Breves

  1. Millennials chegam aos 24 biliões em 2020
  2. Americanos investem nas visitas à praia
  3. Tecnologia vicia chineses
  4. Kering entra na Giambattista Valli
  5. Retalho japonês quebra em maio
  6. Confiança dos consumidores britânicos em queda livre

1. Millennials chegam aos 24 biliões em 2020

A geração millennial valerá 24 biliões de dólares (aproximadamente 21 biliões de euros) globalmente até ao início da próxima década. De acordo com um relatório da UBS, a riqueza será proveniente de uma mistura de heranças, atividades empresariais e rendimentos. Na América do Norte, espera-se que os baby boomers passem cerca de 30 biliões de dólares aos Millennials entre 2011 e 2050. Essa será «uma das maiores transferências intergeracionais de riqueza, realizada num período comparativamente curto», de acordo com o documento. Porém, se as empresas quiserem aproveitar todo esse capital, precisam de abordar os millennials de forma diferente de outras gerações e procurar perceber as suas necessidades muito próprias, que incluem um desejo de conveniência, entrega multicanal e transparência. Os millennials são impulsionados pela sustentabilidade e pelo impacto das suas compras, com 87% a verificarem os critérios de sustentabilidade de todos os produtos que compram. Os membros da geração milénio também têm sorte ao negócio e gostam de arriscar, lançando negócios a uma taxa duas vezes superior à da geração boomer. Todavia, ainda que estejam muito concentrados em ganhar dinheiro, a UBS ressalva que os millennials também são mais generosos do que as outras gerações e estão mais propensos a «usar a sua riqueza privada para o bem público».

2. Americanos investem nas visitas à praia

A plataforma de viagens Expedia divulgou recentemente um relatório que detalha as preferências de swimwear – e ambiente envolvente – do consumidor norte-americano. Tal como no ano passado, quase 70% dos americanos responderam estar «um pouco ou muito desconfortáveis» com a nudez na praia, desaprovando, sobretudo, o swimwear tipo tanga (61%) e os mankinis ou biquínis masculinos (58%). Em comparação com a média global (29%), os entrevistados espanhóis (53%) e alemães (47%) são os mais liberais. Enquanto isso, a atitude global sobre os speedos (calções curtos para homem) tem vindo a ser tolerada, considerada aceitável por mais de 70% dos entrevistados, um aumento de 8% em relação ao ano passado. O “Flip Flop Report” da Expedia, que analisou os consumidores de 17 países, mostrou também que os americanos gastam cada vez mais tempo e dinheiro nos preparativos para a ida à praia, desde a dieta e bem-estar até ao salão de beleza. Globalmente, os apreciadores de praia começam as suas rotinas de preparação uma média de 40 dias antes da viagem e mais de um quarto (29%) dos americanos gasta mais tempo a preparar a bagagem do que realmente em férias. Os jovens americanos apresentaram duas vezes maior probabilidade do que os consumidores com 35 anos ou mais de viajar para o exterior, nomeando o México, o Brasil e a Austrália como destinos de férias proeminentes. Em todas as idades, os 10 melhores destinos de praia dos entrevistados americanos são: EUA (como um todo), 43%; Flórida, 35%; Califórnia, 29%; Havai, 22%; México, 18%; Aruba, 13%; Porto Rico, 10%; Brasil, 9%; Jamaica, 7%; Austrália, 7%.

3. Tecnologia vicia chineses

Numa altura e que o iPhone comemora o seu 10.º aniversário, os críticos parecem estar divididos sobre se a revolução dos smartphones terá sido benéfica para os consumidores. À margem, um novo relatório mostrou que o vício da tecnologia está a aumentar em determinadas regiões. Um novo estudo da GfK mostrou que os adolescentes e os agregados familiares com maior rendimento estão os mais propensos a lutar contra o vício da tecnologia, e uma em cada três pessoas tem dificuldade em fazer uma pausa da tecnologia, mesmo sabendo que deveria. China, Brasil e Argentina apresentaram os níveis mais altos de “vício”, mas a Alemanha, Holanda e a Bélgica já aprenderam a desligar-se da tecnologia. A GFK entrevistou consumidores em 17 países e 34% dos entrevistados concordaram «ter dificuldade em desligar-se da tecnologia, mesmo sabendo que deveriam». As descobertas mostraram que, internacionalmente, o género não faz qualquer diferença neste tema. No entanto, as faixas etárias e grupos de rendimento mostraram diferenças na suscetibilidade ao estar «sempre ligado». Os grupos etários mais jovens, em particular, lidam mais com o vício da tecnologia, o que talvez não seja surpreendente, dado que cresceram com a ela. Curiosamente, os agregados familiares de rendimento elevado apresentaram o maior hiato entre aqueles que acham fácil ou difícil fazer pausas tecnológicas, o que, novamente, pode não ser surpreendente considerando que essas famílias são mais propensas a ter mais tecnologia e as versões mais recentes/mais caras. Para as pessoas que vivem em famílias de rendimento alto (nos 17 países), 39% avaliaram como difícil fazer uma pausa na tecnologia, enquanto 11% avaliaram como fácil. Olhando mais detalhadamente para os números específicos do país, a China (43%) apresentou a percentagem mais alta da população online que concorda que tem dificuldade em desligar-se da tecnologia. Este resultado é acompanhado de perto pelos países latino-americanos (Brasil 42%, Argentina 40%, México 38%), com os EUA a surgirem em 5.º lugar (31%). Por outro lado, a Alemanha revelou a maior percentagem (35%) de população online que discorda que fazer uma pausa na tecnologia é difícil. O resultado é acompanhado de perto pelos Países Baixos (30%), Bélgica (28%), Canadá e Rússia (ambos 27%).

4. Kering entra na Giambattista Valli

A Artemis, o braço de investimentos da família Pinault, que detém o conglomerado de luxo Kering, adiantou na semana passada que adquiriu uma participação na casa de moda Maison Valli com o objetivo de conseguir o controlo total numa fase posterior. O investimento «apoiará e contribuirá para o crescimento da Maison Valli», afirmou a Artemis em comunicado. Os dados financeiros não foram divulgados. A Maison Valli foi fundada em Paris em 2004 pelo designer italiano Giambattista Valli e oferece a alta-costura, bem como o pronto-a-vestir da marca Giambattista Valli e da linha mais acessível Giamba. As duas são distribuídas através de uma rede global de lojas e grandes armazéns em Paris, Milão, Saint Tropez e Seul. A Artemis, fundada em 1992 pelo bilionário francês François Pinault, é a acionista maioritária do grupo Kering, liderado pelo filho François-Henri Pinault.

5. Retalho japonês quebra em maio

As vendas no retalho japonês caíram mais do que o esperado em maio, informou o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do país. As vendas sofreram uma quebra de 1,6% em relação ao mês anterior, falhando as estimativas de um declínio de 1%, depois do aumento de 1,4% registado em abril. Em relação ao mesmo período do ano anterior, as vendas no retalho cresceram 2%, falhando novamente as expectativas de um aumento de 2,6% depois de uma subida de 3,2% em abril. As vendas de bens duráveis e vestuário caíram, diminuindo substancialmente do aumento anual registado em abril, embora os analistas esperem que as vendas continuem a crescer. As vendas de vestuário cresceram 2,5% em relação ao ano anterior e as vendas e grandes retalhistas, por sua vez, caíram 0,6% em relação ao ano anterior. Entretanto, o governo japonês reviu em alta as suas expectativas para a economia pela primeira vez em seis meses devido ao crescimento do consumo privado.

6. Confiança dos consumidores britânicos em queda livre

A confiança dos consumidores do Reino Unido está prestes a regressar aos níveis baixos do ano passado, imediatamente após o Brexit. Afetado pela inflação rápida e pelo fraco crescimento dos salários, o último índice GfK caiu para -10 em junho, abaixo de -5 em maio, consubstanciando os números mais baixos desde julho passado. Todas as cinco categorias do índice sofreram quebras, com os consumidores preparados para uma economia mais fraca nos próximos 12 meses. Houve também um grande mergulho no principal índice de compras, de 9 em maio para 1 em junho, cobrindo o período anterior e posterior às eleições deste mês. «Todas estas preocupações vão afetar os retalhistas no Reino Unido», reconheceu Joe Staton, da GfK. «Os gastos dos consumidores impulsionaram a economia desde junho passado, mas agora as pressões de preços mais altos e o crescimento salarial lento estão a espremer as finanças domésticas e a aumentar o medo generalizado de uma desaceleração económica induzida pelo Brexit». O índice GfK caiu de -1 antes do Brexit para -12 em julho de 2016. No entanto, houve uma grande recuperação em julho passado e as despesas de consumo impulsionaram a economia nos dois trimestres finais de 2016, com o Reino Unido a desafiar as previsões generalizadas de uma recessão. Todavia, o índice GfK tem diminuído desde julho passado, embora ainda permaneça acima da média de -8,7. Os números da Situação Económica Geral nos últimos 12 meses caíram cinco pontos para -25, cerca de 12 pontos abaixo de junho de 2016.