Breves

  1. DuPont e Lenzing unidas em prol da inovação sustentável
  2. Mais 25% sobre as exportações britânicas para os EUA
  3. Birla Cellulose reduz pegada de carbono
  4. Pontuação de crédito preocupa millennials
  5. Barbour faz negócios há 125 anos
  6. Produção de proximidade emite menos GEE

1. DuPont e Lenzing unidas em prol da inovação sustentável

As duas empresas aliaram-se para lançar uma coleção de tecidos fabricada predominantemente a partir de fibras de polímeros naturais. A colaboração junta a fibra Sorona da DuPont, composta por 37% de ingredientes renováveis de plantas, ao Tencel (liocel e modal) da Lenzing, que provém da madeira. O vestuário resultante é macio, mas apresenta resistência ao alongamento e estabilidade dimensional. O novo conjunto de fábricas certificadas está pensado para várias aplicações, incluindo vestuário de desporto, casual, íntimo e denim, referem as empresas. «A colaboração com as fibras Tencel da Lenzing irão proporcionar mais oportunidades às marcas de vestuário para oferecer um conforto sustentável nos seus produtos, bem como para alcançar a melhor combinação entre conforto, ecoeficiência e desempenho», afirma Renee Henze, diretora de marketing da DuPont Biomateriais. Já Andreas Guertler, diretor de desenvolvimento dos negócios globais do grupo Lenzing assegura que «enquanto especialista no negócio das fibras com uma concentração forte na inovação e na qualidade, a sustentabilidade comporta um papel importante naquilo que fazemos. Ao unirmos forças com outro líder de indústria, estamos a potenciar a aceleração da inovação têxtil através do desenvolvimento de novas soluções ecologicamente responsáveis».

2. Mais 25% sobre as exportações britânicas para os EUA

As camisolas de caxemira, anoraques, e roupa de banho produzidos no Reino Unido e exportados para os EUA estão entre os artigos que passaram a ser alvo de uma tarifa extra de 25%, a partir do dia 18 de outubro. Em causa está a disputa entre a União Europeia e os EUA relativa aos subsídios fornecidos às respetivas construtoras aeronáuticas, Airbus (francesa) e Boeing (norte-americana), com a Organização Mundial do Comércio (OMC) a adotar decisões que ora são favoráveis a uma, ora à outra. Desta vez, a OMC deu luz verde aos americanos para impor tarifas entre 10% e 25% em 7,5 mil milhões de dólares (6,75 mil milhões de euros) de bens importados da União Europeia. A grande maioria aplica-se às importações de França, Alemanha, Espanha e Reino Unidos, os países responsáveis pelos subsídios ilegais. A lista de produtos afetados inclui blusas, pulôveres, camisolas e artigos semelhantes em malha, crochê de lã ou algodão, anoraques de senhora e menina, roupa de banho e fatos de homem e menino em lã ou fibras não-naturais. A gama de artigos em causa varia de país para país, mas o Reino Unido é o único sujeito a tarifas adicionais nos artigos têxteis. O Departamento de Comércio Internacional do Reino Unido declarou que o governo britânico está a «trabalhar em colaboração estreita com os EUA, a UE e parceiros europeus para apoiar um acordo de negócio para as disputas da Airbus e Boeing. Também procuramos a confirmação da OMC de que o Reino Unido cumpriu totalmente as suas decisões no que diz respeito ao apoio à Airbus, e não deveria ser sujeito a tarifas». Adam Mansell, CEO da Associação de Moda e Têxtil do Reino Unido (UKFT, na sigla original), pediu a ambas as partes que resolvessem rapidamente o conflito. «Numa altura em que a indústria enfrenta uma grande incerteza sobre o impacto do Brexit, é devastador que um dos nossos mercados-chave extracomunitários tenha imposto tarifas tão significativas em produtos que nada têm a ver com a disputa aeronáutica. Alguns dos nossos produtores líderes serão afetados por estas tarifas punitivas que prejudicarão certamente o emprego e o investimento», admite o CEO. Simon Cotton, diretor da Johnstons of Elgin, a maior produtora de malha de caxemira no Reino Unido explica ainda que as tarifas irão causar um grande impacto na indústria britânica de malhas, já que os EUA constituem o seu «terceiro maior mercado de exportações, a seguir à Europa e ao Japão».

3. Birla Cellulose reduz pegada de carbono

A Birla Cellulose, propriedade do grupo indiano Aditya Birla, afirma ser a primeira produtora de viscose neutra em carbono nos escopos 1 e 2 das emissões de gases com efeito de estufa (GEE). Esta classificação refere-se às emissões diretas e indiretas respetivamente, resultantes da atividade e das relações comerciais de uma organização. O anúncio surge após avaliação às emissões de carbono ao longo de todas as suas operações globais, em que se conclui que os efeitos da atividade foram compensados na totalidade pelo esforço de recuperação da cobertura das florestadas geridas pela Birla Cellulose. A produtora explica que «esta conquista é o resultado de anos de trabalho dedicados à criação de processos de eficiência energética, usando a energia renovável e garantindo o crescimento líquido positivo da cobertura florestal». Segundo Dilip Gaur, diretor de negócios no grupo Aditya Birla, o recurso a processos cíclicos fechados com eficiência energética nas suas instalações ajuda a recuperar os recursos naturais e a reduzir o impacto ambiental ao nível dos GEE. Deste modo, as necessidades de energia para as unidades de produção provêm entre 83% e 93% de fontes renováveis. A avaliação das emissões de GEE foi aplicada a todos os 12 locais de atividade da Birla Cellulose, incluindo cinco plantações de celulose (no Canadá, Suécia e Índia) e sete plantações de fibra (Índia, Indonésia, Tailândia e China). Para o futuro, a empresa planeia continuar a reduzir as emissões de GEE através de tecnologias eficientes em energia, fomentando o recurso às renováveis e a retenção de carbono – já no mês passado havia prometido reduzir o consumo de água em 50% até 2025.

4. Pontuação de crédito preocupa millennials

Um novo estudo comprometeu-se a tentar descobrir o que realmente importa para os millennials. As conclusões trazem boas notícias para os retalhistas porque as preferências desta geração podem aumentar a pontuação de crédito. A análise da Experian, especialista em classificações de crédito, revelou que 59% dos millennials americanos inquiridos consideram que a pontuação mais provável de aumentar é a de crédito e 53% dá mais importância a tentar aumentar os valores de crédito do que ter um maior número de seguidores nas redes sociais. Apesar de quererem ter uma boa classificação de crédito para conseguirem estar aptos para situações como hipotecas, as redes sociais também constam na lista de prioridades. Cerca de 84% desejam aumentar o número de seguidores no Instagram e 41% querem que o mesmo aconteça no Twitter. O vídeo é também um formato importante, visto que 40% pretendem aumentar o número de subscritores no Youtube. Embora o Facebook não esteja muito em voga, 38% ambicionam crescer nesta plataforma. Aproximadamente 26% planeiam aumentar a comunidade no Snapchat e 21% tencionam acumular mortes no vídeo jogos. Após estes resultados, a maior surpresa é a percentagem reduzida face a estes dados, sendo que apenas 19% consideram que as redes sociais são uma obsessão. As pontuações de crédito estão a criar ansiedade para os jovens adultos. 20% dos inquiridos disseram que as classificações afetam negativamente a reputação e 51% referiram que os pontos negativos influenciam a sua vida. Destes 20%, quase metade sente ansiedade por saber que alguém que conhece tem uma classificação mais alta.

5. Barbour faz negócios há 125 anos

A marca britânica fundada pela família epónima celebra, este ano, o seu 125.º aniversário. «É um orgulho enorme ver como a marca cresceu, desde o seu pequeno começo, a vender oleados para os navegadores de South Shields, até à empresa global de lifestyle que somos hoje. Alcançar isso no nosso 125.º aniversário é uma prova de confiança por parte de todos os nossos fiéis clientes, que nos apoiaram ao longo dos anos e dos nossos funcionários, antigos e presentes, que contribuíram para o nosso sucesso. A minha filha Helen e eu estamos ansiosas para comemorar e fazer deste um ano muito especial», confessa Margaret Barbour, presidente da empresa e membro da quinta geração do negócio familiar. A Barbour é, hoje, uma marca de lifestyle premium, com um largo espectro de vestuário, calçado e acessórios para homem e senhora, assim como uma linha para cães. Vendida em mais de 40 países em todo o mundo, a marca estabeleceu já colaborações com designers como Tokihito Yoshida, Anya Hindmarch, Alice Temperley, Paul Smith e Margaret Howell. Para marcar o 125.º aniversário, a Barbour oferece uma coleção exclusiva de ícones redesenhados, comemorando os principais casacos da história da marca, em designs masculinos e femininos. O novo filme dos seus 125 anos, que estreou a 19 de julho, foi dirigido por Antony Crook e produzido pelo grupo Ridley Scott Creative. Além disso, para celebrar a efeméride, Ridley Scott, também oriundo de South Shields, colaborou com a marca num casaco de diretor para homem e senhora, caracterizado por numerosos bolsos, um dos quais para colocar guiões de filmes. Em Portugal, a coleção está disponível nas lojas do Príncipe Real, Colombo e Loios (Porto) e nos corners do El Corte Inglês de Lisboa e do Porto.

6. Produção de proximidade emite menos GEE

Um estudo da Universidade de Inovação Energética de Nottingham, no Reino Unido, concluiu que a produção de vestuário em territórios mais próximos permite reduzir 47% das emissões de gases com efeito de estufa (GEE). A pedido da empresa David Nieper, a universidade desenvolveu uma análise da respetiva energia utilizada e emissões de GEE resultantes da sua atividade que, para além do mercado interno, vende também através de catálogos e online. O estudo sustenta que a prática de offshoring na produção acaba simplesmente por externalizar a poluição, já que dois terços das emissões da indústria do vestuário britânico ocorrem no estrangeiro. Deste modo, o Reino Unido apresenta uma emissão de carbono por unidade de eletricidade significativamente inferior à dos centros de produção externa, como a China, Bangladesh e Turquia, tornando-o uma base de produção mais sustentável. Por exemplo, um produtor chinês normalmente libertaria cerca de 90% mais emissões de GEE ao usar a mesma energia do que o Reino Unido, a Turquia mais 70% e o Bangladesh mais 24%. Por outro lado, o transporte a longas distâncias constitui também uma prática com um índice significativo de emissões de GEE, nomeadamente o transporte aéreo, o maior poluidor na cadela de distribuição. Christopher Nieper, diretor da David Nieper, acredita que «a tendência de fabricar no exterior não se limitou apenas a destruir os empregos da moda britânica, mas provoca também um efeito desastroso no planeta». Por conequência, o diretor incentiva a produção mais próxima, «removendo pelo menos algumas destas viagens, para ajudar a tornar o processo de produção mais amigo do ambiente». O estudo revela ainda que a energia envolvida na confeção de vestuário é inferior comparativamente à que está implicada na cadeia de aprovisionamento, que representa mais de 70% das emissões de carbono desta indústria, concentradas principalmente nas fases de tecelagem, tingimento e estamparia. Christopher Nieper enfatiza a importância de os retalhistas britânicos tomarem atenção a toda a sua cadeia de aprovisionamento e assumir mais responsabilidade, defendendo que «não é aceitável mudar o problema para o exterior, onde está fora de vista e fora da consciência».