Breves

  1. Oiôba e IB-Inês Bernardo nos centros comerciais da Sonae
  2. Pais millennials compram de outra forma
  3. Deslocalização da indústria ameaça corte de emissões
  4. Invista prepara investimento de €213 milhões nos EUA
  5. OMC determina relação entre comércio e desastres naturais
  6. Loja de roupa sem género deixa marca em Nova Iorque

1. Oiôba e IB-Inês Bernardo nos centros comerciais da Sonae

A Sonae Sierra elegeu os conceitos vencedores da segunda edição do concurso Rising Store, uma iniciativa que pretende desafiar empreendedores a desenvolverem projetos inovadores de negócio na área do retalho. Nesta edição, que tinha como tema novos conceitos de retalho que promovem, junto dos visitantes, mudanças comportamentais positivas e que incentivam a adoção de um estilo de vida mais sustentável, foram escolhidos como projetos vencedores a Du Monde Chocolat (chocolates), a The Bam&Boo Toothbrush (escovas de dentes de bambu), a (think) out Portugal (lembranças portuguesas), a Ecowheels (bicicletas elétricas) e as marcas de moda Oiôba e IB – Inês Bernardo. A Oiôba é uma marca de swimwear e activewear fundada na cidade do Porto, em 2015, por dois arquitetos, que se apresenta como irreverente e com linguagem estática forte, para a qual contribui uma forte relação com a comunidade artística. Já a IB – Inês Bernardo é uma marca de moda para bebés e crianças pensada com o objetivo não só de criar roupas, mas também de proporcionar momentos especiais aos pais e aos mais pequeninos, através de modelos e padrões originais e apelativos, que ajudam a criar histórias únicas. «É com enorme satisfação que damos a conhecer os conceitos que venceram a segunda edição do Rising Store que irão marcar presença e acrescentar valor aos centros comerciais que gerimos em Portugal. Queremos ter um papel ativo na colaboração com lojistas atuais e potenciais para tornar os seus negócios mais resilientes, permitindo que empreendedores individuais, pequenas empresas, startups ou projetos de retalho de âmbito local se desenvolvam em circunstâncias exclusivas. Neste sentido, é para nós um orgulho ajudar a concretizar estes projetos que irão certamente aportar valor ao negócio e à sociedade», afirma, em comunicado, Cristina Santos, diretora da Sonae Sierra de gestão de centros comerciais em Portugal e Espanha.

2. Pais millennials compram de outra forma

Os pais millennials já não compram como antigamente e usam os telemóveis a toda a hora, para procurar produtos e comparar preços. Se acordo com um relatório trimestral da americana National Retail Federation (NRF), 78% dos millennials que têm filhos recorrem aos seus smartphones para levar a cabo alguma pesquisa antes de tomarem uma decisão enquanto 75% conferem os preços e a existência dos produtos. Em gerações mais velhas são apenas 58% os pais que levam a cabo estas ações. «A geração dos millennials por vezes confunde, inspira e desafia investigadores e analistas quanto aos seus hábitos em termos de gastos», revela Katherine Cullen, diretora da NRF. «À medida que muitos passam para uma fase em que são pais, estamos a começar a ver como a suas expectativas e preferências de compras se comparam com as das gerações anteriores», explica. Segundo o mesmo relatório, 40% dos pais desta geração têm um curso universitário e 69% ganham acima da média americana. Os millennials têm também uma visão positiva sobre o seu futuro, com a confiança ao consumidor a aumentar mais de 20 pontos percentuais desde 2008.

3. Deslocalização da indústria ameaça corte de emissões

Um elevado número de indústrias está a transferir operações da China e Índia para países asiáticos menos desenvolvidos, o que coloca em risco o cumprimento das metas de emissões que foram estabelecidas no acordo de Paris. Segundo um estudo divulgado pela universidade britânica de East Anglia, estes sectores, que consomem muita energia e incluem o processamento de matérias primas e outras atividades produtivas, escolheram países como a Indonésia, Tailândia e Vietname para se instalarem. «O sistema e a produção na China estão a começar a transformar-se para atingir um maior valor acrescentado», recohece Dabo Guan, professor de economia relacionada com alterações climáticas. O aumento dos custos com o trabalho também está a influenciar estas tendências, com a transferência de localização a complicar a redução de emissões, que também está dependente da performance dos países menos desenvolvidos.

4. Invista prepara investimento de €213 milhões nos EUA

A produtora de fibras americana Invista anunciou que estava a entrar na fase final de design de um projeto de 250 milhões de dólares (213 milhões de euros) na sua unidade de Victoria, no Texas, onde haverá o upgrade da tecnologia de produção e o aumento do fabrico de adiponitrila, um ingrediente-chave da poliamida 6.6 e de plásticos. A nova tecnologia, desenvolvida e usada nas instalações da Invista em Orange, no Texas, proporciona uma rentabilidade melhorada dos produtos, consumo reduzido de energia, emissões de gases de efeitos de estufa menores, uma estabilidade do processo mais efetiva e intensidade de capital reduzida, comparada com tecnologias existentes. Estas melhorias na performance permitiram à fábrica conseguir volumes de produção recordes desde que começou em 2014. O investimento para o projeto de Victoria deverá avançar no primeiro trimestre de 2019.

5. OMC determina relação entre comércio e desastres naturais

A Organização Mundial do Comércio (OMC) lançou um novo projeto que procura determinar o impacto que os desastres naturais tiveram no comércio no passado e como os países podem responder e reagir no futuro. Esta iniciativa recebeu um financiamento superior a 100 mil dólares (85 mil euros) da Austrália, tendo a OMC pedido aos estados-membros que canalizem os seus recursos para encontrar soluções. A entidade acredita que, com as políticas certas no terreno, o aprovisionamento de produtos pode ser restabelecido mais facilmente depois de uma catástrofe natural. Fenómenos como o furacão Matthew, em 2016, no Haiti ou o Harvey, nos EUA, tiveram um grande impacto em várias indústrias nas regiões afetadas. O diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, realçou, num recente simpósio, a necessidade de garantir que o comércio se mantém depois destes desastres.

6. Loja de roupa sem género deixa marca em Nova Iorque

Uma loja de vestuário sem género em Nova Iorque tem estado a atrair as atenções um pouco por todo o mundo. A Phluid abriu em março e é o resultado de um interesse crescente das marcas por coleções sem roupas específicas para mulher e homem, um fenómeno que também que tem invadido as montras de gigantes como a Zara e grupos mais pequenos como a Gypsy Sport. O fundador da Phluid, Rob Smith, revelou que teve a ideia depois de anos a trabalhar na Macy’s e na Victoria´s Secret. O empresário acredita que faz todo o sentido, até em termos financeiros, com estudos de mercado a mostrarem que as novas gerações cada vez mais aceitam estilos de vida que não encaixam em noções tradicionais de género. Um inquérito de 2016, da agência de publicidade J. Walter Thompson, chegou à conclusão que os americanos com idades entre os 13 e 20 anos tinham menos probabilidades do que os millennials de comprar só roupa desenhada para o seu género. À porta da Phluid está o aviso «este é um espaço acolhedor, inclusivo, diverso e seguro. A intolerância não será tolerada».