China consome tecidos franceses

Ao longo do ano de 2006, as importações francesas de tecidos de algodão provenientes dos países asiÁticos atingiram os 82,1 milhões de euros, um nível relativamente semelhante ao de 2005 (81,2 milhões de euros). Esta reduzida entrada em França das mercadorias asiÁticas (apenas 1,1% em 2006) vem contudo no seguimento de uma clara progressão entre 2004 e 2005: mais 20,8%. De acordo com o IFM (Institut Français de la Mode), a explicação para o carÁcter errÁtico desta evolução reside, em grande parte, nas variações das entregas provenientes da China. Recorde-se que o segmento dos tecidos de algodão foi liberalizado em 2005, induzindo um forte aumento das importações chinesas (mais 106,8% em comparação com um 2004 particularmente fraco em importações chinesas) em detrimento da maior parte dos outros parceiros da França: a índia (menos 14,6%), a Indonésia (menos 14,2%), a Tailândia (menos 13,7%), as Filipinas (menos 94,4%). O restabelecimento de quotas no segundo semestre de 2005 para as importações chinesas de tecidos de algodão permitiu diminuir as entregas provenientes do Império do Meio (menos 28,4% entre 2005 e 2006). Através de um jogo de vasos comunicantes, os aprovisionamentos alternativos retomaram o seu vigor, sendo provenientes da índia (mais 18,9%), Indonésia (mais 13,4%) e do Japão (mais 23,7%). No total, a quota da Ásia nos aprovisionamentos franceses continuou a sua progressão: 12,7% em 2004, 16% em 2005 e 16,6% em 2006. Do conjunto de países fornecedores da França em 2006, a China ocupava o primeiro lugar, com uma quota de 31%, seguida da índia (24%). No que respeita às exportações francesas de tecidos de algodão para os países asiÁticos, estas atingiram um montante de 26,8 milhões de euros em 2006, um aumento de 13,6% em valor em relação a 2005. Ao invés das importações, as exportações de tecidos de algodão conheceram ligeiras variações ao longo dos últimos anos, tendo, por exemplo, diminuído 17,6% entre 2004 e 2005. Apesar disso, a quota das exportações francesas de tecidos de algodão para os países da Ásia, embora muito limitada, apresenta uma tendência em alta: atingiu 4,3% das exportações totais em 2006, contra 3,6% em 2005 e 3,9% em 2004. Hong Kong permanece o principal destino das mercadorias francesas (30%), mesmo com a expressiva recuperação da China. As exportações de tecidos de algodão para o território chinês cresceram 92,2% entre 2005 e 2006: o país acolhe agora 20% do fluxo de exportações francesas de tecidos de algodão, o que equivale a 5,262 milhões de euros.