Breves

  1. 2018 pinta-se de ultra violeta
  2. Como vencer na China
  3. Lagerfeld regressou a casa
  4. Retalho nas mãos dos consumidores
  5. Gucci lança laboratório
  6. Loungewear aconchega o inverno

1. 2018 pinta-se de ultra violeta

O Instituto Pantone, guardião das tendências de cor à escala global, desvendou na semana passada a cor do próximo ano. Depois do refrescante verde Greenery, é a vez do místico Ultra Violet 18-3838 assumir o papel principal em 2018. Na apresentação, Laurie Pressman, vice-presidente do Instituto Pantone, catalogou o Ultra Violet como uma cor carregada de simbolismo e misticismo, como uma abertura «ao que está para lá das nossas fronteiras». «Vivemos num tempo que requer inventividade e imaginação», acrescentou. Contrariando as previsões de outros especialistas, que antecipavam um 2018 pintado em variantes de azul petróleo e diferentes gradações de amarelo, a cor do ano do Instituto Pantone é uma injeção de energia cósmica. Foi em 2000 que o Instituto Pantone se assumiu como principal influenciador das paletas de cor globais, sendo que o Ultra Violet deverá dominar as coleções de outono-inverno 2018/2019.

2. Como vencer na China

De acordo com a Forbes, é necessário concluir alguns passos para conquistar o retalho chinês. As marcas com vontade de vingar no concorrencial e cada vez mais exigente ambiente de retalho do Império do Meio precisam, antes de tudo, de recolher e reagir aos dados recolhidos sobre os seus clientes. O marketing digital é, neste primeiro passo, o principal desbloqueador. O segundo consiste em avaliar as categorias de produtos e apostar naquelas com resultados mais imediatos. No terceiro passo o destaque vai para o mix online e offline, isto é, a estratégia omnicanal sem fricção. No quarto passo analisam-se os canais de distribuição e respetiva eficácia. Aqui, a distribuição no canal digital (marketplaces) é valorizada. Segue-se o controlo apertado dos custos. Apostar no canal multimarca surge como último passo, sendo que a seleção criteriosa de espaços que promovam experiências é uma mais-valia.

3. Lagerfeld regressou a casa

Karl Lagerfeld, diretor criativo da Chanel, regressou por estes dias a casa com o desfile Métiers d’Art, apresentado na cidade natal do designer, Hamburgo, Alemanha. Para a coleção, Lagerfeld inspirou-se no universo náutico, naqueles que enfrentam e navegam os 7 mares, encenando um desfile na imponente sala de concertos Elbphilharmonie, arquitetada por Jacques Herzog e Pierre de Meuron. No total, foram apresentados 87 coordenados, destacando nos acessórios a boina e as botas over the knee (acima do joelho) e nos looks os icónicos casacos de tweed. Os motivos náuticos dominaram a alfaiataria feminina e as formas geométricas aproximaram algumas peças de obras de arte. Na paleta de cores, os tons sóbrios cruzaram-se com apontamentos coloridos. Kristen Stewart, Lily Rose Depp e Ana Mouglalis, musas do diretor criativo da Chanel, foram os rostos destacados para a primeira fila do desfile Métiers d’Art, que há 16 edições celebra as habilidades dos artesãos e artesãs da casa de moda francesa.

4. Retalho nas mãos dos consumidores

A Black Friday costumava ser a vencedora incontestável dentro dos dias de promoções em território norte-americano. Contudo, segundo a Federação Nacional de Retalho, agora, a Black Friday é um mero aquecimento para os sucessivos dias de promoções que acontecem entre o dia de Ação de Graças e o Natal. Atualmente, são cada vez mais os retalhistas que fazem da Black Friday uma Black Week, que representa entre 30% a 40% das vendas de retalho anuais, de acordo com a Federação Nacional de Retalho. Este ano, as vendas de Natal do retalho deverão crescer entre 3% a 4% face aos 655,8 mil milhões de dólares (aproximadamente 550,1 mil milhões de euros) do ano passado. Mas, segundo o especialista em retalho Jan Kniffen, o impulso nas vendas será pronunciado graças às compras online, com os consumidores norte-americanos a comprarem, cada vez mais, através de dispositivos móveis. «O online vai crescer 20% este ano durante a quadra natalícia», antecipa Kniffen. «Mas na batalha pelo dólar do consumidor, as compras online poderão ultrapassar as vendas em loja?» questiona. «Deverá acontecer, porque, gradualmente, as compras online deverão alcançar 50% do total», responde.

5. Gucci lança laboratório

A casa italiana de moda acaba de anunciar a parceria com a Universidade Luigi Bocconi de Milão para o lançamento do Gucci Research Lab, um projeto a três anos que irá explorar como as organizações de luxo poderão evoluir de forma mais eficaz no século XXI. O laboratório terá um formato semelhante aos de outros programas universitários, sendo composto por uma equipa de investigação de quatro professores supervisionada pelo responsável de laboratório. No final do ano, os respetivos relatórios serão publicados num documento oficial, apresentado às partes interessadas e também disponibilizado ao público em geral. «Fico honrado pela Universidade Luigi Bocconi, conhecida pelo seu papel na investigação, estar a colaborar connosco nesta importante iniciativa, que foi projetada para revelar insights importantes para as grandes e pequenas empresas», afirmou o presidente e CEO da Gucci, Marco Bizzarri, em comunicado. «Hoje, mais do que nunca, a cultura de uma empresa pode ser um fator distintivo em termos de vantagem competitiva», sublinhou.

6. Loungewear aconchega o inverno

Graças aos investimentos de retalhistas e marcas na categoria de loungewear, as peças de vestuário muito próximas de pijamas e a roupa confortável começam a apresentar-se como opções válidas num perímetro que ultrapassa o quarto e a sala de estar. Soozie Jenkinson, responsável de design de lingerie na Marks & Spencer, uma das retalhistas que mais tem apostado na tendência, definiu no ano passado o conceito de loungewear ao jornal The Telegraph como «tecidos macios e leves em silhuetas simples e ainda assim contemporâneas». Para Jenkinson, «as fronteiras entre a roupa formal e a casual têm vindo esbater-se. A importância do loungewear moderno para vestir simultaneamente dentro e fora de casa tem-se transformado numa categoria em expansão, popularidade e importância e tem crescido significativamente durante a última década». A quantidade de tempo que as pessoas passam em casa é uma explicação possível para a crescente popularidade do loungewear. Atualmente, muitas noites de saídas estão a ser substituídas por noites em casa, a assistir a séries televisivas no serviço de streaming Netflix. As compras online reduziram o número de visitas ao supermercado, às lojas e ao centro comercial. O trabalho remoto, em franco crescimento, tem também contribuído para fomentar a tendência.