Calçado dá nota positiva à Micam

A feira de calçado italiana, que contou com 35 expositores portugueses, acolheu mais de 40 mil compradores internacionais, provenientes de 150 países, e estimulou novos negócios.

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No total, a Micam contou com 923 marcas em exposição e recebeu 40.821 visitantes, 45% dos quais estrangeiros, provenientes sobretudo de França, Alemanha, Espanha e Grécia, mas também de Japão, China, Cazaquistão e Reino Unido. «Os números finais, graças aos visitantes profissionais provenientes do estrangeiro, refletem uma tendência positiva, um sinal tangível de estabilidade num momento económico difícil», aponta a organização em comunicado.

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A feira realizou-se ainda em paralelo com a Mipel, a The One Milano, a Milano Fashion & Jewels, a Lineapelle e a Simac Tanning Tech, que, acredita a organização, tem sido uma mais-valia. «Mais uma vez, a vontade de trabalhar como um sistema e apresentarem-se ao mercado em conjunto foi vencedor: ter feiras a decorrer em conjunto é, de facto, não só um aspeto que reforça os eventos em termos individuais, permitindo-lhes ter uma maior visibilidade, mas, acima de tudo, representa uma oportunidade única para reunir muitos aspetos diferentes do mundo dos acessórios ao mesmo tempo», sublinha a organização.

Portugal esteve representado na Micam com 35 empresas, o que significou um aumento face às 33 na edição homóloga de 2023, indica a APICCAPS – Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos, que organizou a presença da delegação portuguesa juntamente com a AICEP.

«Numa altura em que o sector continua a dar sinais de alguma inconstância, a participação na Micam foi muito importante», realça, numa notícia publicada pela associação, Luís Onofre, presidente da APICCAPS. «As empresas portuguesas devem adotar uma atitude comercial agressiva, como já está a acontecer com os nossos principais concorrentes estrangeiros, para que possamos explorar oportunidades de negócios. Percebemos que os próximos meses ainda serão um tanto exigentes, mas esperamos que os negócios comecem a dar frutos no segundo semestre», conclui Luís Onofre.

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