Breves

  1. Americanos otimistas para 2016
  2. Brasil privilegia produtos locais
  3. Nova Iorque encerra desfiles
  4. China domina online
  5. Vendas deslizam no Japão
  6. Louboutin só para homem em Hong Kong

1. Americanos otimistas para 2016

Os consumidores americanos mostraram-se mais confiantes em dezembro do que o esperado, num otimismo que se estende ao estado atual da economia e do mercado de trabalho. Depois de uma leitura menos positiva em novembro (92,6), o índice de confiança da Conference Board subiu para 96,5 – um valor acima do estimado, segundo o grupo privado de pesquisa de mercado, uma vez que os analistas antecipavam uma leitura de 93,5. O estudo da Conference Board coincide com a leitura final da Universidade do Michigan para dezembro de 92,6, o valor mais alto desde julho. Ao mesmo tempo, a medida da Conference Board para as expectativas do consumidor nos próximos seis meses subiu de 80,4 em novembro para 83,9 em dezembro. A conjugação de um forte mercado de trabalho e combustível mais barato melhorou as finanças dos agregados familiares, dando-lhes a possibilidade de fazer compras, desde automóveis a vestuário e presentes de Natal, aponta o relatório. O crescimento mais acelerado dos salários pode levar a ganhos maiores na confiança e provavelmente dar mais um impulso ao consumo, que constitui a maior parte da economia americana, sublinhou o estudo.

2. Brasil privilegia produtos locais

O governo brasileiro alargou as regras de preferência por produtos locais nas compras governamentais até ao final deste ano, segundo o jornal oficial. A preferência por maquinaria, vestuário, software, medicamentos e outros produtos de origem brasileira sobre produtos importados terminou no final de 2015. O decreto não especifica se há alguma exceção a esta extensão. As regras de favorecimento da produção local foram implementadas, na sua maioria, durante o primeiro mandato da Presidente Dilma Rousseff, entre 2011 e 2014, para fortalecer a indústria local, mas não conseguiram evitar uma crise severa entre os produtores. Os críticos culpam o protecionismo de alimentar a inflação e prejudicar a produtividade do Brasil.

3. Nova Iorque encerra desfiles

Nova Iorque será a última das grandes capitais de moda a mostrar as propostas de moda de homem em passerelle, na segunda edição do evento, que decorre de 1 a 4 de fevereiro. Tommy Hilfiger, Calvin Klein Collection e Michael Kors são alguns dos desfiles mais aguardados, num calendário preenchido que conta ainda com a apresentação das propostas para o outono-inverno 2016/2017 de John Varvatos, Coach, Perry Ellis, Tim Coppens e Todd Snyder, que encerrará a New York Fashion Week: Men’s.

4. China domina online

O volume de vendas a retalho online na China deverá atingir 4 biliões de yuans (561,7 mil milhões de euros) este ano, ultrapassando o resto do mundo como o maior mercado de comércio eletrónico, segundo os dados governamentais. O país deverá ter atingido os objetivos económicos traçados no 12.º Plano Quinquenal no final de 2015, acredita o governo, incluindo a mudança no motor da economia, que terá passado da produção para o consumo. O Ministro do Comércio, Gao Hucheng, afirmou que as vendas a retalho de bens de consumo irá atingir 30 biliões de yuans este ano, contribuindo para cerca de 60% do crescimento do PIB do país. Uma das principais medidas governamentais no ano passado foi a chamada “Iniciativa Estradas e Circunvalações”, que reforçou as infraestruturas com os países vizinhos da Ásia Central, como a Rússia, Índia e Myanmar, simplificou os procedimentos alfandegários e construiu pontes de logística internacional. O Ministro indicou que a iniciativa vai continuar a impulsionar o investimento nos próximos cinco anos, numa altura em que a China procura desenvolver a cadeia de valor transfronteiriça para responder ao potencial de consumo interno.

5. Vendas deslizam no Japão

As vendas a retalho no Japão registaram uma quebra de 1% em novembro em termos anuais, para 11,5 biliões de ienes (88,6 mil milhões de euros), com as temperaturas amenas a pressionarem as vendas de vestuário de inverno. Os números avançados pelo governo dão conta da primeira queda em dois meses. O Ministério da Economia, Comércio e Indústria reviu em baixa as previsões para as vendas a retalho, antecipando uma estagnação – no mês anterior, as expectativas eram de recuperação. As vendas caíram no vestuário de inverno, eletrónica de uso pessoal e grandes eletrodomésticos, enquanto as lojas de conveniência e drogarias registaram um forte crescimento impulsionado pelas vendas de produtos alimentares e cosméticos. As vendas combinadas de retalhistas e grossistas desceram 1,7%, para 37,6 biliões de ienes.

6. Louboutin só para homem em Hong Kong

Christian Louboutin abriu uma nova loja em Hong Kong dedicada apenas aos homens, entrando assim no mercado em crescimento da moda masculina na China, numa altura em que os homens chineses estão a investir mais na sua aparência. Alexis Mourot, diretor-executivo da marca, afirmou ao South China Morning Post que as vendas de produtos de homem representam 10% do negócio da Louboutin em Hong Kong e na China, abaixo da média mundial de 24%. «É uma categoria nova para nós com muito potencial», referiu Mourot. «A principal questão é a sua distribuição correta em todo o mundo e temos tido muito cuidado a selecionar os pontos de venda certos», acrescentou. A nova loja, localizada na principal área de compras de Hong Kong oferece calçado para homem, do mais formal ao mais casual. As vendas de moda de homem na China aumentaram 7% em termos de retalho em 2014, segundo o Euromonitor, tendo atingido 521 mil milhões de yuans (73,2 mil milhões de euros), numa altura em que os homens chineses estão mais atentos à sua aparência pessoal e às tendências de moda. O aumento dos rendimentos disponíveis e a influência cultural do ocidente também significa que os homens estão mais inclinados a subir de gama, preferindo produtos de moda de marca para exprimirem o seu gosto pessoal e o seu estatuto.