China: economistas prevêem crescimento económico de 9,3%

A economia chinesa vai crescer 9,3% em 2006, segundo estimativas de um painel de economistas do Centro de Informações Estatais da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (CNRD), o ministério do planeamento económico chinês. De acordo com o noticiado pela Agência Lusa, os números divulgados pelo jornal China Securities Journal são superiores aos valores adiantados pelos serviços centrais da própria CNRD, que prevê um crescimento entre 8,5% e 9%, e às expectativas de crescimento de 8,9% previsto pelo Banco Popular da China, o banco central do país. «Na actualidade, algumas indústrias sofrem de excesso de produção, cujas consequências negativas se começarão a fazer notar em 2007», refere o estudo do Centro de Informações Estatais, que aponta, em consequência, para «uma probabilidade relativamente alta de arrefecimento do crescimento em 2007». Para 2007, os economistas do Centro de Informações Estatais apontam um crescimento económico de 8,8%, também superior às previsões oficiais do governo. O centro aponta igualmente para um aumento de 2% no Índice de Preços no Consumidor, que mede a inflação no país, em linha com previsões do banco central anteriormente divulgadas. Os objectivos de Pequim, expostos no plano de desenvolvimento a cinco anos 2006-2010, incluem a redução do crescimento económico para uma média de 7,5% ao ano entre 2006 e 2010, com um crescimento de 8% em 2006. A economia chinesa cresceu 9,9% em 2004, mas o governo tem como objectivo reduzir a pouco e pouco este crescimento, através de medidas de controlo sobre o sector imobiliário, da construção civil e em sectores industriais específicos como o aço e o cimento, devido a receios de excesso de capacidade. Pequim quer também estimular a procura doméstica como motor do crescimento económico chinês, que mantém o seu ritmo acelerado devido às exportações chinesas e ao investimento estrangeiro na China. O governo chinês prometeu ainda que daria mais atenção à igualdade de rendimentos, protecção ambiental e melhoria da qualidade de vida do que ao crescimento económico.