O segundo maior retalhista do mundo quer tornar-se num dos maiores operadores do seu segmento também em Portugal, pelo que vai investir 150 milhões de euros na abertura de seis novas lojas por ano, durante os próximos três a quatro anos, e marcou como objectivo um crescimento das receitas de 20 pontos percentuais. «Queremos fazer parte do top três do sector, e não queremos ser o terceiro, mas o segundo ou o primeiro», afirmou o administrador-delegado da Carrefour Portugal, António Baptista. De acordo com a APED- Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, a delegação portuguesa da Carrefour apresentou 506 milhões de euros de volume de negócios em 2004, colocando-a apenas na sétima posição dos dez primeiros actores neste ramo, muito depois da liderança incontestada do grupo Sonae, com 2,2 mil milhões de euros de facturação com as suas marcas Continente, Modelo e Bonjour. Segue-se o grupo Jerónimo Martins, detentor das marcas Pingo Doce e Feira Nova, com 1,7 mil milhões.
As directrizes deste novo plano envolvem fundamentalmente lojas de média dimensão, denominadas de «mini-hipers», com a chancela Carrefour e, sempre que seja possível, com um posto de gasolina associado. Esta estratégia, cujo investimento pode mesmo chegar aos 200 milhões de euros, depende dos licenciamento que lhe sejam concedidos nos próximos anos e, segundo António Baptista, a limitação da legislação anterior foi a principal razão desta expansão não ter sucedido mais cedo, num mercado assumido pelo administrador-delegado como estratégico para o grupo. A Carrefour detém neste momento sete hipermercados no território nacional, e investiu 60 milhões de euros em 2005, com duas inaugurações previstas para o início de 2006 e outra para 2007.
Até 1 de Junho deste ano o Carrefour obteve 20 licenças para abertura de novas lojas de retalho, a Modelo-Continente 22, e a Jerónimo Martins 18.









