Brunello Cucinelli soma vendas em 2024

Os números do ano passado da casa de luxo italiana mostram um aumento de 12,2% face a 2023, sustentado por resultados positivos em todos os mercados geográficos. Nos próximos dois anos, a Brunello Cucinelli prevê continuar a crescer.

[©Brunello Cucinelli]

A marca italiana atingiu 1.278 milhões de euros em 2024, registando uma subida de 12,2% às taxas de câmbio atuais (12,4% a taxas de câmbio constantes), em comparação com 2023, revela o conselho de administração em comunicado.

Brunello Cucinelli, presidente executivo e diretor criativo da empresa, considera que 2024 «foi um ano particularmente significativo para consolidar o nosso estilo e a nossa identidade, firmemente ancorados no conceito de luxo absoluto, caracterizado pela exclusividade, qualidade e artesanato».

O quarto trimestre do ano também assinalou valores positivos, com um volume de negócios de 358 milhões de euros, o melhor desempenho de sempre em termos absolutos, que corresponde a uma subida de 11,6% em relação aos 12 meses anteriores.

A marca fundada em 1978 detalha que os fatores que contribuíram para estes resultados prendem-se com o posicionamento da marca, a qualidade e o nível artesanal das coleções, consideradas ricas em inovação e criatividade, e a confiança demonstrada pelos clientes, juntamente com o ambiente familiar que lhes proporcionam nos espaços de venda.

Analisando geograficamente os valores do ano passado, todos os mercados – Europa, Américas e a Ásia – apresentaram crescimento. Devido à «fidelidade dos clientes locais e à presença constante de um turismo cada vez mais diversificado por origem» no continente europeu, verificou-se um volume de negócios de 456,5 milhões de euros, que representa um aumento de 6,6% em relação ao ano transato. Nas Américas, que se destaca com a maior fatia (37,3%) do volume de negócios global, as receitas alcançaram 476,5 milhões de euros, um incremento de 17,8%. Especificamente na América do Norte, o crescimento «reafirma e certifica o grande potencial que ainda vemos nesta região, onde a procura por exclusividade, singularidade e “vestir-se” com roupas especiais não é nova, mas é cada vez mais desejada por um número crescente de clientes», refere em comunicado. Na região asiática, da China ao Japão, e da Coreia do Sul ao Médio Oriente, a Brunello Cucinelli viu uma subida de 12,6% nas receitas, atingindo 345,4 milhões de euros. Segundo a empresa, na origem destes números está «a distribuição exclusiva, a valorização crescente por parte dos clientes, cada vez mais atentos à qualidade artesanal das peças, bem como o reconhecimento cada vez mais consistente do posicionamento da nossa marca no topo do luxo».

No que diz respeito aos canais de distribuição, o retalho, que inclui 130 boutiques, constituiu 66,6% das vendas, com receitas equivalentes a 851,2 milhões de euros, o que traduz um aumento de 14% em relação a 2023. Neste canal, todos os trimestres registaram um incremento de dois dígitos, tanto no meio físico como no digital, este último beneficiado pelo lançamento do novo website com inteligência artificial.

Já o canal de vendas por grosso, que «continua a ser central na nossa estratégia, mantendo um papel fundamental na preservação da contemporaneidade da marca graças à competência, seriedade e gosto com que os clientes multimarca são capazes de apresentar as coleções», apresentou um volume de negócios de 427,2 milhões de euros, ou seja, mais 8,8% em relação ao ano anterior.

Quanto ao futuro, «estas premissas, considerações e reflexões, levam-nos a perspetivar, tanto para 2025 como para 2026, um crescimento gracioso, saudável e sustentável das receitas na ordem dos 10%, acompanhado de lucros equilibrados», adianta o fundador que dá nome à casa de moda italiana.

A empresa está ainda a duplicar o tamanho da sede, em Solomeo, e a planear a abertura de novas unidades de produção em Penne e Gubbio, ambas também em Itália.