Cavalli vende 30%

Aos primeiros sinais de retoma nas vendas das grandes casas de moda, o fundo italiano de capital de risco Clessidra respondeu com a aquisição de uma participação de 30% na casa italiana liderada por Roberto Cavalli. Cavalli, que tinha declarado a semana passada o seu pouco interesse na alienação de uma percentagem da sua empresa a este investidor, comunicou ontem que, afinal, o negócio tinha-se realizado. Em entrevista ao jornal italiano Il Sole 24, o criador italiano referiu que a avaliação da sua marca epónima poderia exceder os 300 milhões de euros, tendo em conta a recente evolução registada nas vendas. Permitimo-nos decidir até ao próximo dia 30 de Setembro o preço exacto da transacção. O valor a pagar irá basear-se na evolução dos resultados operacionais com um múltiplo de 9 vezes já acordado”, revelou. Na mesma entrevista, Cavalli afirmou ainda que o primeiro projecto conjunto entre as partes seria a escolha de um novo presidente-executivo e a renovação do acordo de licenciamento de eyewear com a empresa Marcolin. Os termos da venda e o múltiplo acordado estão patentes numa carta de intenções assinada por Cavalli e por representantes do fundo de investimento italiano. Apesar da data limite de 30 de Setembro, ambas as partes esperam que o negócio seja finalizado ainda antes do final do corrente mês. Numa entrevista realizada na semana passada, Roberto Cavalli referiu que estava convencido que vender parte da sua empresa talvez não fosse uma jogada acertada. Além da Clessidra e, segundo o fundador da marca, o empresário indiano Lakshmi Mittal e investidores árabes estariam também interessados na marca. A realização de negócios deste tipo é, assim, mais um sinal que a confiança está a regressar aos investidores com interesses no mundo da moda. Também ontem foi anunciado que o francês Carrefour estaria interessado na aquisição de uma participação num dos maiores grupos de retalho de moda indiano, a Pantaloon Retail.