Breves

  1. Alta-costura rendida aos sacos de plástico
  2. Bimba y Lola com aspirações globais
  3. Economia do Reino Unido em último lugar
  4. Asos sem Photoshop
  5. Crescimento da Nike bate expectativas
  6. As três chaves do retalho em 2027

1. Alta-costura rendida aos sacos de plástico

Na passerelle da semana de alta-costura, em Paris, dois designers esforçaram-se por transformar os sacos de lixo em moda e arte, adaptando-os a coordenados femininos. O casal belga Filip Arickx e An Vandevorst reinterpretou os sacos utilizados pelos espaços de limpeza a seco – bem como os clássicos sacos de recolha de lixo pretos – em minissaias e vestidos, para aquele que foi o desfile de estreia na passerelle parisiense de alta-costura. O casal – coletivamente conhecido como A.F. Vandevorst – explorou ainda looks de calças justas em policloreto de polivinila (PVC). An Vandevorst explicou em declarações à agência AFP que o desfile foi uma ode à alegria de se vestir com qualquer coisa. Seguindo este mapa conceptual, uma bolsa de mão foi transformada num chapéu e toda a linha de vestuário feminino – leggings, casacos e tops – originou acessórios de cabelo. «Trata-se de liberdade total e criatividade, de uma mulher que vive fora da sua mala… transformando coisas antigas em novas», acrescentou. «Ela é tão criativa que o material não importa. Ela é tão chique e tão sofisticada que pode transformar qualquer coisa com o seu toque natural – poof! – em algo ótimo», concluiu.

2. Bimba y Lola com aspirações globais

A ambiciosa marca de moda espanhola Bimba y Lola adiantou na semana passada que encerrou o exercício de 2016, a 28 de fevereiro, com lucros líquidos de 16,4 milhões de euros e que as vendas terão escalado 32%, para os 152,4 milhões de euros. As vendas domésticas comparáveis subiram 21%. O crescimento fora das fronteiras de Espanha viu os mercados internacionais representarem 26% das vendas totais, com os negócios em países como a França e o Reino Unido a subirem 60%, enquanto o Chile e a Coreia do Sul cresceram 50% e, Portugal, México e Singapura escalaram 20%. A Bimba y Lola terminou 2016 com 226 lojas e planeia inaugurar pelo menos 20 espaços em França, Reino Unido, Portugal e México. Em Espanha, a empresa pretende continuar a expansão através de lojas em grandes armazéns como o El Corte Inglés. «No contexto da excelente evolução dos negócios, a empresa está agora a preparar-se para a descolagem em vários dos mercados mais atraentes do mundo, com o objetivo de se tornar uma marca global no seu segmento», afirmou a marca em comunicado.

3. Economia do Reino Unido em último lugar

O Reino Unido é a economia avançada de mais lento crescimento do mundo, de acordo com as estatísticas oficiais divulgadas na semana passada. O PIB cresceu apenas 0,2% nos primeiros três meses do ano; abaixo dos 0,7% do trimestre. Isto significa que a economia do Reino Unido, que conseguiu apresentar uma performance melhor do que o esperado logo depois do Brexit, está a ficar para trás em relação a todos os outros países do grupo G7 e de todos os outros países europeus. Durante o primeiro trimestre (janeiro a março) de 2017, o Reino Unido experimentou o crescimento mais lento – de 0,2% – entre os países europeus e do G7, abaixo do dos EUA e do Japão, que cresceram 0,3%. No primeiro trimestre, o Canadá apresentou o maior crescimento em 0,9%. As economias combinadas da União Europeia (UE) cresceram 0,6%, assinalando 16 trimestres consecutivos de crescimento positivo. O ano passado assinalou a primeira vez, desde a crise financeira que começou em 2007, que todos os 28 estados membros da UE experimentaram crescimento económico. Os analistas preveem que a taxa de crescimento do Reino Unido cresça ligeiramente no segundo trimestre, mas a perspetiva de longo prazo será provavelmente mais fraca se os consumidores britânicos continuarem a controlar os seus gastos.

4. Asos sem Photoshop

A Asos está a ser elogiada pela divulgação de campanhas publicitárias nas quais os corpos das modelos surgem sem retoques, exibindo orgulhosamente estrias e curvas num movimento que foi aplaudido pelas internautas. As consumidoras elogiaram os esforços da retalhista para que o “natural” seja visto como “normal”. «Estou tão impressionada com a Asos por não recorrer ao Photoshop para esconder as estrias das modelos», declarou uma utilizadora da rede social Twitter a propósito da campanha de lingerie da retalhista. Entretanto, a publicação já mereceu mais de 158 mil “gostos” e 48 mil partilhas.

5. Crescimento da Nike bate expectativas

A Nike informou na passada quinta-feira que a receita do quarto trimestre da empresa havia crescido 5%, para os 8,7 mil milhões de dólares (aproximadamente 7,6 mil milhões de euros), enquanto as receitas do exercício de 2017 escalaram 6%, para os 34,4 mil milhões de dólares. O relatório superou a estimativa de lucros do FactSet, citado pela Marketwatch, que apontava para os 8,6 mil milhões de dólares. A receita da Nike Brand no trimestre subiu 7% para os 8,1 mil milhões de dólares, impulsionada pelo crescimento a dois dígitos na Europa Ocidental, Grande China e mercados emergentes, bem como pelo forte crescimento em categorias de vestuário desportivo e de corrida, segundo a empresa. As receitas da Converse subiram 10%, para os 554 milhões de dólares, impulsionadas pelo mercado italiano e pelo crescimento nas vendas diretas ao consumidor. O CEO Mark Parker confirmou que a empresa está ainda a investir num programa de vendas diretas através da Amazon com uma variedade limitada de produtos (ver Nike à venda na Amazon).

6. As três chaves do retalho em 2027

Um novo relatório, projetado a dez anos, revelou as três forças que deverão moldar as indústrias de bens de consumo e retalho no futuro: confiança, influência e personalização. No sumário do Global Future Consumer 2017, a consultora A.T. Kearney prevê, por exemplo, a morte da economia de escala. «O mercado de massas acabou», resumiu Greg Portell, diretor da A.T. para as Américas. «Abraçar a confiança, a influência e a personalização como novos mantras comerciais será fundamental para o sucesso de todas as marcas e retalhistas, globais e locais, no futuro», acrescentou. O estudo Global Future Consumer incorpora informações sobre o futuro de seis gerações de consumo: a geração silenciosa (1928-1945), os baby boomers (1946-1964), a geração X (1965-1980), os millennials (1981-1997) e a geração Z (1998-2016). O documento observa ainda que, pela primeira vez na história, 2027 terá seis gerações representadas no mercado consumidor, com a ocorrência de uma turbulência dramática esperada entre marcas e retalhistas. A maior dessas seis gerações será a geração Z, que tem vindo a liderar uma onda de mudanças no comportamento do consumidor. Os seus membros afastam-se da propriedade, estatuto e fidelidade às marcas e aproximam-se da confiança, influência e personalização.