Brunello Cucinelli em contracorrente

Os números da empresa italiana de luxo para o primeiro trimestre mostram um crescimento de 16,5% das vendas, alimentado por um aumento da procura em todas as geografias.

[©Brunello Cucinelli]

As vendas da Brunello Cucinelli nos três meses até março subiram para 309 milhões de euros. As vendas nas Américas aumentaram 19,5%, para 114,2 milhões de euros, na Europa o crescimento foi de 13,9%, para 108,8 milhões de euros, e na Ásia de 16%, para 86,1 milhões de euros.

«Estamos convencidos que é importante enfatizar como a contribuição das diferentes áreas geográficas e canais de distribuição é muito saudável, equilibrada e sinérgica», refere a empresa em comunicado.

As vendas no retalho subiram 15% em comparação com igual período do ano passado, enquanto as vendas por grosso somaram mais 19%

Os resultados do início do ano reforçam «a previsão de um bom crescimento das vendas à volta de 10% para a totalidade de 2024, com lucros equilibrados e saudáveis», indica.

As vendas das coleções para a primavera-verão 2024 estão a dar bons indicadores «em ambos os canais de distribuição» e «a nossa total confiança em mais um ano excecional é ainda consolidada pelas encomendas das coleções para o outono-inverno 2024, que já receberam comentários particularmente positivos da imprensa especializada» após a apresentação nas feiras Pitti Immagine e na Semana de Moda de Milão.

«Em relação a 2025, a expectativa de um aumento sólido do volume de negócios na ordem dos 10% está a tornar-se cada vez mais concreto», afirma a Brunello Cucinelli, que sublinha que «isso reflete a atratividade e reputação da marca, que está posicionada no topo do segmento do luxo, onde a cada vez maior procura por produtos especiais parece-nos representar uma característica estrutural da procura no sector do luxo absoluto».

Segundo a Brunello Cucinelli, os conceitos de exclusividade e elevada qualidade, «refletem a nossa ideia de “luxo suave” que, nas palabras de Brunello Cucinelli, é um símbolo de beleza de acordo com a sua própria medida de elegância que não é excessiva, mas que se expressa numa autenticidade consciente e respeitadora».

Os números da Cucinelli surgem um pouco em contracorrente face aos resultados de outros atores da moda de luxo, que têm sentido crescimentos mais contidos: o Kering emitiu um aviso para o abrandamento das vendas da marca Gucci na Ásia e as vendas trimestrais do LVMH mostraram um crescimento de apenas 3%.