Cargill Dow altera nome da fibra de milho

A fibra Natureworks morreu à nascença. O grupo americano Cargill Dow, que desenvolveu esta fibra a partir do açúcar do milho, decidiu no último instante re-baptizá-la de Ingeo (ingredientes + geo = ingredientes da terra) antes de efectuar a sua apresentação oficial à imprensa internacional, sem dúvida para realçar a especificidade da fibra e a filosofia da companhia – “transformar o mundo sem modificá-lo”. Segundo Tim Eynon, director-geral da Divisão Fibras, “nós estávamos à procura de um nome que representasse a essência da nossa tecnologia, do que somos como empresa e a nossa visão de um futuro mais sustentável. Ingeo exprime esta essência, mas também é muito mais do que isso. Trata-se do equilíbrio entre humanidade-natureza-tecnologia e o do direito que assiste a todo o indivíduo e companhia de marcar a diferença…positiva. Ingeo cumpre uma promessa simples: performance para si, respeito para todos”. Com efeito, a fibra Ingeo, ex-libris da companhia americana, é mais do que uma nova fibra. Esta fibra “ecológica” em vez de utilizar o carbono obtido a partir de uma fonte de recursos limitados – o petróleo – para sintetizar o polímero de base, utiliza o carbono obtido a partir de uma fonte renovada anualmente – o milho. As fibras Ingeo conseguem combinar as melhores propriedades das fibras naturais, como o toque e o cair, e das fibras sintéticas, como a performance e o easy-care, o que as torna perfeitamente adequadas para aplicação em vestuário e artigos desportivos, roupa de cama, tapeçaria e decoração. Ao contrário da maior parte das fibras produzidas actualmente a partir de um polímero natural, esta fibra apresenta importantes benefícios do ponto de vista ambiental, incluindo a reduzida emissão de CO2, é totalmente biodegradável e pode mesmo ser reciclável. Por conseguinte, a fibra Ingeo representa um novo conceito de fibra, baseado nos princípios da sustentabilidade – viabilidade económica, responsabilidade social e respeito ambiental. A fibra já é fabricada industrialmente e vendida sensivelmente ao preço do poliéster de alta gama. Mas, quais são os resultados práticos até agora? Um acordo de parceria foi subscrito por 85 firmas espalhadas por todo o globo, que se comprometeram a desenvolver e a comercializar produtos sob a nova marca Ingeo™. Algo raramente visto no meio industrial têxtil! Entre esses parceiros figuram empresas de fiação, de tecelagem, de não-tecidos, de confecção e fabricantes de roupa de cama, de tapeçaria e de tecidos de decoração dos quatro cantos do mundo. Pela parte portuguesa, participa nesta aventura o grupo Têxtil Manuel Gonçalves.