O tribunal de comércio de Romans-sur-Isère (Drôme) autorizou a venda da marca de sapatos de luxo, que se encontra em processo de recuperação judicial desde o dia 12 de Setembro. Os candidatos interessados deverão apresentar a sua oferta até 31 de Outubro. No dia 23 de Novembro saber-se-á quem vai calçar a Charles Jourdan.«A venda da Charles Jourdan é uma sequência lógica da situação actual. Estamos muito preocupados com a evolução da marca», afirma Gilles Apoix, delegado CGC-CFE da Charles Jourdan, frente a cerca de 150 assalariados reunidos em tribunal. Os sapatos de luxo tinham sido adquiridos pela holding luxemburguesa Finaluxe, agora acusada pelos sindicatos de querer vender a marca, sem a unidade de produção. Segundo Gilles Apoix, a marca terá que ser comprada em conjunto com os ateliers. Caso isso não aconteça, a empresa avançará para a dissolvência.O dirigente da Finaluxe Yannis Bilquez assegurou que «a empresa Charles Jourdan SAS e a marca serão vendidas em conjunto». «Apresentamos um conjunto e não queremos separar os dois», indicou o dirigente, confirmando negociações com alguns industriais estrangeiros que mostraram já interesse na aquisição da empresa de luxo.«A única solução, a curto prazo, é os compradores apresentarem duas ofertas de compra simultâneas, uma para os ateliers e escritórios e outra para a marca», estimou o administrador judiciário da Charles Jourdan, Régis Barbey, que revelou já ter sido contactado por um grupo francês e outro americano. "Charles Jourdan Paris", marca registada nos anos 50 pelo fundador Charles Jourdan, foi matriculada na Suiça a partir dos anos 80 por razões fiscais. Posteriormente, foi detida por uma empresa Suiça, Charles Jourdan Holding Age, filial a 100% da Charles Jourdan SAS, empresa francesa proprietária da unidade de produção, que emprega 214 pessoas e que se encontra em processo de recuperação judicial pela segunda vez no espaço de dois anos.










