- Li & Fung vende negócio
- Hugo Boss reduz custos
- Guess volta a Taiwan
- Amazon aposta na distribuição na UE
- Online soma exportações na Coreia do Sul
- Alessandro Michele desenha para a Net-a-Porter
1. Li & Fung vende negócio
A gigante do sourcing Li & Fung vai vender o seu negócio de distribuição a uma unidade da trading Dah Chong Hong Holdings por 350 milhões de dólares (304 milhões de euros) em dinheiro. A Li & Fung, sediada em Hong Kong, afirma que o acordo faz parte dos planos para focar os seus recursos no seu negócio central de trading e logística. O lucro será usado como capital para as suas operações.
2. Hugo Boss reduz custos
A Hugo Boss está a renegociar as rendas das suas lojas. A necessidade de baixar os custos ficou mais evidente na passada terça-feira, quando a casa de moda alemã revelou que os lucros do primeiro trimestre foram bastante inferiores ao esperado. O lucro líquido caiu 49%, para 38,5 milhões de euros, abaixo das previsões de 45,8 milhões de euros dos analistas. O Ebitda, antes de itens especiais, caiu 29%, para 93 milhões de euros, enquanto o lucro operacional desceu 48%, para 54 milhões de euros. As vendas também caíram, diminuindo 4% para 643 milhões de euros, uma queda que reduz para 3% a câmbios constantes. As vendas na China desceram 11%, embora a Hugo Boss tenha sublinhado que a redução em 20% os preços na sua coleção de primavera na região, para os tornar mais próximos dos praticados na Europa, está a ajudar a aumentar a procura, com um aumento em volume de 10%. As vendas na Europa caíram 2% e nas Américas, os ganhos de dois dígitos nas vendas no Canadá e na América do Sul não foram suficientes para compensar a queda de 16% nos EUA. O diretor financeiro, Mark Langer, indicou que o foco a curto prazo é estabilizar o negócio nos EUA, assim como aumentar as eficiências de custos e a liquidez. A Hugo Boss espera fazer poupanças de cerca de 50 milhões de euros em 2016 através da renegociação das rendas. A empresa vai ainda reduzir o investimento anual para 160 a 180 milhões de euros, em comparação com 220 milhões de euros no ano passado, assim como baixar o número de novas lojas. Mas a Hugo Boss, que está sem diretor-executivo desde que Claus-Dietrich Lahrs abandonou o cargo em fevereiro, revelou que espera melhorar as vendas e os lucros no segundo semestre. Também confirmou as previsões anuais de um aumento por um dígito elevado nas vendas ajustadas e uma queda por dois dígitos baixos no lucro operacional.
3. Guess volta a Taiwan
A retalhista de casualwear Guess está a abrir quatro lojas de jeans e acessórios em Taiwan, numa altura em que está a reentrar no mercado como parte da sua expansão na Ásia. A Guess abriu já uma loja a 30 de abril, em Taichung, que deverá ter a companhia de uma outra em Kaohsiung (que será inaugurada a 6 de maio) e uma flagship em Taipei em junho e uma outra em Taichung. A Guess indicou que as lojas seguirão o mesmo conceito de denim lançado no início deste ano. «Os nossos vastos planos de expansão na China estão em curso e foi apenas uma questão de progressão natural expandir-nos para Taiwan», afirmou o diretor-executivo da Guess, Victor Herrero. «Asseguramos localizações chave nas principais cidades, com lojas grandes que vão mostrar as nossas múltiplas categorias de produto. A energia dramática de Taiwan anda lado a lado com a marca Guess», acrescentou. A 30 de janeiro, a Guess operava diretamente 835 lojas nas Américas, na Europa e na Ásia.
4. Amazon aposta na distribuição na UE
A Amazon vai oferecer um serviço para entregar os produtos dos vendedores que usam o seu website aos consumidores noutros países da União Europeia, com a gigante do comércio eletrónico a tentar dominar as entregas online na região. Os vendedores europeus no Amazon Marketplace podem agora enviar os seus produtos para um dos 29 centros de distribuição da Amazon no continente, onde a empresa vai armazenar os produtos. Quando os vendedores recebem uma encomenda de um cliente noutro país da UE, a Amazon envia os produtos para a casa do comprador. «A nossa missão é ajudar cada vendedor na Europa a vender a cada consumidor na Europa», afirmou à Bloomberg François Saugier, diretor de serviços aos vendedores da Europa na Amazon. A expansão das operações de envio e logística da Amazon podem aumentar a concorrência com os serviços europeus de entrega, como a Royal Mail e a TNT Express. A retalhista online quer alegadamente estabelecer uma rede de entregas mundiais que controle o fluxo dos bens desde as fábricas na China e na Índia até à porta dos consumidores em Nova Iorque e Londres. Os vendedores que usem o serviço vão pagar os impostos locais do mercado onde os seus produtos são comprados. No primeiro trimestre, mais de 50% dos vendedores da Amazon na UE venderam artigos para diferentes países da região.
5. Online soma exportações na Coreia do Sul
A Coreia do Sul está agora a vender mais online do que aquilo que compra, já que os consumidores chineses continuam a comprar os produtos de beleza e vestuário do país através da Internet. No primeiro trimestre, as exportações de comércio eletrónico aumentaram 84,5% em termos anuais, para 421 milhões de dólares (cerca de 366 milhões de euros), segundo o gabinete de estatística do país, ultrapassando as compras online dos sul-coreanos ao estrangeiro, que ficaram em 392,4 milhões de dólares (+5,7% em termos anuais). Os consumidores chineses e japoneses têm comprado mais produtos feitos na Coreia do Sul graças à crescente popularidade da cultura pop do país, incluindo a mais recente série de televisão “Descendants of the Sun”, que registou 400 milhões de visualizações na plataforma chinesa de vídeo online iQiyi. A desvalorização do won também melhorou as taxas de câmbio para os consumidores estrangeiros, impulsionando as vendas online. As exportações de comércio eletrónico para a China, a principal parceira comercial do país, representaram 74,4% de todas as vendas para o estrangeiro, seguidas dos EUA com 7,8%, o Japão com 5,8% e o sudeste asiático com 4,1%. No total, as vendas online da Coreia do Sul em março subiram 21% em termos anuais, para 4,5 mil milhões de dólares, impulsionadas por vendas robustas de vestuário e dispositivos eletrónicos. As vendas online de vestuário subiram 20,7%, para 500,5 milhões de dólares, enquanto as de eletrónica aumentaram 23,3%, para 477,7 milhões de dólares.
6. Alessandro Michele desenha para a Net-a-Porter
A Net-a-Porter juntou-se com o diretor criativo da Gucci, Alessandro Michele, para criar uma coleção de edição limitada de 20 peças de pronto-a-vestir e acessórios. A coleção da Gucci, que faz parte da estratégia da gigante de moda online de se focar em exclusivos com grandes marcas e estrelas emergentes, será lançada a 12 de maio. A linha, que terá a sua própria etiqueta, tem preços a partir de 270 dólares (cerca de 235 euros) para uma capa para iPhone 6 até 5.300 dólares para um vestido de organza de seda. Alison Loehnis, presidente da Net-a-Porter e da Mr. Porter, revelou ao WWD que a Gucci esteve sempre no top 10 das mais vendidas do site e que desde a chegada de Michele está agora no top três. Loehnis acrescentou que, no geral, as coleções cápsula resultantes de colaborações são para o website «uma oportunidade para responder de forma personalizada ao que os consumidores procuram do ponto de vista do produto». A responsável revelou ainda que, embora a Gucci esteja no centro criativo do projeto, «o que nós trazemos para a mesa é o conhecimento comercial e do consumidor». Para o futuro, Loehnis indicou que há mais um exclusivo em curso para setembro e um conjunto de novas colaborações que vão ser lançadas durante o resto do ano com marcas incluindo Isabel Marant, Nicholas Kirkwood, Sam Edelman e Preen by Thornton Bregazzi.






