C&A alarga a sua rede na Europa

O grupo C&A desenvolveu-se na Europa e também na Turquia e na China, mas foi ainda na Alemanha, de longe o seu primeiro mercado, que o distribuidor abriu mais lojas durante o seu exercício de 2006-07, que encerrou em Fevereiro. Foi contudo este país que fixou a progressão mais fraca em termos de negócio, depois de já ter estado na cauda (juntamente com a França) no exercício anterior. «Estamos satisfeitos com este aumento de 4% na Alemanha, porque o mercado nacional está em baixa», assegura o director de marketing da C&A Europa, Andreas Seitz. «Além disso, nós progredimos em todos os países um ou dois números». A sua quota de mercado e a sua antiguidade na Alemanha são tais que a cadeia se esforça localmente, desde há alguns meses, na distribuição… de produtos financeiros (seguros automóveis, por exemplo). Um negócio que os Brenninkmeijer, a família de origem holandesa proprietária da C&A, já domina, tal como na área dos investimentos e o imobiliário (a filial Redevco), tudo reunido na holding Cofra, localizada na Suiça. Se a C&A Europa registou um aumento de 8,4% nas suas vendas (de 5,65 mil milhões de euros), a sociedade obteve os seus maiores crescimentos nos novos territórios – explorados rapidamente, nestes últimos tempos – no sul e leste da Europa. Tudo está a andar muito depressa em Espanha, nos territórios da Zara, da Mango ou da Cortefiel, e em Portugal, onde a sociedade comprou uma parte da cadeia MacModa. Atingir o dobro do parque actual (100 sucursais) na Península Ibérica é o objectivo até 2010. Em Março último, a marca entrou na Eslováquia (Bratislava). No início de Maio, arrancou na Turquia (Istambul) e, em Setembro, na Eslovénia (Maribor). «Nos próximos três anos, esperamos poder instalar 20 pontos de venda na Turquia e não somente em Istambul», declara o director de marketing. «Este país representa 12% das nossas fontes, a China 35%». Sob a gestão de Lucas Brenninkmeijer, director-geral da C&A Europa, a cadeia desenvolve-se por todo o lado com lojas próprias, com excepção da Rússia, em que vigora o franchise. O sul e leste da Europa são prioritários no programa de 150 novas lojas anunciadas para 2007-08 (contra 120 em 2006-07), que deve alargar a rede europeia a 1.200 pontos de venda no final de 2007. O grupo tinha 491 lojas em 2002 e passou a meta das 1.000 em 2006. A logística tem mais quatro localizações do que no início de 2006 (16 plataformas no futuro). Existem também lojas na China e na América do Sul. Para crescer ainda mais, a C&A afirma ter investido no seu parque 600 milhões de euros desde 2003 e prevê gastar ainda 650 milhões até 2009, para juntar mais 310 a 360 locais. Há algumas semanas, o distribuidor interessou-se também pelo e-commerce, mas somente na Holanda, com a ajuda do site de Internet da Wehkamp, já parceiro da La Redoute. E a França? Tendo em conta a abertura de dez lojas em 2006-07, as vendas estimam-se em mais 7% (contra mais 4% em 2005-06), em 550 milhões de euros. Tendo sido sempre o segundo marcado europeu do grupo, a filial tem aumentado a sua rede para 100 lojas e prevê cerca de 15 aberturas durante o exercício em curso. A maior parte da expansão foi feita nos parques de actividade comercial (Pac), nas periferias das cidades, em detrimento dos centros citadinos e dos centros comerciais onde a C&A está presente. «É nesses Pac que temos mais propostas de novos locais», indica o director de marketing de França, Patrice Darrieus. «As lojas são um pouco mais pequenas aí. Isso leva-nos, portanto, a fazer escolhas na oferta. Temos também a mais recente das nossas colecções, Clockhouse». Depois de ter reduzido os preços (menos 20% em três anos em produtos comparáveis), no quadro de uma política de grupo que associa a redução da margem e a diminuição da estrutura de custo, a filial francesa trabalha para atenuar o fosso que a separa ainda da Zara ou da H&M.«Nós já melhoramos bastante nos últimos cinco anos», afirma a directora de comunicação da C&A França, Sylvie Amblard. Pela terceira vez associada, a cadeia convidou numerosos jornalistas de moda para o desfile da sua colecção Outono/Inverno, em Düsseldorf, que se realizou muito perto do novo edifício de uma parte da sua sede (a outra parte é em Bruxelas). «Tentamos vencer na França com as linhas recentes da colecção feminina», afirma Patrice Darrieus, «e aumentamos também a entrega destes produtos em comparação com a Alemanha ou a Áustria, por exemplo». Depois de ter implementado o vestuário por medida nas duas lojas parisienses, no fim de 2006, a C&A França introduziu roupa para raparigas (11-14 anos) e testou uma gama de calçado (para já só tem alguns pares). Por fim, no Outono, é a linha de algodão biológico que deve chegar a algumas lojas. Contudo, a única loja dedicada às crianças ainda não foi duplicada, como estava inicialmente programado.