- Brasil em queda livre
- H&M alinha pelas expectativas
- Beth Ditto lança-se no plus size
- Denim que não encolhe na 7 For All Mankind
- Mercados externos atraem chineses
- Stella McCartney para homem?
1. Brasil em queda livre
As vendas a retalho no Brasil caíram em dezembro, com a quebra na confiança dos consumidores e as promoções antecipadas numa época de Natal fraca a prejudicarem o consumo. O volume de vendas caiu 2,7% em termos mensais, numa base sazonalmente ajustada, segundo o gabinete de estatística IBGE, um valor pior do que as previsões dos analistas, que antecipavam um declínio de 2,5%. As vendas a retalho caíram 7,1% em termos anuais, em linha com as expectativas dos analistas. A inflação anual do Brasil subiu e atingiu dois dígitos e o desemprego subiu para o valor mais alto em dezembro dos últimos oito anos. Os retalhistas brasileiros estão a encerrar lojas, a cortar os investimentos e a despedir trabalhadores numa altura em que a procura cai, no segundo ano de uma grave recessão financeira, que deverá ser a pior do país em mais de um século. As vendas foram surpreendentemente fortes nos dois meses anteriores, em grande parte devido às promoções de Natal que impulsionaram a procura em novembro às custas de dezembro.
2. H&M alinha pelas expectativas
As vendas da H&M em janeiro, a câmbios neutros e incluindo IVA, subiram 7% em termos anuais, em linha com as expectativas. Se forem subtraídos os efeitos negativos do calendário de 2% (o mês passado teve mais um domingo que janeiro de 2015), os números são ainda melhores. Mas os dados de janeiro mostram, ainda assim, um abrandamento face ao crescimento de 9% no período entre setembro e novembro – quando as vendas foram afetadas por temperaturas anormalmente quentes no Norte da Europa – e em comparação com o aumento de 10% em dezembro, o primeiro mês do primeiro trimestre do ano fiscal da H&M. A H&M advertiu a 28 de janeiro que as reduções de preços para escoar vestuário de inverno não vendido por causa das temperaturas iriam afetar os resultados do primeiro trimestre. Há um ano, a H&M registou um aumento mensal de 14% nas vendas de janeiro. O número de lojas H&M subiu, com a retalhista a indicar que a 31 de janeiro operava 3.958 lojas em todo o mundo, em comparação com 3.541 em janeiro do ano passado e 3.148 no final do primeiro mês de 2014.
3. Beth Ditto lança-se no plus size
Beth Ditto, a vocalista da banda The Gossip, lançou a sua primeira coleção a solo de vestuário com tamanhos grandes. A gama da cantora foi anunciada em dezembro durante o lançamento de uma edição limitada de t-shirts criadas por Jean Paul Gaultier, amigo próximo de Ditto. Esta nova coleção conta com 11 peças que estarão disponíveis nos EUA nos tamanhos 14 a 28. Em dezembro, a cantora afirmou ao WWD que a linha foi «inspirada pelo amor ao vintage». A coleção inclui vestidos com detalhes vintage, saias-lápis, leggings, vestidos em seda e casacos em denim bordados manualmente. Os preços variam entre os 66 dólares (cerca de 60 euros) para uma t-shirt a cerca de 450 dólares para um jumpsuit em seda. A coleção estará à venda no website bethditto.com e no Selfridges no Reino Unido. A campanha foi fotografada por Ezra Petronio e conta com as modelos Barbie Ferreria e Philomena Kwao a usarem os modelos gráficos desenhados por Ditto. «Quis fazer peças que durem durante anos», afirmou a cantora e agora diretora criativa da sua marca epónima. «Além de tendências, além de cadeias de lojas. Quis criar algo muito próprio, algo apenas para nós, feito com amor e consideração. Feito de forma ética nos EUA como uma pequena empresa. Descomprometida, sem remorsos e intemporal. Peças essenciais feitas para durar. Um movimento nosso, para nós», acrescentou. A cantora, nascida no Arkansas, já desfilou para a Marc Jacobs, em setembro do ano passado, atuou no desfile da Versus em 2012 e apareceu no desfile de Gaultier em 2010.
4. Denim que não encolhe na 7 For All Mankind
A marca de jeanswear 7 For All Mankind estreou uma linha de jeans para homem que afirma poder ser lavada e seca sem encolher. Batizada Foolproof Denim, a linha «elimina a possibilidade de alargar após a utilização e encolher após a lavagem». Segundo a marca, «a mistura única de fibras» são tecidas «por uma máquina patenteada que elimina a possibilidade de erro sem sacrificar o conforto», o que torna o denim «resistente à mudança». A partir da primavera, a Foolproof Denim irá integrar os três principais fits – Paxtyn, Slimmy e The Straight – da 7 For All Mankind, assim como três lavagens – Classic Indigo, Alpha e Tribute. A gama estará disponível em todas as lojas da marca e em retalhistas selecionados nos EUA.
5. Mercados externos atraem chineses
Os consumidores chineses gastaram 1,2 biliões de yuans (165 mil milhões de euros) no estrangeiro em 2015, com os bens que compraram a incluir desde produtos de luxo a artigos para necessidades do dia a dia. Segundo a consultora de mercado de luxo Fortune Character Group, mais de 60% dos consumidores compraram artigos de luxo – incluindo carteiras, cosméticos e gadgets – tendo gasto 116,8 mil milhões de dólares (cerca de 105 mil milhões de euros) nesse tipo de artigo. De acordo com a consultora, sediada em Pequim, isso representou 46% das vendas de luxo mundiais. Os números do Ministério do Comércio dão conta que o poder de compra dos chineses no estrangeiro aumentou em média 27,8% em termos anuais entre 2005 e o ano passado, duplicando esse poder no mercado interno. Jiang Yiyi, diretor do Instituto de Desenvolvimento do Turismo Internacional da Academia de Turismo da China, «as condições convenientes das viagens, a valorização do yuan e a atratividade do retalho e mercados de turismo estrangeiros levaram os chineses a comprar mais artigos estrangeiros tanto em lojas físicas como online». Os dados do governo mostram que mais de 120 milhões de turistas chineses viajaram para o estrangeiro no ano passado e gastaram o equivalente a 12% do consumo mundial. Em contrapartida, o abrandamento do consumo doméstico continua a ser uma preocupação para o governo central. As vendas a retalho de bens de consumo atingiram 30,1 biliões de yuans no ano passado, um aumento de 10,7% em termos anuais, segundo o Ministério do Comércio. Li Jian, investigador sénior na Academia Chinesa de Comércio Internacional e Cooperação Económica, afirmou que um terço do consumo atual no estrangeiro regressou ao mercado interno, com as vendas a retalho de bens de consumo na China a subirem pelo menos 1%. Contudo, os preços dos bens importados continuam altos em comparação com os mercados estrangeiros. Uma pesquisa da Câmara de Comércio Internacional da China sobre o desenvolvimento do mercado de consumo do país no ano passado concluiu que os preços de 37 produtos de gama alta – incluindo incluíam relógios, artigos de eletrónica, vinho, vestuário, malas e carteiras – eram 40% a 68% mais elevados na China do que nos EUA, em França e na Alemanha.
6. Stella McCartney para homem?
Stella McCartney deverá avançar para o mercado de vestuário de homem, com a primeira coleção a dever ser chegar às lojas na primavera de 2017, segundo o WWD. A designer, contudo, ainda não confirmou a informação. Embora esteja atualmente centrada em vestuário para senhora e criança sob a alçada do grupo Kering, Stella McCartney tem ainda uma colaboração há vários anos com a Adidas no mercado de athleisure. É ainda diretora criativa dos kits da Team GB produzidos pela Adidas, que serão usados pelos atletas britânicos, homens e mulheres, durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O WWD avança ainda que, tendo em conta que McCartney realiza os desfiles das coleções de senhora em Paris, a capital francesa deverá também ser o palco do lançamento da coleção de homem.






