Chegar, ver e… vencer?

A ideia nasceu do reencontro entre Keizo Tamoto, presidente da Yohji Yamamoto, e Francesco Dalla Rovere, vice-presidente da Sinv, a holding italiana que explora licenças das marcas Moschino Jeans, See by Chloé, McQ Alexander McQueen e Red Valentino. A Sinv assegurará a produção e a distribuição, no mundo inteiro (menos do Japão que ficará ao encargo da Yohji Yamamoto), da linha prêt-a-porter da Coming Soon. A nova marca, que será lançada em Janeiro de 2008 na semana dos desfiles de Milão 2008/2009, assume-se como super casual e não exibirá, na sua etiqueta, o nome de Yohji Yamamoto. «Queremos que a colecção se imponha de maneira autónoma, que se desenvolva por si e pela sua natureza anónima», descreve Keizo Tamoto. O preço, esse, será 40% mais barato que a linha Y's. O presidente da Yohji Yamamoto estima que a Coming Soon seja distribuída, a logo prazo, por 700 lojas no mundo inteiro. Para já, aquando do seu arranque, 200 pontos de venda disponibilizarão a nova marca do estilista japonês. A abertura de lojas próprias está no horizonte de Keizo Tamoto que prevê que dentro de três a cinco anos seja dada a possibilidade a um cliente de adquirir peças da Coming Soon num ponto de venda inteiramente confinado à marca. Detentor da Yohji Yamamoto, da Y's e da Y-3, o grupo japonês busca alargar o seu império pela diferenciação. Desta forma, a marca de Limi Feu, filha do estilista japonês, será inserida no grupo. Os projectos do presidente Keizo Tamoto vão mais longe, com a abertura, no próximo ano, de uma megastore em Paris com 740 metros quadrados dividida em três pisos. Mais recente, abriu na capital francesa a nona loja da Y-3, que foi inaugurada durante a semana da moda parisiense. Nova Iorque e Antuérpia foram os locais seleccionados para albergar, brevemente duas novas lojas da Y's. «Depois da consolidação, entramos numa nova fase de desenvolvimento», refere o dirigente, acrescentando que apostaram em licenças como a marca de joalharia Mikimoto. De igual forma, Yohji Yamamoto assinou recentemente um acordo com as carteiras Mandarina Duck, oferecendo à marca uma linha baptizada Y's Mandarina. Apesar de todo o sucesso, Keizo Tamoto precisou que o volume de negócios do grupo não aumentou nos últimos anos. Os 110 milhões de euros continuam a ser o mesmo valor que têm vindo a amealhar. Contudo, estes novos desenvolvimentos deverão dinamizar as performances do grupo japonês.