Breves

  1. Amazon quer 60% da Flipkart
  2. C&A cresce em Portugal
  3. Grandes armazéns conquistam mais novos
  4. Under Armour regressa ao bom caminho
  5. Guess aposta em algodão sustentável
  6. A última camada do verão

1. Amazon quer 60% da Flipkart

A Amazon fez esta semana uma oferta de aquisição de 60% à Flipkart, isto depois de a Walmart ter efetuado uma oferta semelhante da retalhista online indiana no início de abril. A Flipkart é a maior concorrente da Amazon na Índia, pelo que o acordo seria a maior aquisição de um negócio online feito pela gigante norte-americana e uma viragem para o mercado de comércio eletrónico indiano que, segundo os analistas, valerá 200 mil milhões de dólares (aproximadamente 167 mil milhões de euros) anuais em menos de uma década. A CNBC, que cita fontes anónimas, adiantou que a oferta da Amazon deve estar próxima, em valor, à da Walmart, ou seja, entre 10 a 12 mil milhões de dólares, mas que os investidores e fundadores da Flipkart continuam a favorecer o acordo com a Walmart.

2. C&A cresce em Portugal

Com 27 anos de história em Portugal, a C&A conta atualmente com 33 lojas em Portugal Continental e na Madeira, às quais soma agora a nova loja online com entregas em todo o Portugal Continental e Ilhas. No exercício fiscal 2017/2018, a marca registou um crescimento de 6,3% nas vendas em território nacional. Este incremento dos resultados no mercado português está em linha com os resultados globais da marca, que apresentou um aumento de 4% das vendas a nível europeu no mesmo período. Dos vários mercados europeus onde a C&A está presente, Portugal foi um dos grandes impulsionadores do crescimento global da marca no último ano, fruto dos seus resultados acima da média. Estes aumentos de vendas refletiram-se também no aumento da quota de mercado um pouco por toda a Europa. «Estamos muito contentes com os resultados positivos da C&A em Portugal neste último ano, com um crescimento em termos de vendas superior à média europeia, que deixa toda a equipa muito orgulhosa», afirmou Domingos Esteves, diretor geral da C&A Ibéria, em comunicado. «Há 27 anos que trabalhamos para servir da melhor forma os nossos clientes no mercado português, adaptando o nosso negócio às suas necessidades. E este último ano, não foi exceção: investimentos na remodelação de algumas lojas, para melhorar a experiência de compra, e lançámos no passado mês de março uma nova loja online, disponível para Portugal», revelou. No último ano, a C&A apresentou várias novidades em Portugal, que pretende continuar a desenvolver, com o objetivo de melhorar a experiência de compra dos clientes. A marca implementou um novo conceito de loja em três pontos de venda nacionais (Loulé, Telheiras e Gondomar), tornando estes espaços mais apelativos, com um design renovado e uma disposição dos produtos e secções mais atrativa, que permite aos clientes circular mais facilmente e encontrar as peças tendência mais rapidamente. A esta mudança, somou-se ainda a nova loja online europeia da marca, lançada em março último e com entregas em 11 países, incluindo Portugal.

3. Grandes armazéns conquistam mais novos

A Target, a T.J. Maxx, a Walmart e, também, a Gap estão a conquistar consumidores cada vez mais jovens, segundo um relatório da Coresight Research. De acordo com o estudo, o cliente médio de um grande armazém é «um pouco mais velho e mais rico do que o cliente médio de vestuário» e, entre os maiores atores, a Macy’s é a que atrai o cliente médio mais jovem. Já a popularidade da Target é sólida entre os consumidores com idades compreendidas entre os 30 e os 44 anos. A T.J.Maxx é a cadeia de retalho que mais atrai consumidores entre os 18 e os 29 anos, revela o relatório. Enquanto isso, a maioria dos clientes da Gap tem menos de 45 anos. O cliente médio de vestuário da Walmart tem menos dinheiro disponível do que o tradicional cliente de vestuário, de acordo com a Coresight. Entre aqueles que compram vestuário e/ou calçado na Target, 42% ganham entre 25.000 (aproximadamente 21 mil euros) e 49.999 dólares e 43% ganham entre 150.000 e os 174.999 dólares. A T.J.Maxx tem alta taxa de penetração entre as classes média e alta, com um pico junto dos consumidores com rendimentos entre os 100.000 e os 199.999 dólares. A tendência de fazer compras na Macy’s também sobe à medida que a renda das famílias aumenta.

4. Under Armour regressa ao bom caminho

As notícias são otimistas para a marca desportiva. No período de três meses encerrado a 31 de março, a Under Armour assistiu a um crescimento de 6% nas receitas, para 1,2 mil milhões de dólares (aproximadamente mil milhões de euros), segundo um relatório divulgado pela marca. Analisando estes resultados, a receita no canal multimarca subiu 1%, para os 779 milhões de dólares e a receita direta do negócio direto ao consumidor – que representou 30% das vendas globais no trimestre – alcançou os 352 milhões de dólares, uma escalada de 17%. O vestuário, impulsionado pela categoria de “treino” para homem, aumentou 7%; o calçado, 1% e os acessórios, 3%. Globalmente, o stock aumentou 27%, para os 1,1 mil milhões de dólares. No entanto, ressalvam os analistas, ainda que os resultados sejam animadores, a Under Armour ainda não recuperou da quebra dos meses anteriores.

5. Guess aposta em algodão sustentável

A Guess é a última marca a aderir à Better Cotton Initiative (BCI) com o
objetivo de melhorar a forma como a marca gere a sua água. A estratégia segue-se à publicação do relatório anual de sustentabilidade de 2016 e 2017 do grupo, que inclui o primeiro plano da empresa nesta área, assim como uma avaliação do ciclo de vida da água da produção do denim. Uma das razões que levaram à adesão da Guess ao BCI foi perceber que 64% do consumo de água ocorre durante a produção de material em bruto, nomeadamente de algodão. A marca deverá dar a conhecer as suas metas em termos de aprovisionamento de algodão mais no final do ano. O objetivo da iniciativa é transformar a produção global de algodão, com base em três pilares de sustentabilidade: ambiental, social e económica. Através da BCI e dos seus parceiros, os agricultores são treinados para gastar água de forma mais eficiente, tratar da saúde do solo e dos habitats naturais, reduzir o uso dos químicos mais perigosos a aplicar princípios de trabalho mais decentes. Mais de 15 milhões de agricultores de 23 países estão a plantar algodão com a chancela Better Cotton, segundo o BCI. «Na Guess usamos algodão em muitos dos nossos produtos», afirmou o CEO Victor Herrero. «É importante que tomemos os passos adequados para fazer o aprovisionamento de algodão mais sustentável na cadeia da Guess e por isso aderimos à BCI», explicou.

6. A última camada do verão

Dividindo as atenções com os quimonos, os blusões de silhueta cropped – mais curtos do que as versões tradicionais – são a última camada dos coordenados estivais. Nos tecidos, o denim é o grande vencedor e, na paleta, o branco é a cor que mais chama pelos dias quentes. Os blusões de silhueta cropped terminam antes da linha da cintura para deixarem conhecer a primeira camada de roupa ou, para as mais ousadas, deixarem um pouco de pele à mostra. Abotoados ou com fecho, os blusões renderam-se à silhueta que tem dominado a parte inferior do coordenado e há, até, propostas em couro e camurça. Os modelos com bainha desfiada ou em patchwork também se destacam dentro da oferta. A Mango e a Zara já têm blusões cropped nas lojas físicas e online.