O grupo italiano começou a operar em 1992 em Espanha e com o tempo a filial espanhola converteu-se na mais importante de um grupo que tem 1.004 lojas repartidas por todo o mundo.
Para Carles Tello, director-geral do Grupo Calzedonia para Espanha, este crescimento global da cadeia parece estar ligado a vários factores. «Por um lado, a moda íntima já é moda. Por outro, a nossa oferta é muito boa em relação qualidade-preço. Além disso renovamos as colecções de três em três dias». O bom caminho que esta filial percorreu fez com que o grupo se lance agora na comercialização da Tezeni uma marca também de moda íntima que já funciona também em Espanha. «A diferença da Tezeni em relação à Intimissimi é que desvalorizamos o factor humano. Digamos que nestas novas lojas realizamos a auto-venda ou selfservice. O produto é super económico, e é dirigido a um público-alvo que quer investir em roupa íntima o mínimo possível». A nova marca, além disso, requer uns locais enormes. De facto, «para as lojas Tenzei, que esperamos abrir durante o primeiro semestre de 2006 na Catalunha, procuramos uma superfície de 250 a 300 metros quadrados», especifica Tello. Em qualquer caso, a empresa não está preocupada pela possível concorrência que poderia significar a coincidência das três marcas na mesma rua. «A evolução prevista para cada uma delas seria a seguinte: cerca de 15 por cento para a Calzedonia, 10 por cento para a Intimissimi e cerca de 30 a 40 por cento para a Tenzeni». Pode-se dizer que esta é a curiosa evolução de um negócio de meias, collants, roupa interior e de banho no qual «ninguém apostou no início», finaliza Tello.










