Cheyenne afirma-se cada vez mais

Criada em 1990 a Cheyenne é uma marca de vestuário englobada no Grupo Paulo Serra & Irmãos e que pertence desde 2003 à Facontrofa, Lda e que tem presença nesta mesma empresa, desde a criação, produção e distribuição do vestuário. Desta forma, e segundo declarações de Luís Serra, administrador da empresa, foi necessário «investir fortemente nesta empresa, cerca de 750 mil euros, no sentido de a adaptar e modernizar, capacitando-a a produzir os artigos Cheyenne». Para além deste investimento, foi também necessário «apostar na logística e suporte informático, ou seja, adaptar a empresa às necessidades de um projecto delineado, para a abertura de lojas de venda directa ao consumidor, efectuando um investimento de cerca de 350 mil euros», refere Luís Serra. Sentindo a necessidade de se afirmar como marca, «a Cheyenne deu início à abertura de lojas próprias no mercado nacional, fortalecendo a imagem e o conceito, quer para os clientes multimarcas, quer para as nossas lojas da marca. Nesta área o investimento feito pela marca foi também bastante elevado «ascendendo a 350 mil euros por loja, em decoração de interiores e produto», explica o administrador. «Paralelamente, a Cheyenne teve investimentos nas áreas de marketing, publicidade, coordenação de projectos, comunicação, design, merchandising, englobando praticamente toda a empresa, mas coordenada pelos vários departamentos. Por época, o investimento é superior a 500 mil euros, com tendência a crescer em função de uma percentagem do volume de vendas». Neste momento, a Cheyenne possui 12 lojas em Portugal, prevendo mais sete aberturas. Assim sendo, Luís Serra prevê «que o volume de negócios do ano que vem aumente para um valor que deve ultrapassar os 20 milhões de euros». A implementação no mercado internacional está nos horizontes desta marca portuguesa, mas sendo um processo lento, Luís Serra acredita existir em primeiro lugar «a necessidade de afirmar e estabilizar uma rede de lojas em Portugal». Ainda assim, no estrangeiro, e principalmente no mercado francês, a Cheyenne «está presente com valores interessantes, prevendo para o próximo ano atingir os quatro milhões de euros, sendo o mercado espanhol uma das nossas próximas apostas». Com cerca de 300 trabalhadores, a Cheyenne exporta neste momento 25 por cento da sua produção total.