Breves

  1. Messe Frankfurt de olhos postos em África
  2. China encerra fábricas poluidoras
  3. Pijamas saem à rua
  4. Drew Barrymore à venda na Amazon
  5. American Eagle Outfitters lava e seca a roupa
  6. Três tendências nos pagamentos eletrónicos

1. Messe Frankfurt de olhos postos em África

A Messe Frankfurt continua a expandir o seu portefólio de feiras no continente africano, tendo colaborado recentemente com dois eventos em Marrocos. Na semana passada, em Marraquexe, as feiras Maroc in Mode e Maroc Sourcing contaram com cerca de 120 expositores especialistas em segmentos como a moda rápida, denim, lingerie e vestuário em malha, roupa desportiva e casual, vestuário de trabalho e acessório, vindos de Marrocos mas também da Tunísia, Egito, Turquia e Portugal, entre outros. A Messe Frankfurt cooperou com a Amith, a associação marroquina da indústria têxtil e vestuário, organizadora do evento que aconteceu no Exhibition Park Hassan Circuit. A proximidade de Marrocos a importantes mercados de moda, como a União Europeia, os vários acordos de comércio livre e o crescimento económico recente fomentaram um clima comercial com muito potencial para o sector do vestuário, segundo as empresas presentes. No mês passado, a Messe Frankfurt adquiriu dois novos salões de têxtil, calçado e vestuário na África do Sul – a Source Africa e a EATF Apparel, Textile & Footwear Trade Exhibition, ambas realizadas na Cidade do Cabo. Na Etiópia, as ramificações das feiras Texworld, Apparel Sourcing e Texprocess foram, pela primeira vez, integradas na Africa Sourcing & Fashion Week. «No futuro, a nossa rede irá estender-se a importantes regiões têxteis em África e englobará as principais feiras comerciais do continente», asseverou Olaf Schmidt, vice-presidente de têxteis e tecnologias têxteis da Messe Frankfurt. «Com o nosso compromisso com a Etiópia, a África do Sul e, no futuro, com Marrocos, criamos excelentes condições para apoiar o desenvolvimento da indústria têxtil africana», acrescentou. A Messe Frankfurt acredita que o continente africano está bem posicionado para aproveitar um conjunto de oportunidades. A renovação nos EUA da Lei sobre o Crescimento e Oportunidades em África (AGOA) até 2025 veio dar outro ímpeto à região, uma vez que aumenta significativamente o acesso ao mercado para os países da África subsariana.

2. China encerra fábricas poluidoras

O governo chinês terá encerrado dezenas de milhares de fábricas, incluindo unidades de produção de têxteis e vestuário, numa repressão sem precedentes à poluição atmosférica. A iniciativa segue-se a vários meses de investigações do Gabinete do Meio Ambiente da China para determinar quais as fábricas que não estão a cumprir a legislação. As investigações terão resultado no encerramento de cerca de 40% de todas as fábricas na China, a fim de reduzir os níveis de poluição atmosférica. De acordo com a Forbes, mais de 80.000 fábricas em dez províncias foram atingidas com multas como resultado dos seus níveis de emissões. A China tem intensificado os esforços para reduzir os níveis de poluição, com o Ministro da Proteção Ambiental Li Ganjie a assegurar que o país vai esforçar-se para cumprir os padrões de qualidade do ar até 2035, acrescentando que a «batalha longa e difícil» contra a poluição eventualmente beneficiará a economia. O encerramento das fábricas, no entanto, resultou em atrasos ou falhas nas entregas, aumento de custos e, em última instância, em preços mais altos para os consumidores no início do importante período comercial de Natal. «Muitos de nós acreditamos que isto se vai transformar no novo normal. Os consumidores chineses não querem os rios vermelhos e azuis. Não querem ver o céu cinzento todos os dias», afirmou Michael Crotty, presidente da exportadora MKT & Associates.

3. Pijamas saem à rua

De acordo com uma pesquisa recente dos grandes armazéns britânicos Liberty, os artigos de roupa de dormir são agora incluídos por muitos consumidores na categoria de vestuário de dia. Ou seja, os pijamas saíram às ruas e isso é algo completamente aceitável aos olhos dos britânicos. 90% dos 2.000 consumidores britânicos inquiridos admitiram vestir pijamas para relaxar em casa. Aproximadamente 14% dos consumidores vestem o pijama ainda antes do jantar e 13% das consumidoras consideram perfeitamente aceitável ir às compras em pijama. Porém, a mais decisiva descoberta talvez seja que um em cada seis britânicos veste o pijama para viajar de avião e 3% usam vestuário de dormir no trabalho. Os resultados podem causar surpresa a alguns, mas as peças ao estilo pijama têm sido uma tendência de moda dominante nos últimos anos, com celebridades como Cara Delevingne, Suki Waterhouse e Rihanna a provarem quão elegante fica um pijama de seda usado em plena luz do dia.

4. Drew Barrymore à venda na Amazon

Desde a semana passada que a Amazon passou a vender a linha “Dear Drew” da conhecida atriz norte-americana Drew Barrymore, de acordo com um comunicado de imprensa da Amazon Fashion. A linha, a primeira aventura da atriz na moda, inclui vestuário e acessórios (como joias, cachecóis e bolsas), com preços que variam entre os 28 e os 248 dólares (aproximadamente entre 24 e 214 euros). «Estamos muito satisfeitos por nos associarmos a Drew Barrymore, que estreia a sua nova marca na Amazon Fashion», afirmou Kate Dimmock, diretora da moda da Amazon. «A impressionante carreira e energia criativa de Drew é uma inspiração e estamos entusiasmados em oferecer aos nossos clientes uma coleção que incorpora a sua estética de espírito livre», acrescentou. O investimento da Amazon é visto pelos analistas como um novo ataque aos negócios dos grandes armazéns. Desde o ano passado, a gigante do comércio eletrónico lançou um conjunto de marcas de vestuário e acessórios em várias subcategorias, incluindo, mais recentemente, no calçado. A empresa está também a fazer experiências com vários modelos de venda e entrega, incluindo o novo serviço de subscrição (atualmente em versão beta) Prime Wardrobe.

5. American Eagle Outfitters lava e seca a roupa

A retalhista de vestuário direcionada para os adolescentes vai inaugurar um novo conceito de loja que procura conquistar os consumidores oferecendo atividades como a customização de jeans e a lavagem de roupa dentro de portas. A retalhista anunciou que a sua primeira loja AE Studio será inaugurada a 10 de novembro em Union Square, Nova Iorque. «Ao celebrarmos o sucesso das últimas quatro décadas, procurámos criar novas experiências de marca para inspirar o cliente atual e aumentar a nossa liderança nos jeans», revelou Chad Kessler, presidente da American Eagle, em comunicado. «O AE Studio é um exemplo perfeito da nossa evolução, onde convidamos os clientes a desfrutar de uma experiência de marca única», acrescentou. O AE Studio orbitará a categoria de jeanswear, com uma galeria para os produtos de denim da American Eagle no primeiro andar. Haverá também uma “Maker’s Shop”, onde os clientes podem criar o seu par de jeans customizado. Outras adições incluem iPads nos provadores e máquinas de lavar e secar roupa.

6. Três tendências nos pagamentos eletrónicos

De acordo com a última edição do evento Money20/20, que aconteceu em Las Vegas de 22 a 25 de outubro, são três as tendências de pagamento eletrónico que mais impacto terão nas trocas comerciais nos próximos anos. O comércio digital deixou de estar circunscrito aos computadores e smartphones, havendo agora uma infinidade de plataformas, incluindo dispositivos móveis, eletrodomésticos e sensores conectados, com potencial para redefinir o horizonte das trocas comerciais e inaugurar novas formas de pagamento. Atualmente, os consumidores estão a preferir as tecnologias de voz, com o Euromonitor International a estimar que sejam vendidos em 2017 quase 81 milhões de dispositivos com tecnologia de voz, como o Amazon Echo, com a categoria a dever crescer 84% entre 2017 e 2021. Em segundo lugar surge a Inteligência Artificial (IA), que provavelmente transformará muitas indústrias na próxima década, incluindo a dos pagamentos. O Capital One, por exemplo, desenvolveu chatbots para permitir que os consumidores façam consultas básicas à sua conta bancária, incluindo saldos e transferências. Por último, na última década os smartphones emergiram como um dispositivo imprescindível para os consumidores em todo o mundo. O primeiro país conquistado pela tecnologia foi a China. Em 2015, os consumidores chineses fizeram mais compras através dos smartphones do que com os computadores. Já em 2016, dois terços das compras digitais aconteceram em dispositivos móveis. As plataformas eletrónicas Alipay e WeChat estão a alimentar muitas dessas transações na China e, cada vez, mais no exterior.