Breves

  1. Trevira premiada melhor stand
  2. Zippy com 3 novas lojas em Portugal
  3. Moda masculina marca golo
  4. Consumidores frustrados com retalhistas
  5. Baby boomers versus millennials
  6. Boné de luxo na Gucci

1. Trevira premiada melhor stand

A produtora de fibras recebeu o Golden Apple na categoria de arquitetura, para melhor stand na cerimónia de entrega de prémios da Famab em Ludwignsburg. O stand exposto na feira Orgatec 2016, em Colónia, foi distinguido com o galardão que premeia grandes projetos internacionais no campo da arquitetura e da comunicação interpessoal. O projeto “The City of Trevira” foi baseado no tema “Novas visões de trabalho”, composto por oito casas feitas de tecidos, que mostraram novas soluções têxteis para um ambiente de trabalho moderno. «O objetivo era criar um cenário que abordasse uma nova perspetiva sobre um espaço de trabalho atual, onde as barreiras entre o trabalho e a vida se fundissem, recorrendo a novos conceitos de design», refere a Trevira em comunicado. Entre as casas, foi construída uma área aberta que procura enfatizar o tema central sobre a eficiência dos processos de trabalho: comunicação, criatividade, inspiração, rede de contactos e movimento.

2. Zippy com 3 novas lojas em Portugal

A Zippy vai reforçar a sua presença em Portugal com a abertura ao público de três novas lojas, localizadas no Alegro Alfragide, LoureShopping e Galeria Comercial Jumbo de Famalicão. Com estes recentes pontos de venda, que vão empregar 21 novos colaboradores, a marca de moda infantil encerrará o ano de 2017 com um total de 45 lojas em Portugal. «As novas unidades inserem-se na estratégia de crescimento da Zippy, com reforço da sua presença em território nacional através de novas aberturas e de remodelações de forma a servir um número crescente de pais e crianças», revela a marca em comunicado. Ao longo de 2017, a Zippy inaugurou sete espaços e remodelou integralmente cinco. As novas lojas oferecem uma vasta gama de produtos para crianças, dos 0 aos 14 anos, que contempla vestuário, calçado, interiores e puericultura. Os novos espaços Zippy disponibilizam também serviços especiais para os pais, nomeadamente workshops para grávidas, listas de nascimento, sessões de aconselhamento de puericultura e aluguer de bombas de aleitamento. As novas lojas apostam também na introdução de novas tecnologias e elementos diferenciadores para melhorar a experiência de compra dos clientes, estando dotadas de inovadores ecrãs tácteis digitais, que permitem aceder ao serviço gratuito “In Store Sales”. Este serviço possibilita a qualquer cliente consultar os mais de 4 mil artigos da marca e encomendar comodamente os produtos e tamanhos que pretender. As três novas unidades da Zippy vão contar com promoções especiais de abertura e, até 17 de dezembro, todas as compras vão beneficiar de 20% de desconto em talão.

3. Moda masculina marca golo

Marcas como Gosha Rubchinskiy, Off-White e Palace transformaram o futebol, um desporto que a maioria dos norte-americanos não conhece a nível profissional, numa das mais fortes tendências de streetwear da atualidade. Cachecóis e camisolas de clubes desportivos são agora um must-have nos coordenados masculinos graças à intervenção destas marcas e intersetaram a omnipresença de referências à subcultura skater. A Kocher e respetivo fascínio pelo Paris Saint-Germain é um dos casos paradigmáticos, com a marca a estabelecer inclusivamente uma parceria com a equipa de futebol na coleção pré-outono-inverno 2018. «Gosto deste aspeto popular [do futebol]. É o desporto mais popular na Europa», afirmou a designer Christelle Kocher depois do desfile que apresentou a colaboração da Kocher com o Paris Saint-Germain. «O futebol é um desporto onde há uma mistura de diferentes gerações e origens sociais», acrescentou.

4. Consumidores frustrados com retalhistas

Os retalhistas estão a perder clientes frustrados pela dificuldade em encontrar operadores de loja que lhes esclareçam dúvidas e os orientem na sua jornada de compras. Um terço dos clientes que experimentaram a frustração em lojas de vestuário não conseguiu localizar ajuda e 6% das vendas potenciais são perdidas por falhas no atendimento, de acordo com um relatório da Sloan School of Management do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Os investigadores da Sloan desenvolveram um método orientado pelos dados para determinar os níveis ideais de pessoal, cruzando os operadores com o tráfego, formato de loja, mix de produtos, dados demográficos dos clientes, etc. A implementação deste método poderia aumentar as vendas em cerca de 10%, de acordo com o relatório. «A grande conclusão é que os retalhistas precisam de ultrapassar a inclinação para minimizar os custos com o pessoal porque isso tem um grande impacto na rentabilidade», apontaram os investigadores. «As lojas precisam das equipas para maximizar vendas e lucros».

5. Baby boomers versus millennials

Durante a maior parte das suas vidas, os baby boomers foram a geração mais relevante nos EUA. A geração nascida nos anos que se seguiram à II Guerra Mundial teve um enorme impacto no desenvolvimento do retalho norte-americano, das lojas especializadas aos centros comerciais passando pelas cadeias de desconto. Todavia, os grandes anos de gastos dos boomers ficaram no passado. Agora com 60 e 70 anos, milhares de boomers estão a entrar na idade da reforma. As suas próximas grandes compras serão, provavelmente, viagens ou cuidados de saúde. Os novos reis de compras são os millennials, que ultrapassaram os boomers em tamanho no ano passado. Esta demografia, ainda nos seus primeiros anos de gastos, é a mais cobiçada pelos retalhistas. No entanto, muitos ainda não entenderam como o grupo se comporta enquanto consumidor. A queda do materialismo e o surgimento da economia de experiências levantaram alguns problemas no horizonte retalho, sobretudo no que diz respeito aos centros comerciais tradicionais. Muitos deles foram reestruturados ou reconvertidos – os espaços de entretenimento e de restauração passaram a ocupar mais área –, outros, simplesmente fecharam portas. A sobreposição do serviço ao produto é outro dos pontos de fricção na relação retalhistas-millennials. Uma aula de ioga numa loja de artigos de activewear, por exemplo, é o caminho certo para garantir o interesse e a visita dos millennials.

6. Boné de luxo na Gucci

Os números não mentem: tudo aquilo em que a Gucci (ou, mais especificamente, o seu diretor criativo Alessandro Michele) toca, transforma-se em ouro. No terceiro trimestre do ano fiscal de 2017, as vendas orgânicas da marca italiana cresceram 49%, segundo a empresa-mãe Kering. Já a coleção outono-inverno 2017/2018 da marca desfrutou de particular sucesso, garantindo um crescimento de 43,9% na receita de retalho grossista. Agora, a coleção pré-outono-inverno 2018, lançada recentemente com 82 coordenados ricos em detalhes e cruzamentos entre desporto e referências estéticas à década de 1980 e 1990, brinda à tendência desportiva “gorpcore” e coloca o boné em destaque, garantindo que este se assuma como o próximo acessório de cobiça – substituindo a bolsa à cintura, que tem dominado as galerias de estilo de rua.