Breves

  1. Moda do verão 2017 mais próxima do sol
  2. Gucci entra pela casa dentro
  3. Retalho online complementa offline
  4. Saint Laurent lança programa de sustentabilidade
  5. Recolha em loja é crucial
  6. “Iconic” nos pés de homens

1. Moda do verão 2017 mais próxima do sol

De acordo com os portais da especialidade, o amarelo é a cor ideal para qualquer vestido neste verão. Dos vestidos de cerimónia – afinal, a época oficial de casamentos e batizados já arrancou – aos vestidos de praia, passando pelas propostas de vestuário de trabalho. Todas as gradações da cor são válidas, mas as mais aconselhadas são os tons pastéis para o ambiente de escritório e os cítricos para ambientes de festa. Considerando o impacto da cor, os acessórios e calçado devem ser neutros e mais discretos.

2. Gucci entra pela casa dentro

Para os seguidores do trabalho do diretor criativo Alessandro Michele na Gucci, chega agora a nova coleção de desejo: Gucci Décor. A marca recorreu à sua conta oficial no Instagram para anunciar o lançamento de uma linha de decoração disponível já este outono. Contando com ilustrações da Alex Merry Art, a Gucci adicionou os seus motivos de assinatura a porcelanas, cadeiras de madeira, almofadas, papéis de parede e velas perfumadas. As peças de porcelana são produzidas pela Richard Ginori, empresa fundada em 1735. A linha estará disponível a partir de setembro em Gucci.com e em boutiques especializadas selecionadas. Os preços ainda não foram revelados pela marca.

3. Retalho online complementa offline

A atividade em lojas físicas gera quase metade das vendas de comércio eletrónico, de acordo com um relatório global de consumidores da SapientRazorfish e Salesforce. Mais da metade dos consumidores – ou 60% dos entrevistados – começa a pesquisa no canal digital, mas prefere comprar em espaços físicos. A noção de loja física e portal de comércio eletrónico como canais complementares foi uma das ideias estratégicas extraídas do relatório. O relatório observou também que a inteligência artificial pode ajudar os clientes a conectarem-se melhor com os produtos mais relevantes. Além disso, o smartphone continua a ser um recurso imprescindível para atividades de retalho, com 71% de todos os consumidores a usarem os dispositivos móveis para atividades de retalho nos últimos 30 dias. Os resultados sugeriram ainda que as opções de pagamento móvel incrementam as taxas de conversão.

4. Saint Laurent lança programa de sustentabilidade

O conglomerado de luxo Kering reforçou esta semana a sua intenção de fazer da sustentabilidade um critério fundamental nos seus negócios. Agora, a Saint Laurent, marca da qual é proprietário, acaba de anunciar o lançamento de um programa de formação de alta-costura focado na sustentabilidade em parceria com duas escolas francesas, o Institut Français de Mode (IFM) e a École de la Chambre Syndicale de Couture Parisienne (ECSCP). O programa será dividido em duas fases: uma componente de estágio na sede da Saint Laurent, através da qual os alunos se concentrarão em trabalho artesanal num formato prático e aulas teóricas realizadas nas escolas, com uma duração de 25 dias. No final do programa de seis meses, em março de 2018, os alunos deverão apresentar um projeto à equipa da Saint Laurent e aos professores da escola. Quer o lado prático do estágio, quer o conteúdo teórico do curso terão como pilares a inovação e a sustentabilidade. De acordo com a presidente e CEO da Saint Laurent Francesca Bellettini, um dos fatores mais emocionantes do programa é poder investir na próxima geração de inovadores na indústria da moda. «Estou muito orgulhosa desta parceria com instituições de renome e de prestígio como o IFM e a ECSCP, que contribuirão grandemente para a implementação da nossa estratégia», declarou ao WWD. O movimento está enquadrado nos objetivos de sustentabilidade do grupo Kering. «Precisamos de usar o desenvolvimento sustentável para criar e fomentar novas oportunidades de negócios», afirmou a diretora de sustentabilidade, Marie-Claire Daveu, em janeiro, quando o Kering revelou os seus objetivos de sustentabilidade para 2025.

5. Recolha em loja é crucial

Mais de metade (54%) dos consumidores prefere fazer compras no retalho físico face ao canal digital – incluindo portais de comércio eletrónico e redes sociais –, enquanto quase metade (46%) prefere ignorar a loja em favor de tais canais, de acordo com o 3.º relatório anual “Consumer Pulse Survey” da JDA Software. De acordo com a JDA Software, a possibilidade de compra online/recolha em loja é crucial «cura do retalho», considerando que «uma experiência de compra rápida e fácil» foi preferida por 75% dos entrevistados face a «uma experiência personalizada». A prevalência dos serviços de recolha em loja cresceu 44% desde 2015, de acordo com a pesquisa da JDA Software junto de mais de 1.000 consumidores dos EUA. No primado do omnicanal, ter os clientes a recolher as suas encomendas nas lojas resolve também o desafio de distribuição de muitos retalhistas. Dos entrevistados que afirmaram recolher as compras em lojas, 40% «por vezes» realizam compras adicionais nos espaços. As devoluções também estão a direcionar o tráfego. Cerca de 44% (mais 10% do que no ano passado) estão a fazer devoluções de encomendas online em loja.

6. “Iconic” nos pés de homens

A campanha “Iconic” revelou recentemente um novo momento, agora exclusivamente dedicado ao calçado masculino, para dar vida aos 23 milhões de pares de sapatos que Portugal produz anualmente. No ano em que Luís Onofre foi eleito presidente, a Apiccaps está apostada na segmentação da comunicação, decompondo a campanha “Iconic” em diversos momentos. Depois de Victoria Guerra dar corpo a seis personagens icónicas para divulgar calçado feminino e dos The Coolest Kids apresentarem o calçado infantil, cabe a Jules Raynal apresentar o calçado de homem. «Sempre com o objectivo de reforçar produção e incrementar vendas, este ano significa uma aposta particular no mercado nacional face ao exterior, já que este último absorve cerca de 90% da produção atual», explica a Apiccaps em comunicado. De acordo com a associação, desde o lançamento da Campanha Portuguese Shoes, as exportações portuguesas de calçado já aumentaram mais de 55%, ascendendo agora a 1.900 milhões de euros. Portugal exporta anualmente 98% da sua produção, o equivalente a 70 milhões de pares, para 152 países, nos cinco continentes.