A Brunello Cucinelli registou um volume de negócios de 369,1 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, refletindo uma subida de 8,1% a taxas de câmbio correntes e de 14% a taxas de câmbio constantes, em comparação com o primeiro trimestre de 2025.
O canal de retalho, responsável por 64,5% das vendas do trimestre, foi o principal motor do crescimento, com uma subida de 12,9% a taxas de câmbio correntes, sustentada pela «aquisição de novos clientes e um aumento da despesa média dos clientes existentes», refere a casa de moda italiana. A expansão foi transversal a todas as geografias, com destaque para as Américas e a China, onde a Brunello Cucinelli abriu duas lojas na Flórida, nos EUA, e uma em Wuhan, na China.
Já o canal grossista registou um crescimento de apenas 0,3% a taxas de câmbio correntes e de 4,3% a câmbio constantes, totalizando cerca de 130,9 milhões de euros, apoiado pela receção positiva das coleções primavera-verão 2026 junto dos parceiros multimarca.
Em termos geográficos, a Ásia liderou o crescimento em termos reportados, com receitas de 106,7 milhões de euros, representando uma subida de 11,3% e uma quota de 28,9% do total das receitas trimestrais. A China destacou-se no retalho, evidenciando uma aceleração face ao final de 2025, impulsionada pela procura por pronto-a-vestir de luxo e pela entrada de novos clientes.
Nas Américas, as receitas subiram 9,4%, para 137,7 milhões de euros, equivalente a 37,3% do volume de negócios total. De acordo com a Brunello Cucinelli, o desempenho refletiu tanto a procura por peças de luxo como a capacidade das coleções em corresponder à procura dos consumidores americanos.
A Europa cresceu 4,2% em termos reportados, com vendas de 124,7 milhões de euros, perdendo 1,3 pontos percentuais da quota de vendas trimestrais em comparação com o primeiro trimestre de 2025. O canal de retalho cresceu na ordem dos dois dígitos, enquanto o grossista manteve-se estável. A casa de moda não abriu novos espaços na Europa em 2025 nem no início de 2026, operando numa base comparável, mas salienta o contributo das expansões de lojas em Londres e em Paris.
A Brunello Cucinelli destaca ainda o contributo do novo site de comércio eletrónico, denominado “Callimacus”, desenvolvido com recurso a inteligência artificial, que tem contribuído para aumentar o tempo de navegação e as interações com clientes.
Perspetivas para o futuro
Com base no desempenho do trimestre e na evolução das coleções primavera-verão 2026, a Brunello Cucinelli mantém a projeção de crescimento das receitas de cerca de 10% a taxas de câmbio constantes para o conjunto de 2026, estendendo a mesma previsão para 2027.
A casa de moda sublinha que o posicionamento exclusivo da marca e a forte presença de uma base de clientes doméstica constituem elementos adicionais de apoio ao crescimento num contexto geopolítico em evolução.
Brunello Cucinelli, presidente executivo e diretor criativo da casa de moda, reforça que «à luz do exposto, bem como da forte apreciação obtida pelas coleções de outono-inverno 2026 de moda masculina e feminina – descritas pela imprensa especializada internacional e pelos principais compradores globais como talvez “as mais belas da nossa história” –, olhamos para o ano em curso com particular confiança, antecipando um crescimento das receitas de cerca de 10%, com perspetivas semelhantes para 2027».



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