O último round de conversações entre a China e os Estados Unidos falhou, não tendo as duas partes chegado a um acordo relativo ao têxtil, apesar das discussões continuarem de forma a tentar chegar a um compromisso.
Os dois lados encontraram-se em Pequim esta semana para tentar encontrar uma forma de parar o aumento das importações americanas dos têxteis e vestuário produzidos na China. As estatísticas lançadas há um ano pelo Departamento de Têxtil e Vestuário do Governo dos Estados Unidos mostram que o total das importações de têxteis e vestuário americanas por volume da China aumentaram 47 por cento em 2005, quando comparadas com 2004.
No entanto, parece pouco provável que um acordo seja alcançado antes da visita do presidente chinês Hu Jintao a Washington na semana que vem.
«Apesar dos nossos maiores esforços não fomos capazes de alcançar um acordo explícito. Mas os Estados Unidos continuam optimistas em relação aos progressos que podemos fazer nas restantes questões», afirmou em declarações David Spooner, responsável pelo grupo de negociação dos Estados Unidos.
David Spooner acrescentou ainda, que Washington estaria em contacto com Pequim durante os próximos dias de forma a conseguirem marcar uma data para as próximas reuniões.
Numa acção separada, o comité dos Estados Unidos para a Implementação dos Acordos Têxteis (CITA) votou anteontem para parar as importações de tecidos de filamentos sintéticos (categoria 620), sutiãs e outros artigos de suporte do corpo (categoria 349/649).
O secretário assistente do deputado do comércio, Jim Leonard, afirmou: «Vamos continuar a consultar o Governo chinês para encontrar uma solução que permita o desenvolvimento ordenado do comércio de têxtil e vestuário».
A CITA pediu consultas com o Governo da China nestes produtos e colocou quotas que irão limitar o crescimento das importações em 7,5 por cento por ano.
A CITA afirmou estar a atrasar até ao dia 1 de Outubro de 2005 a decisão se iria ou não restringir as importações de algodão e camisolas fde fibras não naturais (categorias 345/645/646), algodão e batas de fibras não naturais e robes (categoria 350/650), calças de lã para homem e rapaz (categoria 447), e tecidos de malha (categoria 222).
O Governo americano tem já as salvaguardas definidas nas calças de algodão, calças de fibras não naturais, camisas de algodão, camisas de fibras não naturais, camisas de fibras não naturais e de algodão para homem e rapaz, roupa interior de algodão e de fibras não naturais, meias e fios de algodão penteado.










