Bruxelas alerta para a necessidade de apoiar os têxteis

A União Europeia (UE) tem de reforçar a sua acção a favor da sua indústria têxtil e do vestuário, advogou o Comissário Europeu responsável pela política industrial, Gunther Verheugen, que falava numa conferência onde expôs as linhas mestras da futura política de Bruxelas para um sector que emprega 2,3 milhões de trabalhadores espalhados por cerca de 200 mil empresas, conforme foi noticiado pelo Jornal de Notícias. Na opinião do responsável, a política industrial deve desempenhar um papel importante na criação das condições que os empresários do sector precisam para progredirem. Neste contexto, Bruxelas expôs um plano de quatro pontos onde se compromete: aumentar o acesso das exportações têxteis da Europa aos mercados de países terceiros, eliminar no quadro da Organização Mundial do Comércio as barreiras comerciais não tarifárias, garantir a estrita aplicação das regras sobre propriedade intelectual, e velar pela rápida concretização de uma zona de comércio euro-mediterrânica. A Comissão acredita que os fundos estruturais, destinados às regiões mais pobres da UE, têm o seu papel a desempenhar neste âmbito, tanto mais que, a partir de 2007, serão gastos, à razão de 60% a 75%, no reforço da competitividade dos países e regiões. O mesmo se aplica aos dinheiros europeus destinados à inovação. Reconhecendo que cada segmento do têxtil e do vestuário tem sofrido o impacto negativo dos desenvolvimentos registados, nos últimos anos, no mercado mundial, Verheugen salientou que a Europa permanece o maior exportador do mundo.