de euros de produtos «made in China», mais de 24,4% do que em igual período do ano passado. Uma invasão chinesa ao ritmo de 1,5 milhões de euros por dia. As exportações portuguesas são cerca de três vezes e meia inferiores às importações. Mais grave é o facto de os produtos provenientes da China terem mais tecnologia incorporada e maior valor acrescentado do que os produtos que exportamos para lá. E quando, a partir do próximo ano, os primeiros automóveis chineses começarem a rolar nas nossas estradas, os desequilíbrios já existentes tenderão a agravar-se. À China vendemos pasta para papel, cortiça, minerais e metais e componentes para as indústrias eléctrica e informática, como circuitos integrados e «chips», condensadores e transformadores eléctricos, moldes e caixas de fundição. Da China chegam-nos bens de consumo. Electrodomésticos, aparelhos de ar condicionado, terminais telefónicos, computadores e outros equipamentos informáticos valem mais de um terço do que importamos. Vestuário, peles e couros, produtos em plástico e metal, brinquedos, jogos e artigos para desporto somam mais 20% das compras anuais à China. No início de Dezembro, durante a visita do primeiro-ministro Wen Jaibao a Lisboa, os chineses anunciaram que a relação bilateral com Portugal seria elevada para o nível de parceria estratégica (ver notícia no Portugal Têxtil), garantindo um tratamento preferencial às trocas entre os dois países. Uma medida que integra Portugal num restrito clube. É que, até agora, na UE, o estatuto de parceiro estratégico só tinha sido concedido à Grã-Bretanha, França, Alemanha e Espanha.