Breves

  1. Giovanni Galli aposta nos acessórios
  2. Chineses deitam a mão à casa francesa Carven
  3. Gap revoluciona o vestuário masculino com Hill City
  4. Z é a geração de consumo mais verde
  5. Levi’s une-se a Timberlake para reinventar ícones
  6. Modatex inaugura passerelle do 43º Portugal Fashion

1. Giovanni Galli aposta nos acessórios

O homem moderno foi a inspiração da coleção para este outono-inverno da marca portuguesa Giovanni Galli, que conta como principal novidade uma vasta linha de acessórios. Tons azuis, cinzas e verdes são o grande destaque na linha de vestuário e acessórios para esta estação fria. O novo catálogo, fotografado por Mário Príncipe, para além de mostrar coordenados completos, procurou «dar ênfase aos pormenores que os distinguem», destaca a marca. Os acessórios vão desde os clássicos lenços em seda, algodão, linho e lã aos sapatos com tecnologia Goodyear Welted, made in Portugal, os laços em lã, as echarpes e cachecóis reversíveis, as gravatas em malha, as boinas com forro em contraste e os cintos em pele genuína, com fivela reversível. A Giovanni Galli apresenta, além disso, fatos de lã, camisas em malha piquet e casacos repelentes à água. A marca continua «a apostar nas peças clássicas, mas a linha casual e desportiva tem vindo a ganhar cada vez mais relevância nas últimas coleções», assegura a Giovanni Galli.

2. Chineses deitam a mão à casa francesa Carven

O Icicle Fashion Group, sediado em Xangai, acaba de ganhar a corrida à compra da casa francesa Carven, noticia a Reuters. O grupo chinês, desconhecido além-fronteiras, detém uma marca própria e registou um volume de negócios no retalho – que inclui vendas através de terceiros como grandes armazéns – de 204 milhões de euros em 2017. Esta aquisição constitui a mais recente incursão de um grupo chinês no universo do luxo, dominado por gigantes europeus como LVMH, Kering ou Richemont. Os consumidores chineses são os maiores compradores mundiais de artigos de luxo e a guerra comercial com os EUA não prejudicou, até à data, a procura. Já este ano, a chinesa Fosun adquiriu a casa de moda francesa Lanvin e a sua conterrânea Shandong Ruyi deitou a mão à marca suíça Bally, mas também os grupos norte-americanos andam às compras, sendo a mais recente a da casa italiana Versace pelo grupo Michael Kors. A Carven foi fundada em 1945 por Carmen de Tommaso, conhecida como Marie-Louise Carven, e os seus vestidos cor de rosa foram um sucesso na década de 1950; nos anos 1970 criou uniformes para as hospedeiras da Air France e logo na década seguinte sobrevieram os tempos difíceis. A marca voltou às luzes da ribalta em 2010 sob a direção criativa de Guillaume Henry, chegando a vestir influenciadoras como Alexa Chung, mas após a saído do designer, em 2014, as vendas anuais caíram até atingirem os 20 milhões de euros em 2017, metade do valor anterior, segundo fonte próxima ao negócio. Em maio último, a casa de moda detida pelo distribuidor asiático Bluebell apresentou o pedido de falência. A corrida ao seu controlo atraiu vários candidatos, mas o Icicle Fashion Group mostrou-se mais apto para investir na recuperação da Carven, de acordo com uma fonte judicial. Embora dar nova vida a “velhas” casas não se revele tarefa fácil, o mercado tem vindo a assistir a tentativas por parte do grupo LVMH, com o relançamento da marca Jean Patou – cujo leme criativo está precisamente nas mãos de Guillaume Henry –, e do grupo sul-coreano Shinsegae International, a tentar ressuscitar a bela-adormecida Poiret, fundada por Paul Poiret no início do século XX, após um sono de mais de 90 anos, agora sob a batuta da designer chinesa Yiqing Yin.

3. Gap revoluciona o vestuário masculino com Hill City

A Gap Inc está a apostar no segmento do atheisure masculino, com o lançamento de uma linha batizada Hill City. A coleção «redefine o desempenho dos homens com vestuário versátil e de alta performance para o desporto, o trabalho e muito mais», revela a empresa norte-americana. Na sua essência, a linha procura ser inteligente o suficiente para vestir o homem no escritório (pelo menos na “casual Friday”), durante o fim de semana e ainda no ginásio. Os artigos, por sua vez, também «fundem a estética clean com a inovação técnica oculta, que é sentida em vez de vista, permitindo aos homens comprar menos peças mas mais versáteis». A gama de 60 peças será lançada durante o corrente mês e estará disponível apenas online, em hillcity.com e no website da Gap. No entanto, estará “em exibição” em 50 lojas da cadeia Athleta do grupo norte-americano, que vende vestuário técnico e desportivo para senhora. De momento, não há planos para pontos de venda físicos da Hill City, segundo a Gap Inc. «O activewear representa uma área-chave de crescimento para a Gap Inc e a Hill City é a nossa resposta ao feedback constante dos clientes que procuram um artigo masculino premium combinando técnicas de fabrico avançadas, performance e estilo. A Hill City traz uma nova perspetiva para o vestuário de homem, complementar ao nosso portfólio icônico de marcas, e beneficia das mais-valias da nossa plataforma operacional escalável – da cadeia de aprovisionamento ao comércio eletrónico e dados e relações com os clientes», afirma o CEO do grupo, Art Peck. «A vida dos homens está a evoluir. Não nos queremos mais vestir como atleta, homem ao ar livre ou empresário – somos todos eles e também somos pais, amigos e membros ativos das nossas comunidades. Não queremos um visual diferente para cada momento da nossa vida. Por isso, a nossa equipa repensou o vestuário masculino com uma marca que pode preencher o guarda-roupa do homem com peças versáteis e de alta performance, que podem levá-lo de uma caminhada a um jantar fora, sem sacrificar o sentido de estilo», acrescenta Noah Palmer, diretor-geral da Hill City.

4. Z é a geração de consumo mais verde

Com a geração Z a tornar-se a maior geração, o que estes consumidores pensam realmente conta e quando se trata de sustentabilidade, eles têm opiniões muito fortes.
O GreenMatch, um serviço online que liga consumidores a produtos energéticos gratuitos, revelou dados infográficos para mostrar como os Z’s estão focados nas questões ecológicas. «A geração Z continua a tendência estabelecida pelos milénios (Y) em escolher despender mais dinheiro em bens de empresas sustentáveis ​​ou éticas», revela o GreenMatch, acrescentando que até 72% da geração Z afirmam que gastariam mais dinheiro num produto se fosse fabricado de forma sustentável. Isto deixa apenas 28% sem vontade de gastar mais, independentemente dos benefícios que os produtos em causa possam ter para o planeta. Mais importante, o número dos que pensam de forma sustentável está a crescer exponencialmente. Em 2014, apenas 55% dos inquiridos admitiam pagar mais por um produto ecologicamente correto. «Não deixa de ser interessante que a sustentabilidade pareça superar a marca para esta geração muito mais do que para a Y», sublinha o GreenMatch. Cerca de 25% dos membros da geração Z referem que sempre ou muitas vezes compram produtos alinhados com os seus valores ou que desejam apoiar e 67% garantem fazer isso pelo menos parte do tempo. As gerações Z e Y são geralmente muito próximas nos pontos de vista “verdes”. Entre os milénios, nove em cada 10 afirmam estar dispostos a mudar para marcas associadas a uma causa. E enquanto apenas 29% da geração Z buscam ativamente marcas que reflitam os seus valores, as estatísticas referidas no início sugerem que, perante com uma opção sustentável, muitos deles fazem essa escolha. Além do mais, 40% dos inquiridos da geração Z disseram ter parado de comprar ou boicotado uma marca que representava algo com o qual não concordavam ou que se comportara de uma forma que não aprovavam e 49% estavam a considerar fazer isso no futuro.

5. Levi’s une-se a Timberlake para reinventar ícones

Num sector da moda e retalho em rápida mudança, até as marcas mais antigas precisam de se assegurar que continuam a ser relevantes e vincular-se a uma celebridade/influenciador é uma maneira de fazer isso e atrair de imediato um grande número de jovens consumidores. Seguindo esta nova filosofia à risca, a Levi’s anunciou que se tinha associado a Justin Timberlake para a coleção Levi’s x Justin Timberlake Fresh Leaves, «uma visão moderna de peças icônicas da Levi’s inspiradas pelo amor que ele tem pela música». O nome da coleção, que será vendida em lojas selecionadas da Levi’s por todo o mundo e na sua loja online, surge da ideia de Timberlake de «deixar a sua própria marca e oferecer um novo look a peças intemporais». A empresa norte-americana revelou que trabalhou com sua equipa de design «para recriar algumas das peças mais emblemáticas da marca de formas inesperadas, resultando em clássicos com um twist». A linha inclui entre as peças-chave o modelo 501 Slim Taper «inspirado em como Justin usa os seus jeans 501». Timberlake tem já experiência passada em transformar peças da Levi’s, tendo-se associado pela primeira vez à marca quando esta lhe pediu para customizar a Trucker Jacket para o 50º aniversário da peça. A parceria evoluiu com a Levi’s a celebrar o lançamento da tournée do músico com peças, criadas para o efeito, na sua pop-up de Nova York e depois a fornecer peças personalizadas para a própria tournée.

6. Modatex inaugura passerelle do 43º Portugal Fashion

Será na plataforma Bloom que o Modatex dará o pontapé de saída da edição nº 43 do Portugal Fashion, que decorre entre 18 e 20 de outubro. O desfile está marcado para o primeiro dia do evento, pelas 11 horas, na Alfândega do Porto. Denominado “Remastered”, o desfile contará com 15 coordenados da autoria de cerca de 36 ex-alunos da Modatex que concluíram a formação entre 2011 e 2017. São sete anos do Curso de Design de Moda do Modatex que misturam a inspiração, sensibilidade e criatividade dos novos designers. “Remastered” está inserida na plataforma Bloom, que ajudou a lançar a carreira de muitos desses jovens. João Melo Costa, atual coordenador do Curso de Design de Moda do Modatex Porto, também apresentou as suas coleções na plataforma Bloom enquanto formando do Modatex, tendo posteriormente mostrado o seu trabalho na Semana da Moda de Londres. «Esta é uma plataforma fundamental para dar a conhecer o trabalho das escolas de moda e dos jovens criadores. Fazer parte do Bloom foi fundamental para o arranque da minha carreira e espero que o mesmo aconteça a todos estes jovens talentos, que partem já com a vantagem de terem sido formados numa escola de excelência», afirmou João Melo Costa.