China e EUA ainda não chegaram a acordo sobre os têxteis

Durante a reunião que decorreu no dia 11 de Julho em Pequim, os responsáveis chineses e norte-americanos não conseguiram chegar a um acordo para controlar o volume de exportações chinesas de têxteis e de vestuário, com destino ao mercado norte-americano.

As conversações decorreram no âmbito da 16.ª reunião anual entre os EUA e a China sobre o comércio (16th U.S.-China Joint Commission on Commerce and Trade), sob a presidência do Secretário do Comércio dos EUA, Carlos Gutierrez, e da Vice-primeiro Ministro da China, Wu Yi. Esta reunião surge em seguimento das conversações técnicas que têm sido realizadas entre as duas partes (ver notícia no Portugal Têxtil), no sentido de encontrar uma solução consensual para a questão dos têxteis e do vestuário.

Para além da procura de uma solução para o actual impasse, entre os objectivos de Washington encontrava-se a maior abertura do mercado chinês e a melhoria da aplicação das regras de protecção da propriedade industrial.

Apesar da ausência de um acordo concreto sobre a questão dos têxteis, os representantes governamentais norte-americanos assumiram o compromisso de aumentar a “prudência” no que diz respeito à implementação de medidas de salvaguarda adicionais, segundo o divulgado pelo jornal chinês China Daily. De acordo com as declarações de Carlos Gutierrez, numa conferência de imprensa após a reunião, o Governo norte-americano vai continuar a dialogar com os responsáveis chineses sobre as questões associadas ao comércio de têxteis e de vestuário.

No entanto, apesar da ausência de uma solução para o impasse relacionado com os têxteis, ambas as partes consideram a reunião como positiva, face aos consensos atingidos em questões relacionadas com a propriedade industrial e a agricultura.

A reunião surge um dia após o encontro entre a Secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, e representantes das autoridades chinesas em Pequim. De acordo com Rice, «A economia chinesa é grande e continua a crescer. O quadro regulamentar da OMC (organização Mundial de Comércio), em que a China entrou, é a única forma de assegurar que uma economia desta dimensão tenha um efeito positivo sobre o conjunto da economia nacional». «Nunca consideramos que a economia internacional seja um jogo de soma nula. Uma economia chinesa que cresce é uma coisa boa», sublinhou, acrescentando que a China «deve fazê-lo segundo as regras».

Durante a corrente semana está ainda a decorrer uma reunião com 30 países membros da OMC para discutir um acordo global para diminuir as barreiras comerciais e melhorar a economia nos países mais pobres.