Breves

  1. Linde tem nova diretora de marketing
  2. Cientistas descobrem plástico reciclável para sempre
  3. Jovens preferem comprar luxo online
  4. Econyl com potencial ilimitado
  5. Geração Z alimenta contrafação
  6. Como definir preços para os jeans

1. Linde tem nova diretora de marketing

Alexandra Gomes é a nova responsável pelo marketing e comunicação da Linde Material Handling Ibérica em Portugal. Segundo a empresa dedicada à distribuição de empilhadores e à prestação de serviços associados, a gestão de perfis profissionais é um dos pilares do plano de desenvolvimento em Portugal e, nesse sentido, foi considerado «fundamental a integração de um colaborador que pudesse dar resposta localmente».

2. Cientistas descobrem plástico reciclável para sempre

Um grupo de cientistas da Califórnia garante ter descoberto um plástico «revolucionário», que pode ser reciclado repetidamente sem perder qualidade. Designado como poly(diketoenamine), ou PDK, o novo material tem um comportamento idêntico aos Legos, no sentido em que os seus componentes se desmontam, a um nível molecular, e depois podem ser remontados em novas formas, texturas e cores – vezes sem conta. Mas o plástico não é já reciclado? Na verdade, sim e não. Devido a corantes ou retardantes de chama, são poucos os plásticos que podem ser reciclados sem que se afete a estética ou a performance. Mesmo o plástico PET, o mais reciclável de todos, apenas pode ser reciclado entre 20% a 30% das vezes. «A maioria dos plásticos não foi feita para ser reciclada», explica Peter Christensen, investigador do Molecular Foundry, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, e autor principal do estudo publicado na Nature Chemistry. «Porém, nós descobrimos uma nova forma de agrupar os componentes do plástico na qual a reciclagem é analisada do ponto de vista molecular», garante. Por sua vez, Brett Helms, cientista do Molecular Foundry, defende que «a circularidade do plástico e o seu reaproveitamento são grandes desafios. Já vimos qual o impacto do plástico no nosso ecossistema e esta tendência deverá será acentuada pelas quantidades crescentes de plástico que estão a ser produzidas e a pressão que este coloca na nossa infraestruturas de reciclagem». O PDK pode alterar isso, defende. «Com o PDK, as ligações imutáveis dos plásticos convencionais são substituídas por ligações reversíveis que permitem que o plástico seja reciclado mais eficazmente», acrescenta Brett Helms. O próximo passo é desenvolver plástico PDK com propriedades térmicas e mecânicas para várias aplicações, incluindo têxteis, impressão 3D e esponjas.

3. Jovens preferem comprar luxo online

Segundo um novo estudo do grupo NPD e da Stylitics nos EUA, a geração Y e a geração Z apreciam artigos de luxo, contudo, privilegiam o online, ao contrário das gerações mais velhas. O relatório revela que o consumidor comum destas gerações detém nove artigos de luxo, entre acessórios, vestuário e calçado. Porém, em vez de se focarem, como os mais velhos, em lojas físicas, estes consumidores preferem «a conveniência e a possibilidade de pesquisa do mundo digital», escrevem os autores. Contudo, os jovens apreciam igualmente a experiência de luxo nas lojas físicas e o foco parece estar realmente na palavra “experiência”. «O valor dos produtos de luxo não está perdido entre os millennials e a geração Z, pelo contrário», garante Marshal Cohen, diretor de consultoria para a indústria no grupo NPD. «O consumidor mais jovem exige qualidade nos artigos de luxo, mas também espera que haja variedade de produtos, que lhe permita comprar algo único», acrescenta. Então, o que procuram realmente os mais jovens quando iniciam o processo de compra de artigos de luxo? O grupo NPD refere que buscam «marcas altamente cobiçadas e de prestígio», o que não significa que apenas queiram ter artigos das marcas mais desejadas do mundo, já que também apreciam a qualidade dos produtos e o seu carácter distintivo e intemporal. De acordo com o estudo, metade dos jovens prefere comprar artigos maioritariamente ou exclusivamente online. Além disso, gostam das possibilidades disponíveis em grandes armazéns e mais de um terço prefere visitar uma loja física quando compra artigos de luxo.

4. Econyl com potencial ilimitado

«Quando olho para um aterro, vejo uma mina de ouro», afirma Giulio Bonazzi, fundador e CEO da produtora de poliamida Aquafil. Numa altura em que os resíduos de plástico atingem um nível máximo em oceanos e o lixo se amontoa por todo o mundo, a Aquafil está a reciclar o material e transformá-lo em poliamida para vestuário e acessórios. Com uma maior consciência dos consumidores e uma regulamentação ambiental mais rigorosa, o CEO vê um potencial de vendas ilimitado para a fibra Econyl. «A procura dos consumidores por novos produtos é quase infinita, mas os recursos do planeta não», esclarece Giulio Bonazzi. «E não há problema nisso, porque podemos ter produtos de alta qualidade e um ambiente mais saudável», acrescenta. A fibra Econyl está a ser usada por gigantes como a Adidas, a Levi Strauss e a Speedo International, segundo a empresa. Os consumidores estão mais disponíveis para pagar valores mais elevados por artigos feitos com matérias-primas sustentáveis e Giulio Bonazzi refere que a Econyl, que representa cerca de 40% das fibras vendidas da Aquafil, é claramente um produto «de alta qualidade e, consequentemente, com margens mais altas».

5. Geração Z alimenta contrafação

O maior problema na luta contra artigos contrafeitos é que muitos consumidores continuam a valorizá-los. Desde que haja um mercado para esses produtos, estes continuarão a ser produzidos. Todavia, os consumidores mais jovens, da geração Z, que serão o maior grupo de consumidores a nível mundial em 2020, estão conscientes dos problemas deste tipo de produtos. A International Trademark Association (INTA) lançou um estudo que analisa o comportamento da geração Z no que toca à sua relação com marcas e as suas atitudes em relação a artigos falsificados. Entre as principais descobertas do estudo está o facto de que os principais fatores que influenciam as opiniões dos mais jovens acerca de produtos falsificados serem os valores morais e os seus rendimentos. Enquanto 48% dos inquiridos «não ache que seja correto ou acredite que seja totalmente errado» comprar produtos falsos, «os rendimentos superaram os valores éticos em 10%, de um modo geral», revela o estudo. Os consumidores mais jovens admitem que comprar artigos contrafeitos é errado. «Para mim, comprar produtos falsificados é eticamente errado, mas o preço de muitos artigos originais é demasiado elevado», admite um dos participantes no inquérito, de 21 anos, da Argentina. Estima-se que o valor dos artigos contrafeitos atinja os 2,81 biliões de dólares (aproximadamente 2,51 biliões de euros) em 2020, o que revela o problema que o sector do luxo enfrenta, já que cria uma forte procura por produtos que a maioria dos consumidores simplesmente não pode comprar. O desejo por estes produtos faz com que os consumidores acabem por os adquirir de outra forma. Apesar de 93% dos inquiridos garantirem ter um forte respeito pelo valor das criações originais e 74% acharem que é importante comprar produtos verdadeiros, 79% admitiram ter comprado artigos falsificados no último ano e 57% confessaram que só têm capacidade financeira para comprar as versões falsas. A INTA questionou 4.500 consumidores da Argentina, China, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Nigéria, Rússia e EUA. «É importante que olhemos para isto como uma oportunidade para educar. Precisamos de levar para casa a mensagem que os artigos falsificados não são apenas perigosos, como também são inaceitáveis do ponto de vista social», afirma o presidente da INTA, David Lossignol.

6. Como definir preços para os jeans

Um novo relatório da Edited analisa como os retalhistas podem obter a sua fatia do mercado mundial de jeans, que deverá atingir os 56,7 mil milhões de dólares (50,1 mil milhões de euros) em 2023, através da análise retalho feita por inteligência artificial e das ferramentas de definição de preços e descontos com base em dados que a Edited fornece. Numa altura em que os consumidores têm mais opções do que nunca para comprar jeans, a empresa refere que «compreender a evolução dos preços é essencial para se manter em linha com o mercado e garantir que as vendas não estão a ser afetadas devido aos preços da concorrência». Das mom jeans às calças à boca de sino, a abundância de novos modelos para mulheres permite aos retalhistas diversificar as estratégias de definição de preços. Contudo, identificar as tendências dos preços para artigos de moda demora algum tempo. «Descobrir a consistência dos preços dos diferentes estilos de jeans irá ajudar a definir a margem para artigos essenciais, bem como compreender quando uma tendência está a começar a surgir ou a desaparecer», escrevem os autores. A sazonalidade tem um papel importante na definição de preços no mundo denim. «O denim com tons mais neutros ou claros tem um nível de preço mais alto em meses mais quentes e começa a diminuir quando as temperaturas diminuem. Agora que está a ficar mais quente, os preços começam a subir», exemplificam os autores.