Britânicos reduzem compras

Os estudos mais recentes dão conta da intenção por parte dos britânicos de diminuírem as suas compras, nomeadamente na época de Natal, devido ao aumento do custo de vida.

[©Flickr-Cristiano Betta]

Um em cada quase três adultos britânicos esperam gastar menos no Natal este ano, de acordo com um estudo publicado pela PwC.

A sondagem revela que cerca de 80% dos que planeiam gastar menos citaram o aumento dos custos com a alimentação e energia, e os restantes cerca de 20% apontaram para a subida das prestações do crédito habitação ou da renda.

De acordo com o estudo da PwC, 18% dos adultos britânicos esperam gastar mais no Natal este ano e mais de metade antecipam gastar o mesmo que em 2022.

«Com os consumidores a quererem proteger o consumo em ocasiões especiais e na família, estão a começar os preparativos mais cedo e a serem cautelosos, com mais de um terço dos consumidores a planear comprar antes do pico da época festiva e muitos dizem também que vão gastar menos», refere Lisa Hooker, líder da indústria de mercados de consumo na PwC, citada pela Reuters.

Até agora, apesar da elevada inflação e outras pressões do custo de vida, a procura dos consumidores tem-se mantido este ano.

Dados da indústria publicados na semana passada mostram que o consumo está a abrandar em setembro, com o tempo mais quente a afetar as vendas de vestuário de outono.

Contudo, no início deste mês a Tesco, a maior retalhista da Grã-Bretanha, afirmou estar otimista com as perspetivas para o Natal. Também em antecipação de uma forte época de vendas, retalhistas como a Sainsbury e a Marks & Spencer planeiam contratar mais trabalhadores temporários para esta época festiva em comparação com o ano passado.

De acordo com o British Retail Consortium, em setembro o tráfego em lojas de rua, parques de retalho e centros comerciais baixou 3%. O maior declínio foi sentido em centros comerciais e em parques de retalho, com quedas de 4% e 2,4%, respetivamente, em comparação com agosto.

«Em vez do aumento tradicional do tráfego com a época de regresso às aulas que é normal ver-se em setembro, o tráfego continuou moderado, já que a cautela dos consumidores em relação ao consumo discricionário permaneceu elevada, provavelmente por os consumidores estarem a refrearem-se para poupar antes do trimestre dourado [das vendas a retalho] e do Natal», destaca Andy Sumpter, consultor de retalho na Sensormatic Solutions, citado pelo The Guardian.

Dois quintos dos consumidores acreditam que o Natal será mais caro este ano e um quinto está já a começar a comprar presentes para dividir os custos pelos meses que faltam.

Quase um em cinco (18%) já começou a ter conversas com familiares e amigos para reduzir a compra de prendas este ano.