- Retalho prejudica otimismo alemão
- LVMH investe na Repossi
- Better Cotton ganha mais influência
- Responsabilidade dá prémios no calçado
- Walmart supera metas de sustentabilidade
- Americanos fazem mais compras de Natal online
1. Retalho prejudica otimismo alemão
As vendas a retalho na Alemanha caíram inesperadamente em outubro, de acordo com os dados do gabinete de estatística Destatis, representando o terceiro mês consecutivo de declínio ou estagnação, o que está a lançar dúvidas sobre o otimismo do consumo na maior economia da Europa. Os retalhistas venderam -0,4% em termos reais em outubro em comparação com o mês anterior. A leitura de setembro foi confirmada como um crescimento nulo (0%), enquanto em agosto registou-se uma quebra de 0,7%. Os analistas antecipavam uma retoma de 0,4%. Em termos nominais, o retalho permaneceu estagnado em outubro, após quebras em agosto e setembro. Em termos anuais, as vendas a retalho de outubro subiram 2,1%, embora este tenha sido o aumento mais pequeno desde maio. De janeiro a outubro de 2015, as vendas a retalho aumentaram 2,8% em termos reais na Alemanha.
2. LVMH investe na Repossi
O grupo de luxo LVMH comprou uma quota minoritária na Repossi, numa ação que pretende contribuir para a expansão da rede de distribuição da marca italiana de joalharia. «Tendo em conta a realidade do mercado e da concorrência, atual, decidi abrir o capital da empresa e o LVMH ficou com uma quota minoritária», justificou a diretora criativa Gaia Repossi, numa entrevista ao jornal francês Le Figaro. Esta participação «significativa» na empresa vai permitir que a marca, que tem duas lojas próprias no Mónaco e em Paris, desenvolva «algumas localizações», acrescentou. A coleção Repossi é vendida em 90 pontos de venda no mundo. O seu volume de negócios está estimado em cerca de 15 milhões de euros, de acordo com vários analistas citados pelo jornal. Delphine Arnault, diretora-geral adjunta da Louis Vuitton, afirmou numa entrevista que «o trabalho de Gaia aponta para um futuro promissor» para a marca. A bisneta do fundador tomou conta da empresa como diretora com 21 anos, seguindo as pisadas do pai, Alberto Repossi. O grupo LVMH está envolvido em seis sectores de luxo, incluindo no seu portefólio na área da joalharia a Bulgari, a Chaumet, a De Beers e a Fred.
3. Better Cotton ganha mais influência
O algodão da Better Cotton Initiative representou 7,6% da produção mundial de algodão em 2014, chegando agora a 20 países em todo o mundo e contribuindo para reduzir a quantidade de pesticidas e fertilizantes sintéticos usados no cultivo. Os dados, provenientes do relatório anual de produção da Better Cotton Initiative (BCI), mostram que o número de agricultores envolvidos na iniciativa subiu 79%, para 1,2 milhões, em comparação com 2013. Os agricultores da BCI produziram 2 milhões de toneladas de algodão em rama, um aumento de 118% em comparação com o ano anterior. Em termos individuais, o Paquistão destacou-se pela utilização de menos 15% de pesticidas, menos 19% de fertilizantes sintéticos, menos 18% de água e um aumento de 46% do lucro face a agricultores comparáveis. «Estamos extremamente orgulhosos de tudo o que conseguimos em 2014», afirmou a BCI. «Em especial, os resultados deste ano confirmaram a premissa subjacente ao nosso modelo: produções mais elevadas e redução de pesticidas e fertilizantes sintéticos usados, que resultam num rendimento maior para os nossos agricultores. À medida que a época de 2015 prossegue, estamos a fazer mais progressos para estabelecer o algodão Better Cotton como uma commodity mainstream mais sustentável», acrescentou.
4. Responsabilidade dá prémios no calçado
Seis produtores de calçado dos EUA, Índia e China foram reconhecidos pelo seu empenho para melhorar continuamente as condições das suas unidades. As empresas receberam o prémio especial “Produtor de Calçado Responsável Reconhecido para 2015” atribuído pela Footwear Distributors and Retailers of America (FDRA). As empresas premiadas são a Remington Products Company (EUA), Ram Fashion Exports (Índia), Zhongshan Glory Shoes Industrial Co (China), Guangxi Seville Footwear Co (China), Wenzhou Taiyangshen Shoe Co (China) e Goddess International Limited (China). «Este é o segundo ano em que entregamos esta distinção e o desejo de estar nesta lista prestigiante está a crescer», afirma o presidente da FDRA, Matt Priest. «Fábricas em todo o mundo são informadas do nosso código de conduta e estamos a começar a ver um impacto ao longo da cadeia de aprovisionamento como resultado. À medida que este programa prossegue, esperamos ver a continuação de melhorias em fábricas de calçado em todo o mundo», acrescenta. O código de conduta foi apresentado no ano passado e o objetivo é que retalhistas, marcas e fornecedores apoiem uma mudança positiva nas unidades produtivas através de padrões partilhados que assegurem a continuação da melhoria das condições de trabalho, saúde e segurança.
5. Walmart supera metas de sustentabilidade
O Walmart ultrapassou as metas de sustentabilidade que tinha assumido, incluindo a redução em 28,2 milhões de toneladas de emissões de gases com efeito de estufa na sua cadeia de aprovisionamento – ultrapassando o objetivo de reduzir em 20 milhões de toneladas em 2015. A empresa revelou que conseguiu este progresso através da implementação de várias medidas inovadoras nas suas operações mundiais e nas dos seus parceiros, incluindo melhor eficiência energética, execução de projetos de energias renováveis e colaboração com os fornecedores no seu Índice de Sustentabilidade – que mede a sustentabilidade dos produtos – para seguir o progresso da redução da pegada de carbono. Desde que lançou a “Agenda Sustentável” há 10 anos, também duplicou a eficiência da sua frota e espera poupar quase mil milhões de dólares em comparação com 2005 e evitar a emissão de quase 650 mil toneladas de dióxido de carbono. Além disso, o gigante americano do retalho alargou o seu atual compromisso para preservar os habitats para a vida selvagem. O retalhista vai doar 35 milhões de dólares (33 milhões de euros) nos próximos anos à Acres for America. Desde 2005, o Walmart, em colaboração com a National Fish and Wildlife Foundation, ajudou a preservar e a restaurar mais de um milhão de acres de habitat para espécies selvagens através de 61 projetos em 33 estados. «Embora a nossa viagem esteja longe do fim, é evidente que estamos no caminho certo», afirmou a diretora de sustentabilidade, Kathleen McLaughlin. «Mesmo à medida que o Walmart cresce, continuamos a aproveitar a nossa escala e a melhorar a nossa cadeia de aprovisionamento para o bem das pessoas e do planeta», acrescentou. Em informação independente, a empresa reduziu as suas previsões anuais, depois de ter registado um declínio de 10,8% no lucro do terceiro trimestre. O lucro baixou para 3,4 milhões de dólares para os três meses até 31 de outubro, enquanto o volume de negócios desceu 1,3%, para 119 milhões de dólares.
6. Americanos fazem mais compras de Natal online
As compras no retalho online a partir de computadores aumentaram 5% nos primeiros 27 dias da época natalícia (que abrange novembro e dezembro), para 23,4 mil milhões de dólares (22,1 mil milhões de euros), segundo a comScore. No Dia de Ação de Graças (26 de novembro), as compras subiram 9% em comparação com 2014, para 1,1 mil milhões de dólares, ultrapassando a marca dos mil milhões de dólares pelo segundo ano consecutivo. A Black Friday (27 de novembro) foi um dia de consumo ainda maior, com 1,66 mil milhões de dólares de compras feitas a partir de computadores, mais 10% do que a Black Friday de 2014. «Embora a época de Natal tenha aberto de forma mais lenta do que o antecipado, tanto o Dia de Ação de Graças como a Black Friday registaram fortes números das vendas online que ultrapassaram mil milhões de dólares a partir de computadores e cresceram à taxa que esperávamos», afirmou o presidente emérito do conselho de administração da comScore, Gian Fulgoni. «Para a Cyber Monday [que decorreu ontem], esperamos ver compras realizadas através de computadores superiores a 2,5 mil milhões de dólares, com as pessoas a regressarem aos computadores do trabalho depois do fim de semana de Ação de Graças e a usar algum do seu tempo livre para continuarem as compras de prendas de Natal, mas sem outros familiares a verem o que estão a fazer», acrescentou Fulgoni.






