CENIT analisa o futuro da indústria da moda em Lisboa

A Conferência Internacional ModaPortugal reúne especialistas nacionais e internacionais a 7 de outubro, no MAAT Central, para discutir talento, inteligência artificial, regulação europeia e novos modelos de negócio na indústria da moda.

Especialistas, criativos, empresários e representantes de diferentes geografias estarão no MAAT Central (o edifício da central termoelétrica do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia), em Belém, Lisboa, a 7 de outubro, na Conferência Internacional aberta ao público (inscrições aqui) para debater alguns dos principais fatores que deverão moldar a evolução e a competitividade da indústria da moda no futuro.

«Com esta iniciativa, o CENIT pretende criar um espaço internacional de reflexão e aproximar diferentes perspetivas sobre o futuro económico, tecnológico e criativo do setor», explica Luís Hall Figueiredo, presidente do CENIT. «Queremos trazer para Portugal algumas das questões que estão hoje a transformar a moda internacional e colocá-las em diálogo com a nossa própria realidade: o valor do conhecimento e do saber-fazer, a capacidade de criar e reter talento, as mudanças no consumo e nos modelos de negócio, o impacto da inteligência artificial e das novas tecnologias e a necessidade de transformar a ambição europeia em mudanças concretas para a indústria», acrescenta.

A conferência, promovida pelo CENIT e integrada na programação da 67.ª Lisboa Fashion Week, decorre das 9h às 16h30, com um programa estruturado em torno de cinco momentos de debate.

A primeira sessão abre a discussão sobre o valor contemporâneo do conhecimento especializado, da autoria e dos patrimónios produtivos, num contexto em que a diferenciação das marcas depende cada vez mais da capacidade de conjugar tradição, inovação e identidade. O painel reúne Inês Risques, investigadora e professora que cruza finanças, luxo e inteligência artificial, Carolina Queirós, consultora criativa e estratega sediada em Paris, Joana Vasconcelos, artista plástica, e Francisco Carvalheira, fundador e secretário-geral da Laurel – Associação Portuguesa de Marcas de Excelência.

O futuro das novas gerações de criadores estará depois em foco em “Making Talent Last”, que procura perceber como transformar talento emergente em percursos profissionais sustentáveis e duradouros, numa discussão com Danilo Venturi, diretor do IED de Florença, Vincent Lyleire, consultor com experiência em desenvolvimento de negócio e internacionalização de marcas de moda, e Alba Dantas, designer com passagens pela Isabel Marant, Louis Vuitton e Jacquemus.

Outro dos focos será a relação entre tecnologia, consumo e novos modelos de negócio, com a intervenção de Ann Claes, cofundadora da Masjien, agência belga especializada em moda, sustentabilidade e tecnologia, a fazer uma intervenção dedicada à transformação digital e às mudanças em curso na indústria e no comportamento dos consumidores.

À tarde, o primeiro painel aprofunda o impacto da inteligência artificial e de outras tecnologias emergentes na criatividade, nos processos de desenvolvimento de produto e na relação das marcas com os seus públicos, num debate com Ann Claes, José Sobral, líder de IA Generativa na Revolve e CEO da RetryOn, e Karinna Grant, empreendedora e investigadora na interseção entre moda, tecnologia e cultura.

O último painel será centrado no desafio de transformar objetivos políticos e regulatórios em práticas concretas e exequíveis para as empresas, com intervenções de María Luisa Martínez Díez, vice-presidente de Public Affairs da Global Fashion Agenda, Rachel Arthur, fundadora do Beyond Fashion Institute e Advocacy Lead for Sustainable Fashion no UNEP, Céline Abecassis-Moedas, pró-reitora e professora associada de Estratégia e Gestão da Inovação na Católica-Lisbon School of Business and Economics, e Serge Carreira, diretor da Emerging Brands Initiative da Fédération de la Haute Couture et de la Mode.

O encerramento deverá contar com a intervenção de João Rui Ferreira, Secretário de Estado da Economia.