Breves

  1. Colette fecha portas
  2. BC Partners compra Pronovias
  3. Emergentes florescem na moda masculina de NY
  4. CEO da Adidas apresenta ultimato à Reebok
  5. A Givenchy de Clare Waight Keller
  6. Retalhistas precisam de estudar consumidores

1. Colette fecha portas

20 anos depois, a reputada boutique parisiense Colette vai fechar portas. De acordo com a informação avançada pelo portal The Business of Fashion, a Saint Laurent assumirá o espaço da Rue Saint Honoré. A boutique foi fundada em 1997 por Colette Roussaux e foi liderada pela filha, Sarah Andelman, nos últimos anos. Andelman é famosa pelas suas exigentes escolhas de moda e peculiares misturas de produtos de lifestyle, que acabaram por transformar a loja num dos espaços de moda de Paris. Atraída por uma mistura eclética de high fashion e marcas emergentes, Sarah Andelman foi das primeiras a selecionar as coleções de nomes como Proenza Schouler, Mary Katrantzou e Rodarte.

2. BC Partners compra Pronovias

O grupo britânico de private equity BC Partners está prestes a assumir a marca nupcial de Barcelona Pronovias, a sua primeira compra espanhola em seis anos. As duas empresas, em comunicado, não revelaram o valor do negócio, que deverá ser fechado no terceiro trimestre deste ano. O jornal La Vanguardia adiantou entretanto que a BC Partners deveria ter pago aproximadamente 550 milhões de euros para comprar 100% da Pronovias. O fundador e proprietário da marca espanhola, Alberto Palatchi, mais tarde, deverá recomprar 10% da empresa e continuará a assumir-se acionista minoritário, segundo o mesmo jornal. A Pronovias foi fundada em 1964 por Palatchi e os seus vestidos de noiva e cocktail são vendidos em quase 4.000 retalhistas em todo o mundo, bem como em 45 lojas próprias.

3. Emergentes florescem na moda masculina de NY

A semana de moda masculina de Nova Iorque dedicada à primavera-verão 2018 arrancou a 10 de julho, num calendário dominado pelo talento emergente. O designer nigeriano Taofeek Abijako vestiu modelos em combinações coloridas e cores fortes, afirmando que se inspirou na história colonial do seu país. «Inspirei-me nos fotógrafos contemporâneos africanos como Malick Sidibé, Seydou Keita…e em como eles reagiram à influência ocidental», explicou. Apenas no seu 5.º ano, a New York Fashion Week: Men’s está rapidamente a assumir-se como importante escala nos voos da moda masculina. «Adoro esta semana de moda de Nova Iorque: os homens estão realmente a ganhar impulso», reconheceu o designer americano David Hart, que apresentou coordenados de verão leves que invocavam a estética cubana. O evento decidiu contornar a passerelle tradicional associada a grandes desfiles de moda e os designers dispuseram de espaços amplos para mostrar as coleções. Esta edição revelou ainda a coleção de Raf Simons e da Boss, na noite de 11 de julho, enquanto Robert Geller lançou a linha contemporânea “Gustav von Aschenbach” e Barbara Sanchez-Kane, da Sanchez-Kane, se prepara para o desfile estreia em Nova Iorque.

4. CEO da Adidas apresenta ultimato à Reebok

A Reebok recebeu o que parece ser um ultimato: a marca precisa de regressar aos lucros dentro de quatro anos. O aviso foi deixado pelo novo CEO da Adidas, Kasper Rosted, numa entrevista à revista alemã Focus. «Desenvolvemos um plano de resposta para os próximos quatro anos, o que indica claramente a direção da Reebok. O que é claro é que a Reebok deve ser lucrativa e contribuir para o sucesso da empresa», explicou Rosted. No ano passado, o presidente da Reebok anunciou planos para garantir a rentabilidade da marca e as mudanças incluíram 150 despedimentos na sede dos EUA, em Boston, e o encerramento de cerca de metade das lojas na América do Norte. No primeiro trimestre, as vendas da Reebok cresceram 13%. Mas ainda há muito a ser feito na reorganização da marca, afirmou Rosted. O CEO anunciou ainda um grande impulso digital na Adidas, incluindo uma iniciativa para oferecer sapatilhas personalizadas. «Os clientes poderão encomendá-las no futuro de acordo com os seus desejos e requisitos, e depois de um curto período de tempo, levantá-las numa loja ou recebê-las em casa», revelou.

5. A Givenchy de Clare Waight Keller

Sedutora e felina, de acordo com as primeiras imagens divulgadas, a era da diretora criativa Clare Waight Keller na Givenchy tem em consideração uma mulher sensual e um homem à altura. As primeiras fotografias da mais recente campanha da marca incluem um homem e três mulheres com pouca roupa, a preto e branco, e um gato que os acompanha. Ainda que não desvende propriamente a estética desenvolvida para a marca, a campanha “Transformation Seduction by Givenchy” está a ser notícia nos media especializados e, segundo as críticas, é o levantar do véu para a grande estreia da ex-diretora criativa da Chloé na Givenchy durante a semana de moda de Paris, em outubro, depois da saída de Riccardo Tisci.

6. Retalhistas precisam de estudar consumidores

Recentemente, o relatório “The JDA Voice of the Category Manager”, promovido pelo JDA Software Group, divulgou as opiniões de cerca de 100 profissionais responsáveis pelas atividades de merchandising e gestão na América do Norte sobre o retalho omnicanal. Entre este grupo, a principal prioridade de investimento para os próximos cinco anos é a análise de dados e previsão (4%), seguida de investimentos em ciência de dados orientada por clientes (37%). O estudo revelou também que a maioria das empresas não tem atualmente capacidade para analisar e aproveitar dados importantes sobre o cliente e, portanto, não responde às exigências de compras em constante evolução. Atualmente, as empresas têm acesso a volumes de dados essenciais sobre as preferências e comportamentos de compras dos seus clientes, porém, muitas não estão a recolhê-los corretamente. Quase 70% dos inquiridos indicaram que estão atrasados em alavancar análises preditivas para melhor preço e merchandising – duas capacidades que são de extrema importância para o sucesso no atual modelo centrado no cliente. Além disso, quase 60% dos entrevistados alegaram que estão também atrasados em alavancar dados geográficos e socioeconómicos para promoções e ofertas específicas. Os participantes citaram ainda a personalização e localização (68%) e as tecnologias digitais (62%) como as duas principais valências que planeiam implementar no próximo ano para alcançar os consumidores modernos. O retalho omnicanal continua com prioridade alta. De facto, está entre as duas primeiras para quase 60% dos entrevistados.