Breves

  1. Next à espera do bom tempo
  2. Retalho cai na Zona Euro
  3. Aéropostale já tem plano de recuperação
  4. Chinesa Anta supera Nike4
  5. Online cresce com a Amazon
  6. Adidas fecha lojas Neo

1. Next à espera do bom tempo

A retalhista britânica Next não escapou às agruras do retalho britânico e teve uma performance «pobre» no primeiro trimestre. A mudança na data da Páscoa e «tempo muito mais frio em março e abril, que reduziu a procura por vestuário» são os principais culpados, aponta. As vendas totais no primeiro trimestre desceram 0,2%, com as vendas a preços completos a descerem 0,9%, no limite mais baixo das previsões para o ano completo, entre -1% e 4%. O Next Directory (que inclui as vendas por catálogo e online), cuja performance foi afetada no final do ano passado, «melhorou relativamente às lojas no retalho, sobretudo como resultado de uma melhor disponibilidade de stocks», indica a retalhista. Houve ainda boas notícias nas vendas a preço completo da linha de casa e mobiliário, «que estão muito menos dependentes do tempo», com um aumento de 7% no período. A Next refere em comunicado que «acreditamos que é pouco provável (mas possível) que as vendas se deteriorem mais e temos visto uma melhoria significativa nos últimos dias, com o aumento das temperaturas». Contudo, adverte que a «performance pobre nas últimas seis semanas pode ser indicativa de uma menor procura por vestuário e potencialmente de um maior abrandamento no consumo. Tendo em conta esta incerteza, pensamos que é prudente alargar e baixar as nossas previsões de vendas a preços totais para um valor entre -3,5% e +3,5%. O valor mais baixo baseia-se nas vendas para o resto do ano ao mesmo ritmo das últimas seis semanas».

2. Retalho cai na Zona Euro

As vendas a retalho em março na Zona Euro caíram pela primeira vez em cinco meses, indicou o Eurostat, provando que a recuperação económica da região continua vulnerável. As vendas a retalho desceram 0,5% em termos mensais, revertendo um aumento de 0,3 registado em fevereiro. Os analistas esperavam uma queda menor, de 0,1%, para março. Em termos anuais, as vendas a retalho abrandaram para um crescimento de 2,1%, face aos 2,7% registados em fevereiro. A economia da região, contudo, recuperou nos primeiros três meses do ano, crescendo a um ritmo duas vezes superior ao registado no último trimestre de 2015. Mas a queda mais acentuada no retalho em março desde julho de 2014 sugere que pode estar a perder dinamismo. Em grande parte dos últimos 18 meses, a recuperação modesta da Zona Euro tem sido impulsionada por um maior consumo, já que os rendimentos disponíveis das famílias aumentaram graças ao preço mais baixo da energia, assim como à diminuição do desemprego. Muitos analistas esperam que o crescimento da Zona Euro fique mais moderado nos próximos trimestres, espelhando o padrão registado em 2015. Ainda na região, o índice de gestores de compras (PMI) da Markit registou uma queda para 53 pontos em abril, em comparação com 53,1 no mês anterior. Embora continue acima de 50, o que indica expansão, a leitura tem vindo a cair desde o início do ano. Segundo a Markit, a Zona Euro está numa «velocidade baixa» que sugere que o crescimento no ano completo será de um «estável, mas não espetacular» 1,5%, um valor abaixo da taxa de cerca de 2,5% que os números oficiais do primeiro trimestre apontaram. No primeiro trimestre, os EUA apenas cresceram a uma taxa anual de 0,5%.

3. Aéropostale já tem plano de recuperação

A Aéropostale submeteu um pedido de proteção à bancarrota, com um plano inicial de recuperação que inclui o encerramento de 113 lojas nos EUA, assim como todas as suas unidades de retalho no Canadá. Numa audiência num tribunal federal em Nova Iorque, a retalhista de vestuário direcionado para adolescentes conseguiu assegurar um compromisso de financiamento de 160 milhões de dólares (cerca de 140 milhões de euros) da Crystal Financial, o que, juntamente com a liquidez resultante das operações, pode permitir que a retalhista cumpra os seus compromissos financeiros futuros. A Aéropostale revelou que vai usar este processo para «otimizar a sua rede de lojas, aceder a ferramentas adicionais para acabar ou renegociar contratos onerosos, resolver as disputas em curso com a Sycamore Partners e conseguir estabilidade financeira a longo prazo». O objetivo é emergir desta situação de proteção em seis meses «como uma empresa independente com uma rede de lojas mais pequenas, mais eficiências operacionais e menores despesas gerais e administrativas». A retalhista, que atualmente opera 800 lojas, vai também prosseguir com o processo de venda anunciado anteriormente, sublinhando que qualquer venda potencial será concluída nos próximos seis meses. O processo de liquidação de stocks nas lojas que vão encerrar deverá começar nos EUA no próximo fim de semana (7 e 8 de mio) e no Canadá no próximo dia 9 de maio.

4. Chinesa Anta supera Nike

A produtora chinesa de sportswear Anta anunciou que vendeu mais ténis na China do que a Nike, graças à sua postura de marca doméstica e mais acessível. A Anta registou um aumento de 24,7% em termos anuais do volume de negócios em 2015, para mais de 10 mil milhões de yuans (1,3 mil milhões de euros), tendo vendido 40 milhões de pares de ténis na China, segundo noticiou o China Daily. Zheng Jie, diretor-executivo da Anta, afirmou que a marca teve a maior quota de mercado, em termos de vendas, entre as marcas locais em várias categorias de produto, incluindo ténis para basquetebol, corrida e treino generalista. A empresa tem expectativas elevadas para o resto do ano, já que é um dos patrocinadores oficiais dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em agosto, fornecendo uniformes e equipamentos a 10 equipas chinesas, incluindo ginástica, levantamento e pesos e luta-livre. O calçado da Anta tem preços médios de 77 dólares (cerca de 67 euros), estando posicionada como mais acessível, em comparação com a Nike e a Adidas, cujos preços rondam 154 dólares na China.

5. Online cresce com a Amazon

As vendas online nos EUA continuam a crescer, com a gigante da indústria Amazon a continuar a liderar. As vendas de comércio eletrónico deverão atingir 373 mil milhões de dólares (326 mil milhões de euros) este ano, devendo aumentar para 500 mil milhões de dólares até 2020, segundo a analista Sucharita Mulpuru, da Forrester. Há uma década atrás, as vendas eram de apenas 100 milhões de dólares. Além disso, o número de consumidores online dos EUA deverá crescer para 206 milhões até 2020, em comparação com 186 milhões em 2015. A Amazon foi responsável por cerca de 60% do crescimento total das vendas online nos EUA no ano passado. Os investigadores estimam que o valor bruto dos produtos vendidos pela Amazon tenha atingido 100 mil milhões de dólares no ano passado. Ainda assim, encontraram alguns desafios ao desenvolvimento do comércio eletrónico. O estudo sublinha que a Nordstrom, por exemplo, indicou que não vai aumentar os seus investimentos em tecnologia em 2016 porque não compensa o custo do ponto de vista de volume de negócios. Há também algumas pequenas barreiras à entrada de negócios mais pequenos, com plataformas como a Magento e a Shopify, a aumentarem a concorrência. As compras através de dispositivos móveis são igualmente vistas como problemáticas. Embora estejam a crescer rapidamente, os consumidores ainda reportaram frustração com o processo de fazer compras num pequeno dispositivo. Ao mesmo tempo, a força do dólar e uma economia mais debilitada em termos mundiais significa que é agora mais caro comprar a um retalhista online americano para os consumidores estrangeiros.

6. Adidas fecha lojas Neo

A empresa alemã de sportswear Adidas vai fechar 16 lojas na Europa da sua marca Neo, direcionada para os adolescentes, focando-se ao invés em oferecer os seus produtos através de parceiros de vendas por grosso na região, indicou o CEO Herbert Hainer. Embora as suas lojas próprias Neo tenham ajudado a Adidas a testar novas formas de envolver os consumidores mais jovens, tem sido mais bem-sucedida a vender os produtos da linha através dos canais grossistas, justificou Hainer. O CEO sublinhou, contudo, que a decisão não vai afetar as cerca de 2.000 lojas Neo que os seus parceiros de franchise operam na China, acrescentando que as vendas da Neo, que atingiram mil milhões de euros em 2015, aumentaram mais 60% no primeiro trimestre.