Breves

  1. Gucci volta a somar
  2. Amazon domina vendas online
  3. Mango reforça moda sustentável
  4. Proenza Schouler mais acessível
  5. Rihanna ajuda Puma a crescer
  6. Com muita pena, chegou o inverno

1. Gucci volta a somar

A Gucci vai fechar 2017 com números significativamente superiores aos do ano passado. Depois de um crescimento da receita de 48% e 39% em relação ao primeiro e segundo trimestres, o grupo Kering, detentor da marca, anunciou esta semana que as vendas (orgânicas) cresceram 49%, para os 1,55 mil milhões de euros, no terceiro trimestre do ano fiscal de 2017. O crescimento da marca foi impulsionado pelas vendas em lojas próprias – 51% superior – e pelo comércio eletrónico, onde as vendas cresceram a três dígitos. A coleção outono-inverno 2017/2018 da marca também se revelou especialmente popular entre os buyers, aparentemente, resultando num aumento de 43,9% na receita grossista. O facto de a Gucci ter anunciado outro trimestre de crescimento explosivo é mais uma prova de que o ethos de design de Alessandro Michele é, também, um sucesso comercial. Durante uma teleconferência com investidores e analistas, a empresa enfatizou o sucesso da Gucci em vestuário de homem e senhora, em todas as categorias – dos artigos de couro ao calçado, passando pelo pronto-a-vestir – e nacionalidades, da América do Norte à Europa e à Ásia.

2. Amazon domina vendas online

Considerando as previsões que apontam para um crescimento de 15,8% nas vendas online nos EUA, para os 452,76 mil milhões de dólares, até ao final do ano, a Amazon prepara-se para capturar 43,5% ou 196,75 mil milhões de dólares (aproximadamente 166,95 mil milhões de euros) desse total, de acordo com um estudo do eMarketer. O valor representa ainda 4% de todas as vendas no retalho nos EUA, de acordo com a pesquisa do eMarketer, que também descobriu que o comércio eletrónico global representará 9% de todas as vendas no retalho dos EUA no final de 2017.Os rivais mais próximos da Amazon ficam muito longe do marketplace. No número dois, o eBay verá as suas vendas de comércio eletrónico crescerem para os 30,66 mil milhões de dólares até ao final deste ano, mas a sua participação nas vendas totais de comércio eletrónico cairá para os 6,8%, de acordo com as estimativas do eMarketer. A empresa estima ainda que as vendas de comércio eletrónico do Walmart cresçam 46,8%, para os 16,21 mil milhões de dólares, até ao final do ano – mas representarão, ainda assim, apenas 3,6% do retalho online americano e 0,3% do retalho total, apesar dos esforços do Walmart para impulsionar as operações online.

3. Mango reforça moda sustentável

A retalhista acaba de apresentar a segunda coleção-cápsula de moda sustentável – Mango Committed, uma proposta ecológica desenhada para mulher e homem e elaborada a partir de materiais sustentáveis. O objetivo, segundo a empresa, é ir aumentado a proporção de fibras sustentáveis nas coleções e, por este motivo, compromete-se a que, em 2022, 50% do algodão utilizado pela marca seja de origem sustentável. O lançamento desta coleção segue o desejo da Mando de querer apostar na sustentabilidade e reforçar o seu programa “Take Action”, projeto que engloba todas as ações orientadas para a criação de um modelo de negócio online com critérios sustentáveis e processos de menor impacto ambiental. Daniel López, vice-presidente da Mango, considera que «o futuro da moda começa aqui». «O critério dos consumidores e a consciência sobre a sustentabilidade evoluiu de forma exponencial nos últimos anos tal como o fez a moda. Existe um compromisso por parte da Mango em tornar o seu modelo de negócio mais sustentável», acrescenta. Nesta última edição, além de algodão orgânico e reciclado, a Mango ampliou a gama de fibras sustentáveis, passando a trabalhar com lã reciclada, além do modal e do liocel. A seleção de peças para a linha masculina conta com pormenores utilitários e aposta nos tons neutros, como o azul-marinho ou o verde militar, o cru e o castanho-tabaco, com toques de cor de tijolo. Da coleção de mulher destacam-se o power suit tijolo e o casaco maxi puffer. Josh Olins fotografou a campanha da nova coleção Mango Committed e o local escolhido foi a Islândia.

4. Proenza Schouler mais acessível

A marca norte-americana, que este ano comemora 15 anos no mercado, anunciou esta semana a chegada da Proenza Schouler White Label, uma segunda linha mais acessível e casual. De acordo com a marca, a segunda linha irá forcar-se nos essenciais do guarda-roupa feminino, como o denim, t-shirts e outerwear casual. «Sempre foi nosso objetivo desenvolver uma coleção equilibrada que combinasse o high-end com o quotidiano», afirmou a dupla criativa Jack McCollough e Lazaro Hernandez em comunicado. «Estamos entusiasmados por finalmente ter uma gama completa de peças fáceis e mais ocasionais para oferecer ao lado das peças mais trabalhadas e focadas na moda», continuaram os designers. Estão já agendados dois lançamentos de produtos para a Proenza Schouler White Label, o primeiro a 6 de novembro e o segundo em janeiro de 2018, em colaboração com alguns retalhistas multimarca. O leque de preços vai dos 195 aos 1195 dólares (aproximadamente entre 166 e 1.014 euros).

5. Rihanna ajuda Puma a crescer

No terceiro trimestre, a Puma sentiu um impulso nas vendas de calçado e dos artigos vinculados à parceria da marca desportiva com a cantora Rihanna – Fenty by Puma, com as vendas ajustadas a subirem 23%, enquanto os acessórios escalaram 24%, embora as vendas de vestuário tenham subido apenas 8%. Na verdade, a nova linha de produtos da Fenty, lançada recentemente, veio apenas confirmar o sucesso da colaboração, considerando ainda que a Puma tem ambição de crescer junto do público feminino. A parceria com Rihanna ajudou o lucro líquido a atingir os 62,1 milhões de euros/4,16 euros por ação), face aos 39,5 milhões de euros/2,64 euros de há um ano. No geral, as vendas cresceram 13%, para os 1.123 mil milhões de euros, ou até 17,4% em moeda neutra, com a empresa a afirmar que todas as regiões apresentaram crescimentos a dois dígitos e as vendas femininas foram ajudadas pela nova coleção com Rihanna. O presidente-executivo Bjørn Gulden descreveu estes resultados como «outro bom trimestre … [que] combinado com uma boa lista de encomendas para o quarto trimestre faz-nos rever em alta as perspetivas para o ano». A empresa espera agora que as vendas subam entre 14% 16%, em comparação com a orientação anterior do crescimento de 12% a 14%.

6. Com muita pena, chegou o inverno

Com a descida das temperaturas emergiu uma das tendências-chave da estação: as penas. Até aqui reservadas ao interior dos artigos de outerwear, no outono-inverno 2017/2018 as penas merecerem ser mostradas nas ruas em peças como vestidos, blusas e, claro, nos acessórios. A Balenciaga e a Calvin Klein foram as duas marcas precursoras da tendência, explorando a aplicação de penas no vestuário, mas depressa retalhistas como a Topshop perceberam o potencial dramático e luxuoso do pormenor, trabalhando-o no calçado e em acessórios como bolsas e brincos. Os acessórios são, de resto, a perfeita iniciação à tendência e há opções para todos os gostos, em diferentes aplicações, extensões e cores.